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quinta-feira, 14 de março de 2013

MEDICAMENTO A PARTIR DO VINHO TINTO PODE FAZER VIVER ATÉ 150 ANOS



Os benefícios do vinho tinto para a saúde incluem a prevenção de doenças cardiovasculares, controle do colesterol e da pressão arterial, mas uma nova pesquisa mostra que ele pode prolongar a vida. Publicado na revista Science, o estudo aponta que o resveratrol, encontrado na bebida, pode fazer o ser humano viver até os 150 anos. E a boa notícia é que a indústria farmacêutica já está produzindo um medicamento a partir desta substância. 

MEDICAMENTO PODE PROLONGAR A VIDA COM QUALIDADE

As versões sintéticas do resveratrol já estão sendo testadas em pacientes que sofrem de câncer, diabetes e doenças do coração. O medicamento é 100 vezes mais potente do que a forma encontrada no vinho e poderia prevenir o surgimento destas doenças, além de Mal de Alzheimer e Parkinson, artrite, osteoporose, psoríase, problemas cardiovasculares e câncer. 

No entanto, os pesquisadores acreditam que o diabetes tipo 2 será a primeira complicação de saúde a ser tratada pelo resveratrol sintético, já que os testes em laboratório apontaram grandes avançados em ratos com sobrepeso. 

RESVERATROL SINTÉTICO DEVE CHEGAR AO MERCADO EM CINCO ANOS

O medicamento, que deve estar no mercado dentro de cinco anos, pode ser administrado em comprimidos ou usado diretamente sobre a pele, dependendo da orientação médica. 

Fonte: GNT


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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

VINHO TINTO AJUDA EM TRATAMENTO CONTRA CÂNCER

O vinho tinto pode ser um dos remédios contra o câncer de próstata graças a um componente que faz as células ficarem mais sensíveis ao tratamento. 

O resveratrol, encontrado geralmente nas cascas de uva e vinho tinto, tem mostrado efeitos benéficos para a saúde humana, com atuação no sistema cardiovascular e prevenção de infarto. As informações são do Daily Mail.

Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que a substância pode deixar as células do câncer de próstata mais suscetíveis à radiação do tratamento de radioterapia. Estudos anteriores já tinham confirmado o efeito na quimioterapia, segundo o professor Michael Nicholl. 

Uma pesquisa recente também descobriu que um copo de vinho tinto por dia aumenta as chances de sobrevivência de mulheres com câncer de mama em até um quinto. O resultado surpreendeu, pois o consumo de álcool é considerado uma das principais causas da doença.

Uma das explicações é que a química no álcool que destrói as células saudáveis também ataca as células cancerígenas. A combinação entre o resveratrol e a radioterapia matou até 97% das células causadoras da doença, porcentagem mais elevada em relação a apenas o tratamento com radiação. O próximo passo é testar a descoberta em animais, antes de iniciar os tratamentos com humanos.

Fonte: Terra


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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SUBSTITUA A MANTEIGA E MARGARINA


O pãozinho nosso de cada dia pode ganhar acompanhamentos muito mais saudáveis e saborosos do que a manteiga e a margarina. Embora sejam tradicionais e favoritas nas mesas brasileiras, ambas têm o seu lado de vilãs.

“A manteiga é rica em gordura saturada. Consumida em excesso, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e contribui para a inflamação do organismo”, afirma Natália Colombo, nutricionista da NCNutre – Nutrição Funcional Individualizada. Mesmo assim, ela ainda é melhor que a margarina, pois é rica em ácido butírico, que ajuda a prevenir o câncer intestinal, e também é fonte de vitamina A, segundo Bruna Murta, nutricionista da rede Mundo Verde. “Entretanto, deve ser consumida com moderação: três vezes por semana, passando apenas a ponta da faca com manteiga no pão”, recomenda. 

Já a margarina, segundo as especialistas, não contém nenhum nutriente. “Devido à sua estrutura, não é reconhecida pelo corpo como alimento”, observa Murta. Ela explica que a margarina é produzida artificialmente, por meio do processo de hidrogenação de óleos vegetais, para ficar sólida. Este processo acaba formando as temíveis gorduras trans, que ativam reações inflamatórias, bloqueiam substâncias vasodilatadoras, levando ao aumento da pressão arterial, prejudicam o sistema imunológico e aumentam o risco de câncer.

Por conta disso, os próprios fabricantes têm buscado recursos para melhorar os seus produtos como, por exemplo, o uso de substâncias que ajudam a absorver o colesterol (os fitoesteróis) ou de processo para reduzir as gorduras trans, chamado tecnicamente de interesterificação.

MANTEIGA DE OLEAGINOSAS

Uma alternativa caseira bem saudável é a manteiga de oleaginosas, feita com castanhas como amêndoas, avelãs ou nozes. O preparo é fácil: basta tostar as castanhas e passá-las num processador até obter uma pasta. A partir daí, vale a criatividade para diversificar os sabores, adicionando mel, cacau em pó ou baunilha, entre outros produtos.

“As castanhas possuem uma grande quantidade de gorduras boas, ou seja, ácidos graxos mono e poli-insaturados, além de vitaminas B e E, cálcio, ferro, magnésio e arginina, que ajuda a regular a pressão arterial e melhorar a imunidade”, relata Colombo.

Ainda, segundo a nutricionista, as oleaginosas são ricas em selênio, que contribui no combate aos antioxidantes, substâncias produzidas pelo organismo que causam o envelhecimento precoce.

Outra dica é fazer a manteiga de azeite de oliva extra virgem, incluindo as ervas e os condimentos que preferir. Este azeite previne doenças cardiovasculares ao diminuir o chamado colesterol ruim e aumentar o colesterol bom. “Além disso, é anti-inflamatório, previne alguns tipos de câncer, ajuda a reduzir a gordura visceral e melhora a saúde da pele, entre outros benefícios”, diz.

VERSÃO MELHORADA

Para quem não quer mudar radicalmente, a nutricionista sugere a “manteiga melhorada”, uma mistura da manteiga tradicional com a mesma quantidade de azeite de oliva extra virgem. “Assim, é possível diminuir os impactos negativos de um produto e agregar os pontos positivos do outro. E quando você acrescenta ervas, adiciona os benefícios delas também”.

No caso dos azeites, Colombo reforça que o ideal é usar os do tipo extra virgem com acidez máxima de 0,5% a 0,8%, acondicionados em vidros escuros, pois preservam mais a qualidade.

Pastas de grão de bico (húmus), de tofu e de soja também são opções saudáveis para acompanhar pães frescos, torradas e bolachas, sugere Murta. Já no preparo de bolos, doces e tortas, a nutricionista recomenda usar óleos vegetais, como os de canola, girassol ou coco, inclusive para untar as formas, pois eles apresentam benefícios semelhantes aos do azeite. A substituição deve ser feita na mesma proporção da receita original.

As especialistas lembram que estas trocas favorecem a saúde, mas não têm efeito para quem quer perder peso, uma vez que os produtos substitutos apresentam praticamente a mesma quantidade de calorias da manteiga ou da margarina. Para se ter uma ideia, uma colher de chá de margarina tem 40 calorias.

Confira as receitas no UOL

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ÓLEO DE ABACATE

Recém-chegado ao mercado nacional, o óleo de abacate está na fila para se tornar o próximo modismo "saudável". Novidade no segmento de produtos naturais, ele engrossa a lista de produtos ricos em ácidos graxos e esteróis, como o azeite de oliva e o óleo de coco, que vem ganhando adeptos. 

Em outras palavras, é alternativa aos óleos comumente utilizados na cozinha (milho, girassol, canola etc) e nova fonte de “gordura do bem”. Contém substâncias importantes para o equilíbrio do bom e do mau colesterol, assim como para controlar os níveis de glicose, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes.

Segundo pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), o óleo de abacate pode prevenir e controlar o nível de colesterol ruim e triglicérides no sangue. O estudo, publicado na Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, avaliou que a substância extraída da polpa da fruta pode ser excelente matéria-prima para a indústria de alimentos. Ainda segundo a coordenadora da pesquisa, a professora Jocelem Mastrodi Salgado, o óleo de abacate é uma boa fonte de vitamina E (30ml do óleo suprem 18% das necessidades diárias de um adulto), um poderoso antioxidante. 

ABACATE É UM SUPER ALIMENTO

No entanto, há quem defenda que o consumidor pode se beneficiar de tudo isso apenas consumindo a própria fruta. É o caso da nutricionista Andrea Santa Rosa. Segundo ela, o abacate é rico também em ômega 6 e 9, e é bom aliado para o emagrecimento e a redução do estresse. “É uma gordura anti-inflamatória, facilitando a utilização da glicose pelas células. Como lanche da tarde, traz saciedade para aquela fome oculta que surge de repente. Já ingerida à noite, por exemplo, ajuda a melhorar o sono, baixando o nível de cortisol. Uma noite reparadora é importante para quem está tentando perder peso”, ensina. 

Andrea recomenda que, na cozinha, se alterne o uso do óleo de abacate com o azeite de oliva e o óleo de coco no preparo de alimentos. Para não serem vítimas de modismos, a nutricionista sugere que os consumidores fiquem atentos às informações geralmente menos óbvias nos produtos, como procedência, composição e embalagem, que não deve ser de plástico.

Fonte: GNT

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SEM EMAGRECEDORES, OBESIDADE SE AGRAVA NO PAÍS


Hoje, a proibição da venda dos derivados de anfetamina no Brasil completa um ano. A decisão da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou definitivamente das farmácias os remédios femproporex, anfepramona e mazindol, usados no tratamento da obesidade. Sessenta dias após o anúncio, em janeiro de 2012, as drogas tiveram de desaparecer das farmácias. 

"Não há nenhuma perspectiva de que esses remédios retornem ao mercado. Essa discussão foi encerrada", diz Dirceu Barbano, presidente da Anvisa. Com o tratamento interrompido, milhares de brasileiros viram o ponteiro da balança ir cada vez mais longe nos últimos nove meses. A obesidade, uma doença crônica que está virando uma epidemia no mundo todo, voltou a assombrar pacientes que não conseguem emagrecer com a combinação de dieta e exercícios físicos. 
Para muitos deles, o único medicamento do mercado especificamente destinado a esse fim - a sibutramina, um anorexígeno que não tem anfetamina em sua fórmula - não é eficaz. Com os quilos a mais, doenças que andavam controladas ou nem existiam acabaram voltando à tona — como diabetes e hipertensão.

O tratamento medicamentoso não faz milagres — tampouco é recomendado a todos os pacientes. Dados disponíveis sobre a sibutramina, por exemplo, mostram que ela é receitada a uma parcela pequena dos obesos. "Pelos dados da Anvisa, em 2010, 1,7% dos obesos brasileiros receberam indicação de sibutramina. Esse número é muito pequeno, significa que os medicamentos não fazem parte do tratamento rotineiro", diz Ricardo Meirelles, ex-presidente da SBEM e membro do grupo médico que defendeu a permanência dos anorexígenos durante as reuniões com a Anvisa.

Para um certo perfil de paciente, contudo, o uso de remédios é a única saída. Ele é indicado para pessoas obesas (IMC maior que 30) ou que tenham sobrepeso mais alguma doença associada, e que não tenham histórico de problema cardiovascular ou de condição psiquiátrica importante. "Quando a perda de peso com dieta e exercícios físicos não funcionam, há a indicação para o início do tratamento farmacológico", diz Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Orientações da diretriz da SBEM afirmam que a perda de peso já é eficaz quando ela é igual ou maior a 1% do peso corporal por mês. Emagrecer de 5% a 10% do peso inicial já traz benefícios e reduz riscos de desenvolver diabetes e problemas cardiovasculares.

Após o anúncio da proibição pela Anvisa, o Ministério Público Federal de Goiás abriu inquérito sobre a decisão da agência. De acordo com Ailton Benedito de Souza, procurador responsável pelo inquérito, a ação judicial foi ajuizada no dia 2 de agosto deste ano. "Agora a Anvisa tem 60 dias para contestar. Depois disso, o juiz dá o seu parecer final", diz Souza. Na ação pública foi alegado que os medicamentos já estavam no mercado há décadas e que faziam parte de uma rotina dos pacientes. Ainda no âmbito público, está agendada uma audiência pública para o dia 9 de outubro pela Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados, com a finalidade de discutir a decisão final da Anvisa. 

OFF LABEL

Com a proibição dos derivados de anfetamina do mercado, entraram em cena com força o topiramato, a bupropiona e a liraglutida. Nenhum desses três medicamentos é aprovado para o tratamento da obesidade. A indicação oficial do topiramato é para casos de enxaqueca e epilepsia; a bupropiona, um antidepressivo usado para combater o vício em cigarros; já a liraglutida - conhecida por seu nome comercial, Victoza - é usada no tratamento do diabetes. Essa drogas, no entanto, têm sido receitadas para o tratamento da obesidade numa prática chamada off label. Em outras palavras, elas ganham outras finalidades que não aquelas previstas em bula. Em alguns pacientes, esses três remédios podem ter a mesma função dos anorexígenos: ajudar na perda de peso.

De acordo com a endocrinologista Nina Rosa Castro Musolino, presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), quando o paciente não consegue emagrecer com dieta e exercício, e não responde à sibutramina, uma opção é o uso off label. O problema, no entanto, é que uma boa parte das pessoas não responde bem a esses medicamentos. Segundo os endocrinologistas consultados pela reportagem, a prescrição de todos esses medicamentos off label têm aumentado nos últimos meses. "Conforme se tem menos recursos, você começa a usar aquilo que tem em mãos. O que não pode acontecer é você não tratar o paciente", diz Ricardo Meirelles. 

SIBUTRAMINA

Nem a sibutramina está garantida. O medicamento está passando por um período de testes pela Anvisa. De acordo com Dirceu Barbano, no fim do ano a agência deve decidir se a medicação continua ou não no mercado brasileiro. Tudo vai depender de relatórios mercadológicos e sobre os efeitos adversos que forem registrados nesses doze meses. Dados preliminares do levantamento que se encerra em dezembro apontam que houve no país uma redução de 4% no número de prescrições e de 34% no volume da sibutramina vendida. Segundo Barbano, essa queda pode ter sido causada pela redução no número de pessoas que tomavam a sibutramina de maneira indevida.

FIM DA LINHA
A redução no leque de possibilidades terapêuticas seria contornável não fosse um fato já muito conhecido: o metabolismo dos obesos não é igual. Alguns respondem melhor a uma droga, outros se adaptam melhor a outra. Na realidade atual, isso significa que a sibutramina pode ser um ótimo plano B para um grupo de pacientes, e completamente nulo, e até arriscado, para os demais.
Entre aqueles que ficaram sem opção, a alternativa cirúrgica começa a despertar interesse. Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a operação é indicada apenas para obesos mórbidos (IMC acima de 35), pacientes que já não respondem bem aos remédios. "Há sim um crescimento no número de cirurgias, mas isso se deve a sua maior divulgação e ao fim da mitificação do procedimento", diz. Há ainda o grupo de pacientes que, não sendo elegível à bariátrica e não respondendo bem aos off label ou aos medicamentos que sobraram no mercado, não tem outra alternativa senão esperar. 

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

SAIBA COMO OS EXERCÍCIOS FÍSICOS PREVINEM DOENÇAS DO CORAÇÃO

Os exercícios físicos estão na lista de orientações dos médicos para prevenir doenças cardiovasculares. Mas será que todas as atividades são iguais? De acordo com o cardiologista Fábio Alves Torres, doVitta Exercício & Clínica de Saúde, “os melhores exercícios são os aeróbicos.

Para que eles protejam o coração contra doenças é preciso atingir uma determinada frequência cardíaca, que deve ser mantida para que haja a proteção da função cardíaca”. A seguir, entenda como a prática de atividades físicas pode evitar doenças cardiovasculares:

BENEFÍCIOS - Segundo a cardiologista Isa Bragança, da clínica Cardiomex, a prática de exercícios físicos é capaz de reduzir as taxas de colesterol no sangue, fator que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. “Com exercícios regulares e uma dieta equilibrada é possível evitar a administração de medicamentos para redução do colesterol”. Fábio completa: “A elevação da frequência cardíaca, provocada pela prática de exercícios, estimula o trabalho cardiovascular. Esta elevação no momento da atividade também provoca a redução do ritmo cardíaco em repouso, com menor esforço. Durante os exercícios há ainda a produção de óxido nítrico, que atua como vasodilatador”.

RECOMENDAÇÕES - Os exercícios aeróbicos apresentam maior benefício cardiovascular. “Caminhada, corrida, natação, ciclismo, futebol, vôlei, basquete e tênis estão entre os melhores exercícios para a saúde do coração. Para fazer bem a ele, a frequência cardíaca durante as atividades físicas deve atingir 60%, no máximo", diz Fábio, que ainda orienta sobre como calcular a frequência cardíaca: "Pode ser encontrada fazendo a seguinte conta: a sua idade menos o valor 220”. 

FREQUÊNCIA - “Para fazer bem ao coração é preciso praticar de 150 a 200 minutos semanais de exercícios aeróbicos. Este tempo pode ser dividido em três a cinco sessões de 30 a 50 minutos cada. Você pode variar as atividades, mas, para que tenham benefício cardiovascular, é preciso praticar exercícios por, no mínimo, 20 minutos. Neste caso, o objetivo da atividade é manter a frequência cardíaca. Se o seu objetivo inclui a perda de peso, cada sessão de exercícios deve ter 40 minutos ou mais”, explica o cardiologista Fábio Alves Torres.

INDICAÇÕES - Para Fábio Alves Torres, “em geral, as atividades físicas trazem muito mais benefícios para o coração do que riscos, principalmente no caso de exercícios com intensidade leve a moderada. Para evitar complicações cardiovasculares decorrentes do esforço, é preciso manter o check-up em dia. Dos 20 aos 40 anos, é preciso realizar os exames a cada cinco anos. A partir dos 40, as avaliações devem ser anuais ou semestrais, no caso de doenças ou riscos específicos”. A cardiologista Isa Bragança explica que “mesmo pessoas com risco cardíaco precisam praticar exercícios, mas é necessário ter acompanhamento e liberação do médico, que irá recomendar a atividade ou esporte ideal”. 

Fonte: GNT


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terça-feira, 18 de setembro de 2012

VINHO SEM ÁLCOOL TEM MAIS BENEFÍCIOS PARA O CORAÇÃO

Após pesquisas apontarem seus benefícios para o coração, beber uma taça de vinho tinto por dia se tornou uma prática estimulada. Um estudo recente sugere que o vinho sem álcool é ainda mais eficaz na proteção do organismo contra doenças cardiovasculares. 

Segundo pesquisadores da Universidade de Barcelona, a bebida reduz em 20% o risco de derrames e diminui em 14% as chances de desenvolver doença cardíacas. 

De acordo com os cientistas, o efeito protetor é encontrado em moléculas chamadas polifenóis e não no álcool da bebida, o que explicaria os resultados. O álcool é retirado no final do processo de produção, que segue a base do vinho tradicional, preservando o sabor e as propriedades benéficas. 

Eles também acreditam que a bebida não alcoólica seja capaz de aumentar a concentração de óxido nítrico no sangue, substância que relaxa os vasos sanguíneos.

REDUÇÃO DA PRESSÃO SANGUÍNEA DOS VOLUNTÁRIOS

No estudo, foram analisados 67 voluntários diabéticos com três ou mais fatores de risco para doenças cardíacas. Durante três períodos de quatro semanas, eles beberam vinho tinto, vinho sem álcool e gim, junto com as refeições. Ao final, apenas o vinho tinto desalcoolizado foi capaz de alterar a pressão sanguínea dos voluntários. A diminuição é suficiente para reduzir em 20% o risco de derrames e 14% as chances de desenvolver doenças cardíacas. 

Os pesquisadores ressaltam que os polifenóis possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que podem ser úteis na prevenção de doenças, como o diabetes tipo 2. Café, chá, chocolate, couve, brócolis, amoras e framboesas também são fontes ricas em polifenóis.

Fonte: GNT

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domingo, 26 de agosto de 2012

CHOCOLATE AJUDA A MELHORAR MEMÓRIA DE IDOSOS

Um estudo feito na Universidade de Áquila, na Itália, mostrou que o chocolate e outros produtos derivados do cacau podem melhorar a memória e o raciocínio de idosos que já possuem a cognição comprometida. 

Segundo os pesquisadores, esse efeito benéfico se deve à presença de flavonoides — composto com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que também pode ser encontrado em frutas vermelhas, uvas e vinho tinto — nesses alimentos. O trabalho foi publicado na última edição do periódico Hypertension, da Associação Americana do Coração. 

Foram selecionados para a pesquisa 90 idosos maiores do que 70 anos que sofriam de comprometimento cognitivo leve. Durante oito semanas, eles consumiram diariamente uma quantidade alta (990 miligramas), média (520 miligramas) ou baixa (45 miligramas) de um achocolatado com alto teor de cacau misturado ao leite. Quanto mais amargo é o chocolate, ou seja, quanto maior é a presença de cacau, mais flavonoides ele tem. Fora essa bebida, os participantes não deveriam ingerir mais nenhum alimento rico no composto. 

Após avaliarem a função cognitiva dos idosos, os pesquisadores observaram que aqueles que consumiram quantidades alta e média do achocolatado, em comparação com o restante dos participantes, tiveram uma melhora nos reflexos, na capacidade de realizar mais de uma atividade ao mesmo tempo, na memória verbal e na de trabalho (ou a curto prazo, que permite o armazenamento temporário de informações). Além disso, os indivíduos que ingeriram as maiores quantidades da bebida se saíram melhor em testes que avaliaram o raciocínio.

Outros benefícios — Os autores do estudo também concluíram que o grupo que consumiu mais cacau teve uma melhora na resistência à insulina e nos níveis de pressão arterial. “Esse estudo fornece evidências encorajadoras de que produtos a base de cacau, ricos em flavonoides, desde que aliados a uma dieta equilibrada, podem melhorar a cognição de idosos. Podemos dizer que isso se deve, em grande parte, à melhora da resistência à insulina”, diz o coordenador do estudo, Giovambattista Desideri. “Porém, ainda não está totalmente claro se esses benefícios em relação à cognição são diretamente uma consequência do cacau ou se são provocados por uma melhora da saúde cardiovascular”.

Fonte: Revista Veja



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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

DIETA DO MEDITERRÂNEO PROTEGE OSSOS

A dieta do Mediterrâneo, quando enriquecida com azeite de oliva, pode ter um efeito protetor para os ossos. De acordo com uma pesquisa que será publicada no periódico médico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, o consumo por dois anos da dieta aumentou os níveis de osteocalcina, um marcador biológico que indica a manutenção óssea.

A perda de massa e de força óssea está associada diretamente com a idade, tanto em homens quanto em mulheres, e é um determinante para a osteoporose e para riscos de fraturas. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a incidência da osteoporose na Europa é menor na região da bacia mediterrânea. 

A dieta Mediterrânea tradicional, rica em carnes de peixes, frutas, vegetais, azeitonas e azeite de oliva, poderia, então, ser o fator ambiental subjacente a essa diferença.

“O consumo de azeite de oliva tem sido relacionado com a prevenção da osteoporose em modelos experimentais e in vitro”, diz José Manuel Fernández-Real, médico no Hospital Dr Josep Trueta, na Espanha, e coordenador da pesquisa. “Este é o primeiro estudo randomizado que demonstra que o azeite de oliva preserva os ossos, ao menos como indicado pelos marcadores ósseos em circulação pelo corpo.”

PESQUISA

Participaram do estudo 127 homens entre 55 e 80 anos. Todos foram selecionados randomicamente do levantamento Prevenção com Dieta do Mediterrâneo (Predimed), um estudo que teve ao menos dois anos de acompanhamento. Esse levantamento, feito de maneira randomizada e com a participação de um número grande de voluntários, teve como objetivo avaliar os efeitos da dieta do Mediterrâneo na prevenção de doenças cardiovasculares.

Os participantes não tinham doenças cardiovasculares prévias, mas haviam sido diagnosticados com diabetes 2 ou com pelo menos três fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, dislipidemia (aumento dos lipídeos no sangue) ou com histórico familiar de doença cardiovascular precoce. Eles foram divididos em três grupos alimentares diferentes: dieta do Mediterrâneo com castanhas mistas, dieta do Mediterrâneo com azeite de oliva virgem e uma dieta com baixo índice de gordura.

As dosagens dos níveis de osteocalcina, glucose, colesterol total, HDL (o “colesterol bom”) foram feitas no início e depois de dois anos de acompanhamento. Descobriu-se, então, que o consumo da dieta do Mediterrâneo enriquecida com azeite de oliva estava associado com um aumento significativo nos níveis de osteocalcina e de outros marcadores de formação óssea. As taxas de cálcio não sofreram mudanças significativas entre os voluntários que mantinham essa dieta — mas teve sua concentração diminuída nos outros dois grupos.

Fonte: Revista Veja


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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

BETERRABA PARA O TREINO


Atletas de elite precisam testar os limites do corpo diariamente. Para subir ao pódio, eles contam com segredos que podem ser adaptados à nossa rotina. Na lista de alimentos que melhoram a performance estão os sucos de frutas, que poderiam dar mais disposição aos não atletas que frequentam a academia. A beterraba é o mais popular entre os sucos que turbinam o desempenho. Estudo feito com ciclistas na Universidade de Exeter, na Inglaterra, apontou que o consumo da bebida pode aumentar em 16% a distância percorrida pelos atletas. 

BEBIDA FAZ PARTE DA ROTINA DE MEDALHISTAS

O suco de beterraba já faz parte da rotina de atletas britânicos de atletismo nos Jogos Olímpicos de Londres, incluindo Mo Farah, que ganhou a medalha de ouro no atlerismo, na prova dos 10.000m. Nadadores e jogadores de futebol dos Estados Unidos também se declararam fãs da bebida que melhora a perfomace. Para os não atletas, os cientistas recomendam começar a consumir o suco de beterraba cerca de seis dias antes de uma corrida de rua, por exemplo. Não existem evidências de que o consumo da bebida apenas no dia da prova possa melhorar o desempenho. O ideal é beber meio litro do suco, todos os dias.

Para chegar a esses resultados, os cientistas fizeram com que cicilistas bebessem meio litro de suco de betrraba antes do treino, durante seis dias. Ao final desse período, os atletas estavam percorrendo distâncias 16% maiores e produzindo mais energia a cada pedalada quando comparados aqueles que não ingeriram a bebida.

SUCO É MAIS EFICAZ EM ATIVIDADES DE CURTA DURAÇÃO

Ainda não está claro para os cientistas como o suco de beterraba pode melhorar o desempenho em atividades físicas, mas eles acreditam que a bebida seja capaz de melhorar o fluxo de sangue e oxigênio para os músculos. O suco também exigiria que os músculos utilizassem o oxigênio disponível de forma mais eficiente. 

Outro estudo, na Universidade de Maastricht, na Holanda, aponta que a ingestão do suco de beterraba pode ser mais eficaz em atividades intensas e de curta duração. A cereja também começa a se tornar queridinha dos atletas de alta performace. De acordo com estudos do Lenox Hill Hospital, em Manhattan, o suco da fruta é capaz de reduzir a dor muscular e a fraqueza após treinamentos intensos.

Fonte: GNT

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

CASTANHA DE COTIA PODE SER MAIS SAUDÁVEL


A castanha de cotia, fruto encontrado na região Norte do país, possui as mesmas propriedades nutricionais de outros frutos mais conhecidos, como a castanha-do-pará e a noz comum, mas também apresenta maiores quantidades de certos nutrientes benéficos à saúde, como o ácido graxo ômega-9 e a vitamina E, que têm ação antioxidante. 

A descoberta faz parte de uma pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) que, pela primeira vez, estudou as propriedades nutricionais dessa castanha, que ainda não é facilmente encontrada nas regiões Sul e Sudeste do país. A castanha de cotia também pode ser considerada um alimento funcional, tendo capacidade de prevenir doenças como as cardiovasculares, as neurodegenerativas e as inflamatórias — e passa a ser candidata a se tornar a nova queridinha das dietas antienvelhecimento.

A autora do estudo, Tainara Costa Singh, mestre em Engenharia e Ciência de Alimentos pela Unesp, explica que os benefícios da castanha de cotia somente podem ser obtidos se o alimento, ou o óleo extraído dele, forem ingeridos in natura. “Quando torrada, forma comum de consumo na região Norte, a castanha perde propriedades nutricionais”. Ainda segundo Singh, é comum, nos estados da região, o uso do óleo da castanha de cotia no preparo de alimentos, substituindo outros óleos, como o de girassol, por exemplo.

No entanto, como explica a autora, esse estudo não olhou para a possível presença de substância tóxica na castanha de cotia e nem para os efeitos adversos que podem ser apresentados pelo seu consumo excessivo. A castanha-do-pará, por exemplo, é considerada saudável, já que tem grande quantidade de selênio, mineral benéfico aos neurônios. Quando consumida em excesso, entretanto, ela pode ser tóxica e provocar sintomas como dores de cabeça.

A PESQUISA

Nesse estudo, foram analisadas e comparadas as propriedades nutricionais de seis alimentos diferentes: a castanha de cotia, a castanha-do-pará, a castanha-do-gargueia, a castanha-sapucaia, a noz comum e a noz pecan. Os resultados foram apresentados recentemente no 23º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia de Alimentos, em Campinas e a pesquisa foi aceita para publicação na Revista do Instituto Adolfo Lutz (IAL).

Fonte: Veja


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sábado, 11 de agosto de 2012

6 ALIMENTOS QUE DIMINUEM O COLESTEROL


O colesterol alto pode ser considerado o vilão de uma vida saudável. Taxas elevadas aumentam os riscos de desenvolver arterioesclerose, doença silenciosa que leva ao entupimento das artérias e pode culminar em infartos e até acidentes vasculares cerebrais (AVC). Confira dicas simples para evitar o colesterol alto com a alimentação.

De acordo com a nutróloga Liliane Oppermman, “é preciso investir em alimentos ricos em fibras, que têm a capacidade de absorver o colesterol. Recomenda-se o consumo de 30 gramas diárias de vegetais folhosos, frutas com casca e cereais integrais são suficientes para evitar a elevação do colesterol e também ajudar a diminuir as taxas”. A seguir, saiba quais alimentos são mais eficazes na diminuição do colesterol:

AVEIA - “A aveia é rica em um nutriente chamado betaglucana, capaz de regular a síntese (formação) de colesterol. As fibras solúveis presentes no alimento exercem uma importante função de carregar parte do colesterol no intestino, reduzindo sua absorção. Recomendo o consumo de duas colheres de sopa de farelo de aveia por dia”, diz a nutricionista Lucianna Jardim.

CHÁ MATE - Segundo Lucianna Jardim, “o chá mate é rico em uma substância chamada saponina, que auxilia na redução da absorção do colesterol no intestino. Recomenda-se a ingestão de três xícaras de chá por dia”.

ROMÃ - “O suco de romã possui substâncias antioxidantes, como flavonóides, ácidos fenólicos e ácido elágico. Estudos têm demonstrado efeitos benéficos sobre a pressão arterial, câncer e diminuição do colesterol ruim. Recomendamos fazer suco com as sementes de romã ou utilizar as sementes na salada”, explica a nutricionista.

SALMÃO - Segundo Lucianna, “o ômega-3 presente no salmão auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e aumenta os níveis do colesterol bom e protetor do sistema cardiovascular (HDL). Recomendo a ingestão de 100 gramas por dia, seis vezes por semana”.

CEBOLA - “Além de temperar os pratos, a cebola alimento tem potencial antioxidante, que protege o sistema circulatório, regulando a pressão arterial. Também possui bom conteúdo de fibras, que auxiliam na redução do colesterol sanguíneo. Recomendamos consumir em torno de 100g por dia”, orienta a nutricionista.

AZEITE DE OLIVA EXTRA VIRGEM - “O azeite de oliva extra virgem é rico em gorduras monoinsaturadas que auxiliam na redução do colesterol total e ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL). O alimento também possui propriedades importantes para regular a pressão arterial e prevenir doenças cardiovasculares. A dose recomendada é de duas colheres de sopa de azeite extra virgem por dia”, explica a nutricionista Lucianna Jardim.

DICAS EXTRAS - Segundo Lucianna Jardim, “para prevenir o colesterol alto é preciso evitar o consumo de carne vermelha gorda, como picanha e cupim, leite integral, camarão, molhos gordurosos, doces e frituras em geral”. De acordo com a endocrinologista Carolina Mantelli, “a prática regular de exercícios físicos é comprovadamente eficaz na redução da taxa total e elevação do bom colesterol. Pratique, pelo menos, 30 minutos de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, de três a quatro vezes na semana”. A médica ressalta que, em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos.

Fonte: GNT


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

VEGETARIANOS SÃO MAIS FRACOS?


Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegetarianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.

Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.

Os lactovegetarianos consomem leite e derivados em sua dieta; ovolactovegetarianos utilizam ovo, leite e derivados na alimentação; já veganos ou “vegans” não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal. Independente da opção, é essencial ter um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.

CONFIRA OS MITOS E VERDADES

É PRECISO SUPLEMENTAR? Verdade. Com raras exceções, depois de dois ou três anos sem comer carne as pessoas precisam fazer reposição de ferro, zinco, cálcio e vitamina B12, afirma o nutrólogo Durval Ribas Filho. "Até é possível ter dieta saudável sem suplementos, mas desde que a pessoa tenha capacidade de ingerir de 400 a 500g por dia de legumes, verduras e frutas", diz. Mas isso só vale para os que ingerem algum alimento de origem animal (leite ou ovos); todos os veganos precisam de suplementos.

É UMA ALIMENTAÇÃO MAIS SAUDÁVEL? Verdade. Segundo um relatório publicado pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial. "Comer até 500 g de carne vermelha por semana também é saudável", garante o nutrólogo Durval Ribas Filho. O problema das dietas "carnívoras" é ingerir grandes quantidades ou, junto da carne, comer a gordura, como as que acompanham um pedaço de picanha, ou as que vêm "escondidas" em um hambúrguer. Essas sim fazem mal à saúde.

O VEGANO PRECISA INGERIR B12? Verdade. "Os vegetarianos restritos, que não consomem nenhuma carne nem qualquer alimento de origem animal, devem ser suplementados com vitamina B12, ferro e ômega-3, pois não conseguem atingir a quantidade necessária somente com alimentos de origem vegetal", afirma a nutricionista clínica Roberta Soriano. A profissional, no entanto, lembra que muitas pessoas que consomem carne regularmente também possuem deficiências de ferro e B12.

APRESENTAM MENOS DIABETES, COLESTEROL E PROBLEMAS DO CORAÇÃO? Verdade. Segundo o nutrólogo Ribas Filho, há cinco grandes estudos mostrando que as pessoas que não comem carne têm menos diabetes, colesterol mais controlado, são mais magras e, portanto, apresentam menos problemas de coração. "Mas essas pesquisas também mostraram que o vegetariano reflete muito sobre o que come, se preocupa com a dieta, e é esse comportamento de controle alimentar que dá resultados positivos, não a ausência da carne em si", afirma.

TEM MENOS CÂNCER? Parcialmente verdade. Embora haja algumas evidências quanto à menor incidência de câncer entre vegetarianos, existem poucos estudos nessa área, o que não permite afirmações conclusivas, informa Alessandra Luglio, da Hero Nutritionals. Segundo ela, a queda dos casos de câncer se deve à maior atenção do vegetariano ao que come. "Tendo feito a opção pelo não consumo de carne, o vegetariano passa a cuidar mais da alimentação, deixa de lado boa parte das "besteiras" e aumenta o consumo de alimentos mais nutritivos, integrais", afirma Alessandra.

SÃO MAIS FRACOS? Mito. Se o vegetariano adequar a dieta a suas necessidades, ele vai se manter "forte" e "saudável" como qualquer outra pessoa. Mas não adianta simplesmente trocar as carnes por pão e batata para se sentir saciado. "Pessoas que não adequam suas dietas sofrem carências nutricionais que acarretam diminuição do vigor físico, baixa de imunidade, perda ou até ganho de peso devido à errônea substituição dos alimentos proteicos", afirma Alessandra Luglio, nutricionista da Hero Nutritionals.

TODO SUPLEMENTO PROTEICO TEM PROTEÍNA ANIMAL? Mito. Embora os suplementos com origem animal sejam os mais comuns, feitos à base de ovo, por exemplo, existem suplementos à base de soja, ervilha, arroz integral e brotos de alfafa e feijão, que já são muito consumidos no exterior e estão começando a chegar no Brasil, informa a nutricionista Alessandra Luglio, consultora da Hero Nutritionals.

DEVEM ABUSAR DOS LATICÍNIOS? Mito. Um dos maiores erros dos vegetarianos é consumir laticínios em demasia, pois o leite e seus subprodutos são ricos em gordura saturada, alerta Alessandra Luglio. "Muitos laticínios superam o teor de gordura das carnes gordas, tornando a dieta muito calórica", diz. O vegetariano pode aumentar o consumo de laticínios para garantir um bom aporte de proteínas, mas deve optar por versões magras, de baixo teor de gordura, aconselha a profissional.

DIFICULTA O GANHO DE MASSA? Mito. Pessoas que praticam esporte, principalmente musculação, requerem, sim, um aporte maior de proteína para garantir a regeneração muscular estimulada pelo treino. "Porém, o vegetariano, usando fontes alternativas de proteína como o ovo, leite, seus derivados e também suplementos proteicos, terá a mesma condição fisiológica e aporte de proteína que pessoas que consomem carne regularmente", diz Alessandra Luglio, nutricionista da Hero Nutritionals.

GRÁVIDAS PRECISAM DE MAIS NUTRIENTES? Verdade. Durante o período da gravidez, o corpo precisa de uma aporte maior de nutrientes, mas isso pode ser facilmente suprido com suplementação de polivitamínicos, afirma a nutricionista Roberta Soriano. "Em geral, os médicos recomendam para todas as mulheres, vegetarianas ou não, suplementos de ácido fólico, que ajudam na formação do tubo neural do feto, e também politamínicos para garantir que ela está consumindo todas as vitaminas e minerais necessários, caso a dieta regular da gestante não supra as necessidades", diz ela.

CRIANÇAS VEGETARIANAS SE DESENVOLVEM NORMALMENTE? Parcialmente verdade. Embora estudos realizados nos EUA e Inglaterra mostrem que elas em geral são saudáveis - apenas mais magras que as carnívoras - há casos de crianças vegetarianas com dietas mal planejadas que tiveram comprometimento neurológico. Se a criança for vegana (não incluir ovos ou leite), a atenção deve ser redobrada. "Nesse caso elas terão de tomar injeções periódicas de vitamina B12, além de ter acompanhamento nutricional rigoroso", afirma Alessandra Luglio, da Heros Nutritionals. Há ainda preocupações de ordem prática: "Para conseguir um aporte adequado de proteínas, a criança precisa comer grandes quantidades e variedades de verduras, legumes e grãos, algo que nem sempre é muito fácil de se alcançar", diz a nutricionista Roberta Soriano.

COMER CARNE FAZ MAL AO PLANETA? Parcialmente verdade. Um dos mais fortes argumentos dos vegetarianos para defender sua opção é a de que a produção de carnes prejudica do planeta. De fato, grandes áreas da Floresta Amazônica têm sido derrubadas para abrir pastagens para o rebanho bovino. "Produzida numa área de desmatamento, em um pasto de baixa qualidade, essa carne tem um impacto imenso. Já um gado do Pantanal, região de Cerrado, com pastagem natural, com boas práticas, tem baixo impacto" diz Michael Becker, coordenador do Programa Pantanal-Cerrado da WWF, que lembra que áreas de floresta também são derrubadas para plantar soja. O conselho para não prejudicar a natureza, portanto, é buscar conhecer a procedência dos alimentos.

Adaptado de Uol


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

APOSTE NA CAMINHADA

Tudo bem que julho é mês de férias escolares, está friozinho e dá aquela preguicinha de sair para mexer o esqueleto. Nessa época, é normal deixarmos a nossa rotina um pouco de lado, mas essa também pode ser uma ótima oportunidade para incluir novos hábitos no dia a dia, inclusive as atividades físicas. 

Se você está enrolando para começar a se exercitar, que tal investir na caminhada? Com certeza você já ouviu a frase: ”de passinho em passinho, se vai longe”. E, então, vamos começar?

Não é preciso muitos acessórios para essa atividade. Pelo contrário, basta um tênis apropriado, uma roupa confortável, ter disposição, escolher o local e o cenário que irão acompanhar você, separar algumas músicas e ir. No seu ritmo, desfrutando um momento que é só seu.

AS VANTAGENS?

Extremamente simples e prazerosa, a caminhada traz inúmeros benefícios à saúde. Entre eles, vale destacar o fortalecimento muscular e dos aparelhos cardíaco e respiratório; também pode ajudar na diminuição do colesterol ruim e no aumento do colesterol bom; o auxílio na manutenção do peso etc. Isso sem falar que a caminhada ajuda a relaxar o corpo e a mente.

Esses são bons motivos para separar 30 minutinhos por dia, calçar o tênis e ir caminhar, você não concorda? Mas, antes, lembre-se de consultar um médico e fazer um checkup. É a maneira mais segura e eficiente para se exercitar.



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quinta-feira, 12 de julho de 2012

DOIS HAMBÚRGUERES...

Uma dieta baseada em junk food, que é pouco nutritiva, gordurosa e altamente calórica, pode ser mais prejudicial à saúde do que uma alimentação baseada em gordura animal, indicou um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. 

A pesquisa analisou a resposta inflamatória em ratos após eles seguirem diferentes tipos de dietas e concluiu que comer alimentos como lanches, chocolate, biscoito e batata frita pode aumentar a gravidade de problemas metabólicos associados à obesidade. O trabalho foi publicado na edição deste mês do periódico PLoS One.

Segundo os pesquisadores, há algum tempo já se sabe que a obesidade provoca inflamações no tecido adiposo. Eles explicam que alimentos de junk food têm não só um, mas diversos ingredientes — como gorduras saturadas e trans, sódio e colesterol — que estão associados à síndrome metabólica e a um maior risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral (AVC) e outros eventos cardiovasculares.

Nesse estudo, os ratos foram submetidos a um dos três tipos diferentes de dieta: uma baseada em gordura animal, especificamente a de porco; uma alimentação baseada em alimentos de junk food; ou uma dieta balanceada. Os quadros de inflamação e problemas associados à síndrome metabólica, embora também tenham sido desencadeados pela dieta rica em gordura, foram mais graves entre os animais que se alimentaram de junk food. De acordo com os pesquisadores, futuros trabalhos deverão investigar em humanos os prejuízos à saúde desencadeados por cada tipo de alimentação.

Fonte: Revista Veja

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quinta-feira, 21 de junho de 2012

AS MELHORES E PIORES FRUTAS SECAS PARA A SAÚDE


AS MELHORES PARA O CÉREBRO: os amendoins são tecnicamente leguminosas, mas geralmente entram no grupo das nozes. Eles são ricos em folato, um mineral essencial para o desenvolvimento do cérebro que pode proteger contra o declínio cognitivo. Como a maioria das outras nozes, amendoim também são cheios de gorduras saudáveis e vitamina.

AS MELHORES PARA A DIETA: todas as frutas secas são quase iguais em termos de calorias por grama, e com consumidas moderação, elas são saudáveis para qualquer dieta. "Sua mistura de ácidos graxos ômega-3 ácidos graxos, proteínas e fibras vai ajudá-lo a se sentir satisfeito", diz Judy Caplan, porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética. As que possuem menor taxa de gordura são as amêndoas, pistaches e castanhas.

AS MELHORES PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS: relativamente com baixa em calorias, as amêndoas têm mais cálcio do que qualquer outra fruta seca, o que faz dela um alimento ótimo para a saúde. Além disso, elas são ricas em fibras e vitamina E, um antioxidante que ajuda a combater a inflamação e, possivelmente, o câncer de pulmão e o declínio cognitivo.

AS MELHORES PARA OS HOMENS: as castanhas-do-pará são ricas em selênio, um mineral que pode proteger contra câncer de próstata e outras doenças. Porém, coma com moderação: uma pesquisa recente deu a entender selênio em demasia pode estar ligada ao risco de diabetes tipo 2. Pecans também são boas para a saúde dos homens: elas estão carregados com beta-sitosterol, que pode ajudar a aliviar os sintomas da hiperplasia prostática benigna (BPH), ou aumento da próstata.

AS MELHORES PARA O CORAÇÃO: embora todas as nozes contêm gorduras saudáveis para o coração e omega-3, elas também possuem grandes quantidades de ácido alfa-linoléico (ALA). Estudos tem sugerido que o ALA pode ajudar a arritmias cardíacas, e uma pesquisa de 2006 sugeriu que as nozes espanhoas foram tão eficazes como o azeite na redução da inflamação e oxidação das artérias após uma refeição gordurosa. Os autores deste estudo, financiado em parte pela Comissão Walnut Califórnia, recomendava comer cerca de oito nozes por dia para conseguir benefícios similares.

AS PIORES PARA A DIETA: quer manter as calorias em dia? Fica que longe das macadâmias e pecans. Cada 10 g de macadâmia, por exemplo, tem 2 g de proteína, 21 g de gordura. No entanto, ela e a pecã ainda são boas frutas secas: A diferença entre elas e as de baixa caloria é pequena. A dica é economizar nas porções.

Fonte: Terra

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

CHOCOLATE AMARGO FAZ BEM AO SANGUE


Pesquisadores da universidade de São Diego conduziram um pequeno estudo e demonstraram que comer chocolate amargo traz efeitos positivos à saúde, contribuindo para a diminuição dos níveis de açúcar no sangue e do mau colesterol, aumentando os níveis do bom colesterol - tudo o que o coração precisa para ter saúde. As informações são do jornal Huffington Post.

O estudo foi apresentado no Encontro de Biologia Experimental. Foram analisadas 31 pessoas, que comeram 50 gramas de chocolate escuro (com 70% de cacau), e chocolate escuro (com 70% de cacau) aquecido com chocolate branco (0% de cacau). Os participantes participaram do experimento por 15 dias. A glicose no sangue, a pressão do sangue e o fluxo sanguíneo seriam medidos depois deste período.

Os resultados ligados ao chocolate escuro foram bastante positivos, mas os especialistas reiteram que o alimento é rico em gordura saturada e calorias, por isso, deve ser ingerido com moderação. Veja alguns benefícios à saúde que estão relacionados ao consumo de chocolate.

DIMINUI O RISCO DE ATAQUE CARDÍACO - Um estudo feito em 2011 na Suíça mostrou que mulheres que comeram mais de 45 gramas de chocolate pro semana têm 20% a menos de chance de ter um ataque cardíaco, quando comparadas quando às que comem menos que 9 gramas por semana.

AUMENTA A SAÚDE DO CORAÇÃO - Pessoas que consomem chocolate regularmente podem ver sua pressão sanguínea diminuída, menor risco de doenças do coração e até mesmo de doenças cardiovasculares, uma vez que o chocolate amargo tem propriedades antiinflamatórias.

AUMENTA A SENSAÇÃO DE SACIEDADE - Rico em fibras, o chocolate amargo pode trazer a sensação de saciedade. De acordo com um estudo conduzido pela universidade de Copenhagen, comer chocolate pode até mesmo diminuir o desejo por alimentos doces, muito salgados ou gordurosos.

PODE COMBATER A DIABETES - Um pequeno estudo italiano de 2005 mostrou que comer chocolate regularmente pode aumentar a sensibilidade à insulina, reduzindo o risco de diabetes.

PROTEGE A PELE - Ao contrário do que muita gente pensa, o chocolate pode sim fazer bem para a pele. O chocolate escuro contém antioxidantes chamados flavonoides, que oferecem proteção contra os raios UV.

AMENIZA A TOSSE - Um ingrediente presente no chocolate chamado teobramina parece reduzir a atividade da parte do cérebro responsável por desencadear a tosse.

MELHORA O HUMOR - Pessoas que comem chocolate se mostram menos estressadas.

MELHORA O FLUXO SANGUÍNEO - O cacau tem propriedades anticoagulantes que trabalham de forma semelhante à aspirina, podendo atuar na melhora da circulação e do fluxo sanguíneo.

MELHORA A VISÃO - Devido à capacidade de melhorar o fluxo sanguíneo, especialmente no cérebro, pesquisadores da University of Reading concluíram, a partir de um pequeno estudo de 2011, que o chocolate também pode aumentar o fluxo de sangue para a retina, e, dessa forma, melhorar a visão.

PODE AUMENTAR A INTELIGÊNCIA - O aumento do fluxo sanguíneo no cérebro criado pelos flavonoides do cacau aparentemente mantém as pessoas mais alertas e acordas, de acordo com um estudo britânico, colaborando para o melhor desempenho em tarefas.

Mas lembrem-se: COM MODERAÇÃO!

Fonte: Terra

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

REQUEIJÃO, CREAM CHEESE OU MAIONESE?


Todos podem ir no lanche do seu filho (se a lancheira for térmica) e fazer parte das refeições na sua casa. “Mas um não é melhor que o outro”, diz Priscilla Kaktsuka, nutricionista do Hospital Samaritano (SP). Como são produtos industrializados, devem ser consumidos com limite. Veja os prós e os contras de cada um: 

REQUEIJÃO OU CREAM CHEESE

PRÓS: são fontes de cálcio, importante para a formação dos ossos e dentes, e de proteína, que ajuda no desenvolvimento muscular.

CONTRA: possuem gordura de origem animal, aquela que aumenta os riscos de doenças cardiovasculares no futuro.

CONSUMO: 2 colheres (sopa) por dia (de um dos dois).

MAIONESE

PRÓS: tem gordura monoinsaturada e é fonte de ômega 3 e 6, que elevam o nível de colesterol bom (HDL) e reduzem o do ruim (LDL).

CONTRA: mais calórica, não é recomendada para crianças que estejam com uma dieta especial. Nesse caso, a light é indicada.

CONSUMO: 1 colher (sobremesa) por dia.


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terça-feira, 10 de abril de 2012

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO CHOCOLATE PARA A SAÚDE

Se junto da satisfação de ganhar ovos de Páscoa vem a culpa por devorá-los, saiba que o chocolate é considerado um alimento saudável, mas só se consumido com moderação. Ele é fonte de vitaminas, de antioxidantes (que previnem o envelhecimento) e consegue até minimizar a tensão pré-menstrual (TPM).

Mas como todo exagero alimentar faz mal, o consumo em demasia pode também causar uma série de problemas. Para entender o lado bom e o ruim do consumo do chocolate, confira as dicas fundamentais para comer sem culpa e sem engordar.

Clique na imagem para ampliar.

Todos são unânimes em dizer que a melhor opção é o chocolate amargo, rico em cacau. É no fruto que estão os principais benefícios do chocolate. Na versão ao leite a substância também aparece, só que mais tímida, enquanto no chocolate branco só lhe resta a manteiga de cacau – ou seja, apenas a gordura.

Segundo Daniel Magnoni, diretor de nutrição clínica do Hospital do Coração (HCor), a legislação brasileira afirma que um produto só pode ser considerado "chocolate" se tiver mais de 25% de cacau. Por isso, ele orienta a ler a embalagem antes de comer. “O chocolate amargo que tem mais de 70% de cacau é benéfico para a saúde cardiovascular porque tem flavonoides que atuam diminuindo o colesterol total e o ruim. Ele ainda melhora a elasticidade arterial que ajuda no controle da hipertensão e possui uma substância semelhante à cafeína que teria ação na prevenção da aterosclerose”, afirma o nutrólogo.

Por outro lado, se ultrapassar a quantidade de 50 gramas por dia – equivalente a um bombom ou um pouco mais – pode acarretar em uma série de problemas de saúde e engordar. “O chocolate tem em torno de seis calorias por grama, ou seja, uma barra de cem gramas vai ter 600 calorias. Pode propiciar obesidade. E no caso do chocolate ao leite, pode ter muita gordura saturada que vem do leite, ajudando a elevar o colesterol também," afirma Magnoni.

A nutricionista Michele Grilo Barone, do hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, faz a ressalva de que o chocolate amargo tende a ser menos aceito por ser menos doce e mais duro. No entanto, ela dá uma dica para quem acumular ovos de Páscoa: "já que um ovo de Páscoa tem, no mínimo, cem gramas, o ideal é dividir com a família ou comer aos poucos”. Para a nutróloga Sylvana Braga, mesmo o chocolate ao leite tem seus benefícios, que incluem uma injeção de ânimo em pessoas deprimidas e de foco para quem tem falta de atenção - desde que seja consumido com moderação.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

TERMOGÊNICO EMAGRECE?


Algumas pessoas frequentam academias, praticam esportes ou correm em parques durante a semana mas, ao chegar o final do mês o resultado na balança é quase nulo. Então, aparecem anúncios de produtos milagrosos que ajudam a queimar mais calorias durante os exercícios e na perda de vários quilos em um curto período de tempo: os termogênicos. Este público se apoia nestas substâncias que, além de não serem milagrosas, podem trazer riscos graves à saúde. 

"A amiga chega, diz que tomou comprimidos e emagreceu tantos quilos, aí a outra compra e começa a tomar. Só que a amiga malhou como louca, por isso perdeu e a outra não", exemplificou o endocrinologista Tércio Rocha. Segundo ele, os produtos termogênicos vendem promessas que não podem cumprir, como, por exemplo, a eliminação de gordura localizada. "O termogênico aumenta a capacidade de desprender calorias e eleva a temperatura interna do corpo", definiu o profissional. 

O problema começa quando, durante o uso do produto, o resultado não é obtido. "Sem exercícios, o termogênico não ajuda em nada", ressaltou Rocha. Então, a pessoa aumenta a dose e fica sujeita à taquicardia, pressão alta, acidentes vasculares cerebrais, alteração de humor, insônia, ansiedade, falta de ar, problemas no fígado e rins, complicações nos pulmões e insuficiência cardíaca, segundo o endocrinologista.

A principal substância termogênica é a efedrina - proibida no Brasil e nos EUA -, de acordo com a presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Rosana Radominski. No Brasil, os suplementos são feitos à base de cafeína, disse ela. Porém, diferente da efedrina e da anfetamina - que têm efeito mais agressivo - o corpo se adapta facilmente à cafeína, por isso ela deixa de aumentar o gasto calórico no organismo. 

AÇÃO NO ORGANISMO

Os termogênicos aumentam a temperatura corporal e os batimentos cardíacos, o que dá mais disposição e energia para praticar atividades físicas. "A pessoa fica agitada", explicou Rosana. O sangue circula em velocidade mais elevada pelo organismo e ocorre a dilatação das veias. No entanto, Rosana afirmou que a quantidade de substâncias termogênicas nos suplementos regularizados é inferior à necessária para emagrecer. 

"A efedrina ajudaria a perder peso se ingerida em altas doses, mas aí vêm os riscos", disse ela. Com isso, o efeito destes produtos é como o de um placebo, afirmou a endocrinologista. O mesmo acontece com suplementos a base de L-Carnitina e Taurina - aminoácidos já produzidos pelo organismo. "Eles também não aumentam o gasto de energia e não ajudam a emagrecer", disse Rosana. 

De acordo com o personal trainer Bruno Franco, os termogênicos à base de efedrina e anfetaminas tinham um efeito mais rápido, no entanto, os vendidos hoje, feitos com substâncias legais, não surtem tanto efeito. "As doses de taurina e cafeína são baixas, por isso os termogênicos aumentam muito pouco o gasto calórico", disse ele. Aumentar a dosagem para compensar a concentração da substância é um risco alto à saúde, alertou ele. 

Os termogênicos não causam dependência, pois ao invés de "agradar" o cérebro, causam irritação, explicou a endocrinologista. "A pessoa pode apenas se sentir cansada se parar de tomar", disse ela. A profissional lembrou que "não existe medicamento sem efeitos colaterais". Para ela, deve-se considerar os riscos contra os benefícios. No caso dos termogênicos, "a perda de 2kg não supera tudo o que a substância por causar no organismo". 

EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL

Um estudo desenvolvido pelas faculdades norte-americanas Ucla, Stanford e Harvard descobriu que por meio de um exame na saliva é possível traçar os exercícios e dieta ideais para determinado indivíduo. Conhecido como Pathway Fit, "o exame faz uma análise do genótipo e mostra o caminho certo para melhor condicionamento físico", disse o endocrinologista Tércio Rocha. Segundo ele, pesquisas mostram que a dieta feita com base no resultado do Pathway Fit proporciona uma perda de peso 3,2 vezes mais intensa do que a comum (sem base em informações genéticas). 

A análise também indica os exercícios mais adequados e, de acordo com Rocha, é possível ganho de 1,8 vezes mais músculos com as atividades certas. No Brasil, o exame é chamado de panorama genômico e é feito nos principais laboratórios do País. "O resultado fica pronto em 30 dias e a pessoa o leva para um nutricionista e um personal trainer", completou o profissional. 

Apesar de os suplementos termogênicos não serem recomendados, café, guaraná, chá branco, canela, gengibre - todos termogênicos - podem ser benéficos quando consumidos em doses equilibradas. Os alimentos citados não garantem o emagrecimento, mas fornecem energias para a prática de exercícios, de acordo com o endocrinologista Tércio Rocha. 

A dica do personal trainer Bruno Franco é a alimentação em intervalos curtos durante o dia. "Quando você fica muito tempo sem comer, o corpo entra em um estágio de economia de calorias. Se a pessoa se alimenta a cada duas horas, o organismo libera mais calorias, pois sabe que logo elas serão repostas", explicou. O método ajuda a acelerar o metabolismo. 

 Fonte: Terra

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