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quinta-feira, 14 de março de 2013

MEDICAMENTO A PARTIR DO VINHO TINTO PODE FAZER VIVER ATÉ 150 ANOS



Os benefícios do vinho tinto para a saúde incluem a prevenção de doenças cardiovasculares, controle do colesterol e da pressão arterial, mas uma nova pesquisa mostra que ele pode prolongar a vida. Publicado na revista Science, o estudo aponta que o resveratrol, encontrado na bebida, pode fazer o ser humano viver até os 150 anos. E a boa notícia é que a indústria farmacêutica já está produzindo um medicamento a partir desta substância. 

MEDICAMENTO PODE PROLONGAR A VIDA COM QUALIDADE

As versões sintéticas do resveratrol já estão sendo testadas em pacientes que sofrem de câncer, diabetes e doenças do coração. O medicamento é 100 vezes mais potente do que a forma encontrada no vinho e poderia prevenir o surgimento destas doenças, além de Mal de Alzheimer e Parkinson, artrite, osteoporose, psoríase, problemas cardiovasculares e câncer. 

No entanto, os pesquisadores acreditam que o diabetes tipo 2 será a primeira complicação de saúde a ser tratada pelo resveratrol sintético, já que os testes em laboratório apontaram grandes avançados em ratos com sobrepeso. 

RESVERATROL SINTÉTICO DEVE CHEGAR AO MERCADO EM CINCO ANOS

O medicamento, que deve estar no mercado dentro de cinco anos, pode ser administrado em comprimidos ou usado diretamente sobre a pele, dependendo da orientação médica. 

Fonte: GNT


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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

ÓLEO DE ABACATE

Recém-chegado ao mercado nacional, o óleo de abacate está na fila para se tornar o próximo modismo "saudável". Novidade no segmento de produtos naturais, ele engrossa a lista de produtos ricos em ácidos graxos e esteróis, como o azeite de oliva e o óleo de coco, que vem ganhando adeptos. 

Em outras palavras, é alternativa aos óleos comumente utilizados na cozinha (milho, girassol, canola etc) e nova fonte de “gordura do bem”. Contém substâncias importantes para o equilíbrio do bom e do mau colesterol, assim como para controlar os níveis de glicose, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes.

Segundo pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), o óleo de abacate pode prevenir e controlar o nível de colesterol ruim e triglicérides no sangue. O estudo, publicado na Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, avaliou que a substância extraída da polpa da fruta pode ser excelente matéria-prima para a indústria de alimentos. Ainda segundo a coordenadora da pesquisa, a professora Jocelem Mastrodi Salgado, o óleo de abacate é uma boa fonte de vitamina E (30ml do óleo suprem 18% das necessidades diárias de um adulto), um poderoso antioxidante. 

ABACATE É UM SUPER ALIMENTO

No entanto, há quem defenda que o consumidor pode se beneficiar de tudo isso apenas consumindo a própria fruta. É o caso da nutricionista Andrea Santa Rosa. Segundo ela, o abacate é rico também em ômega 6 e 9, e é bom aliado para o emagrecimento e a redução do estresse. “É uma gordura anti-inflamatória, facilitando a utilização da glicose pelas células. Como lanche da tarde, traz saciedade para aquela fome oculta que surge de repente. Já ingerida à noite, por exemplo, ajuda a melhorar o sono, baixando o nível de cortisol. Uma noite reparadora é importante para quem está tentando perder peso”, ensina. 

Andrea recomenda que, na cozinha, se alterne o uso do óleo de abacate com o azeite de oliva e o óleo de coco no preparo de alimentos. Para não serem vítimas de modismos, a nutricionista sugere que os consumidores fiquem atentos às informações geralmente menos óbvias nos produtos, como procedência, composição e embalagem, que não deve ser de plástico.

Fonte: GNT

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SEM EMAGRECEDORES, OBESIDADE SE AGRAVA NO PAÍS


Hoje, a proibição da venda dos derivados de anfetamina no Brasil completa um ano. A decisão da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou definitivamente das farmácias os remédios femproporex, anfepramona e mazindol, usados no tratamento da obesidade. Sessenta dias após o anúncio, em janeiro de 2012, as drogas tiveram de desaparecer das farmácias. 

"Não há nenhuma perspectiva de que esses remédios retornem ao mercado. Essa discussão foi encerrada", diz Dirceu Barbano, presidente da Anvisa. Com o tratamento interrompido, milhares de brasileiros viram o ponteiro da balança ir cada vez mais longe nos últimos nove meses. A obesidade, uma doença crônica que está virando uma epidemia no mundo todo, voltou a assombrar pacientes que não conseguem emagrecer com a combinação de dieta e exercícios físicos. 
Para muitos deles, o único medicamento do mercado especificamente destinado a esse fim - a sibutramina, um anorexígeno que não tem anfetamina em sua fórmula - não é eficaz. Com os quilos a mais, doenças que andavam controladas ou nem existiam acabaram voltando à tona — como diabetes e hipertensão.

O tratamento medicamentoso não faz milagres — tampouco é recomendado a todos os pacientes. Dados disponíveis sobre a sibutramina, por exemplo, mostram que ela é receitada a uma parcela pequena dos obesos. "Pelos dados da Anvisa, em 2010, 1,7% dos obesos brasileiros receberam indicação de sibutramina. Esse número é muito pequeno, significa que os medicamentos não fazem parte do tratamento rotineiro", diz Ricardo Meirelles, ex-presidente da SBEM e membro do grupo médico que defendeu a permanência dos anorexígenos durante as reuniões com a Anvisa.

Para um certo perfil de paciente, contudo, o uso de remédios é a única saída. Ele é indicado para pessoas obesas (IMC maior que 30) ou que tenham sobrepeso mais alguma doença associada, e que não tenham histórico de problema cardiovascular ou de condição psiquiátrica importante. "Quando a perda de peso com dieta e exercícios físicos não funcionam, há a indicação para o início do tratamento farmacológico", diz Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Orientações da diretriz da SBEM afirmam que a perda de peso já é eficaz quando ela é igual ou maior a 1% do peso corporal por mês. Emagrecer de 5% a 10% do peso inicial já traz benefícios e reduz riscos de desenvolver diabetes e problemas cardiovasculares.

Após o anúncio da proibição pela Anvisa, o Ministério Público Federal de Goiás abriu inquérito sobre a decisão da agência. De acordo com Ailton Benedito de Souza, procurador responsável pelo inquérito, a ação judicial foi ajuizada no dia 2 de agosto deste ano. "Agora a Anvisa tem 60 dias para contestar. Depois disso, o juiz dá o seu parecer final", diz Souza. Na ação pública foi alegado que os medicamentos já estavam no mercado há décadas e que faziam parte de uma rotina dos pacientes. Ainda no âmbito público, está agendada uma audiência pública para o dia 9 de outubro pela Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados, com a finalidade de discutir a decisão final da Anvisa. 

OFF LABEL

Com a proibição dos derivados de anfetamina do mercado, entraram em cena com força o topiramato, a bupropiona e a liraglutida. Nenhum desses três medicamentos é aprovado para o tratamento da obesidade. A indicação oficial do topiramato é para casos de enxaqueca e epilepsia; a bupropiona, um antidepressivo usado para combater o vício em cigarros; já a liraglutida - conhecida por seu nome comercial, Victoza - é usada no tratamento do diabetes. Essa drogas, no entanto, têm sido receitadas para o tratamento da obesidade numa prática chamada off label. Em outras palavras, elas ganham outras finalidades que não aquelas previstas em bula. Em alguns pacientes, esses três remédios podem ter a mesma função dos anorexígenos: ajudar na perda de peso.

De acordo com a endocrinologista Nina Rosa Castro Musolino, presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), quando o paciente não consegue emagrecer com dieta e exercício, e não responde à sibutramina, uma opção é o uso off label. O problema, no entanto, é que uma boa parte das pessoas não responde bem a esses medicamentos. Segundo os endocrinologistas consultados pela reportagem, a prescrição de todos esses medicamentos off label têm aumentado nos últimos meses. "Conforme se tem menos recursos, você começa a usar aquilo que tem em mãos. O que não pode acontecer é você não tratar o paciente", diz Ricardo Meirelles. 

SIBUTRAMINA

Nem a sibutramina está garantida. O medicamento está passando por um período de testes pela Anvisa. De acordo com Dirceu Barbano, no fim do ano a agência deve decidir se a medicação continua ou não no mercado brasileiro. Tudo vai depender de relatórios mercadológicos e sobre os efeitos adversos que forem registrados nesses doze meses. Dados preliminares do levantamento que se encerra em dezembro apontam que houve no país uma redução de 4% no número de prescrições e de 34% no volume da sibutramina vendida. Segundo Barbano, essa queda pode ter sido causada pela redução no número de pessoas que tomavam a sibutramina de maneira indevida.

FIM DA LINHA
A redução no leque de possibilidades terapêuticas seria contornável não fosse um fato já muito conhecido: o metabolismo dos obesos não é igual. Alguns respondem melhor a uma droga, outros se adaptam melhor a outra. Na realidade atual, isso significa que a sibutramina pode ser um ótimo plano B para um grupo de pacientes, e completamente nulo, e até arriscado, para os demais.
Entre aqueles que ficaram sem opção, a alternativa cirúrgica começa a despertar interesse. Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a operação é indicada apenas para obesos mórbidos (IMC acima de 35), pacientes que já não respondem bem aos remédios. "Há sim um crescimento no número de cirurgias, mas isso se deve a sua maior divulgação e ao fim da mitificação do procedimento", diz. Há ainda o grupo de pacientes que, não sendo elegível à bariátrica e não respondendo bem aos off label ou aos medicamentos que sobraram no mercado, não tem outra alternativa senão esperar. 

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

REFRIGERANTES AUMENTAM CHANCES DE PARTO PREMATURO

Você já sabe que beber refrigerante não faz bem para a sua saúde, muito menos para a saúde do bebê durante a gravidez. Mas um novo estudo mostrou que o consumo desse tipo de bebida também pode contribuir para o parto prematuro. 

Pesquisadores da Sahlgrenska University Hospital em Gotemburgo, na Suíça, analisaram mais de 60 mil gestantes na Noruega e concluíram que as que bebiam mais de uma lata de refrigerante por dia tinham 25% mais chances de ter o bebê antes do tempo do que aquelas que nunca consumiam a bebida.

Outro fator observado foi a obesidade. As grávidas que estavam acima do peso e ingeriam pelo menos uma lata de refrigerante por semana tinham 30% mais riscos de ter parto prematuro. O número chegava a 41% para as que tomavam todos os dias. Apesar desses resultados, os especialistas afirmam que o estudo não é conclusivo.

Ainda assim, a recomendação de evitá-la permanece. “Refrigerantes em excesso são um importante fator de risco para a obesidade na gravidez e, consequentemente, aumento do risco de hipertensão e diabetes, entre outros”, afirma o obstetra Abner Lobão, coordenador do Serviço de Pré-Natal Especializado da Unifesp. Não existe uma medida segura, mas o ideal é que ele seja substituído por água e sucos naturais.

Fonte: Crescer


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terça-feira, 18 de setembro de 2012

VINHO SEM ÁLCOOL TEM MAIS BENEFÍCIOS PARA O CORAÇÃO

Após pesquisas apontarem seus benefícios para o coração, beber uma taça de vinho tinto por dia se tornou uma prática estimulada. Um estudo recente sugere que o vinho sem álcool é ainda mais eficaz na proteção do organismo contra doenças cardiovasculares. 

Segundo pesquisadores da Universidade de Barcelona, a bebida reduz em 20% o risco de derrames e diminui em 14% as chances de desenvolver doença cardíacas. 

De acordo com os cientistas, o efeito protetor é encontrado em moléculas chamadas polifenóis e não no álcool da bebida, o que explicaria os resultados. O álcool é retirado no final do processo de produção, que segue a base do vinho tradicional, preservando o sabor e as propriedades benéficas. 

Eles também acreditam que a bebida não alcoólica seja capaz de aumentar a concentração de óxido nítrico no sangue, substância que relaxa os vasos sanguíneos.

REDUÇÃO DA PRESSÃO SANGUÍNEA DOS VOLUNTÁRIOS

No estudo, foram analisados 67 voluntários diabéticos com três ou mais fatores de risco para doenças cardíacas. Durante três períodos de quatro semanas, eles beberam vinho tinto, vinho sem álcool e gim, junto com as refeições. Ao final, apenas o vinho tinto desalcoolizado foi capaz de alterar a pressão sanguínea dos voluntários. A diminuição é suficiente para reduzir em 20% o risco de derrames e 14% as chances de desenvolver doenças cardíacas. 

Os pesquisadores ressaltam que os polifenóis possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que podem ser úteis na prevenção de doenças, como o diabetes tipo 2. Café, chá, chocolate, couve, brócolis, amoras e framboesas também são fontes ricas em polifenóis.

Fonte: GNT

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

DIETA DO MEDITERRÂNEO PROTEGE OSSOS

A dieta do Mediterrâneo, quando enriquecida com azeite de oliva, pode ter um efeito protetor para os ossos. De acordo com uma pesquisa que será publicada no periódico médico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, o consumo por dois anos da dieta aumentou os níveis de osteocalcina, um marcador biológico que indica a manutenção óssea.

A perda de massa e de força óssea está associada diretamente com a idade, tanto em homens quanto em mulheres, e é um determinante para a osteoporose e para riscos de fraturas. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a incidência da osteoporose na Europa é menor na região da bacia mediterrânea. 

A dieta Mediterrânea tradicional, rica em carnes de peixes, frutas, vegetais, azeitonas e azeite de oliva, poderia, então, ser o fator ambiental subjacente a essa diferença.

“O consumo de azeite de oliva tem sido relacionado com a prevenção da osteoporose em modelos experimentais e in vitro”, diz José Manuel Fernández-Real, médico no Hospital Dr Josep Trueta, na Espanha, e coordenador da pesquisa. “Este é o primeiro estudo randomizado que demonstra que o azeite de oliva preserva os ossos, ao menos como indicado pelos marcadores ósseos em circulação pelo corpo.”

PESQUISA

Participaram do estudo 127 homens entre 55 e 80 anos. Todos foram selecionados randomicamente do levantamento Prevenção com Dieta do Mediterrâneo (Predimed), um estudo que teve ao menos dois anos de acompanhamento. Esse levantamento, feito de maneira randomizada e com a participação de um número grande de voluntários, teve como objetivo avaliar os efeitos da dieta do Mediterrâneo na prevenção de doenças cardiovasculares.

Os participantes não tinham doenças cardiovasculares prévias, mas haviam sido diagnosticados com diabetes 2 ou com pelo menos três fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, dislipidemia (aumento dos lipídeos no sangue) ou com histórico familiar de doença cardiovascular precoce. Eles foram divididos em três grupos alimentares diferentes: dieta do Mediterrâneo com castanhas mistas, dieta do Mediterrâneo com azeite de oliva virgem e uma dieta com baixo índice de gordura.

As dosagens dos níveis de osteocalcina, glucose, colesterol total, HDL (o “colesterol bom”) foram feitas no início e depois de dois anos de acompanhamento. Descobriu-se, então, que o consumo da dieta do Mediterrâneo enriquecida com azeite de oliva estava associado com um aumento significativo nos níveis de osteocalcina e de outros marcadores de formação óssea. As taxas de cálcio não sofreram mudanças significativas entre os voluntários que mantinham essa dieta — mas teve sua concentração diminuída nos outros dois grupos.

Fonte: Revista Veja


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terça-feira, 7 de agosto de 2012

VEGETARIANOS SÃO MAIS FRACOS?


Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegetarianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.

Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.

Os lactovegetarianos consomem leite e derivados em sua dieta; ovolactovegetarianos utilizam ovo, leite e derivados na alimentação; já veganos ou “vegans” não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal. Independente da opção, é essencial ter um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.

CONFIRA OS MITOS E VERDADES

É PRECISO SUPLEMENTAR? Verdade. Com raras exceções, depois de dois ou três anos sem comer carne as pessoas precisam fazer reposição de ferro, zinco, cálcio e vitamina B12, afirma o nutrólogo Durval Ribas Filho. "Até é possível ter dieta saudável sem suplementos, mas desde que a pessoa tenha capacidade de ingerir de 400 a 500g por dia de legumes, verduras e frutas", diz. Mas isso só vale para os que ingerem algum alimento de origem animal (leite ou ovos); todos os veganos precisam de suplementos.

É UMA ALIMENTAÇÃO MAIS SAUDÁVEL? Verdade. Segundo um relatório publicado pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial. "Comer até 500 g de carne vermelha por semana também é saudável", garante o nutrólogo Durval Ribas Filho. O problema das dietas "carnívoras" é ingerir grandes quantidades ou, junto da carne, comer a gordura, como as que acompanham um pedaço de picanha, ou as que vêm "escondidas" em um hambúrguer. Essas sim fazem mal à saúde.

O VEGANO PRECISA INGERIR B12? Verdade. "Os vegetarianos restritos, que não consomem nenhuma carne nem qualquer alimento de origem animal, devem ser suplementados com vitamina B12, ferro e ômega-3, pois não conseguem atingir a quantidade necessária somente com alimentos de origem vegetal", afirma a nutricionista clínica Roberta Soriano. A profissional, no entanto, lembra que muitas pessoas que consomem carne regularmente também possuem deficiências de ferro e B12.

APRESENTAM MENOS DIABETES, COLESTEROL E PROBLEMAS DO CORAÇÃO? Verdade. Segundo o nutrólogo Ribas Filho, há cinco grandes estudos mostrando que as pessoas que não comem carne têm menos diabetes, colesterol mais controlado, são mais magras e, portanto, apresentam menos problemas de coração. "Mas essas pesquisas também mostraram que o vegetariano reflete muito sobre o que come, se preocupa com a dieta, e é esse comportamento de controle alimentar que dá resultados positivos, não a ausência da carne em si", afirma.

TEM MENOS CÂNCER? Parcialmente verdade. Embora haja algumas evidências quanto à menor incidência de câncer entre vegetarianos, existem poucos estudos nessa área, o que não permite afirmações conclusivas, informa Alessandra Luglio, da Hero Nutritionals. Segundo ela, a queda dos casos de câncer se deve à maior atenção do vegetariano ao que come. "Tendo feito a opção pelo não consumo de carne, o vegetariano passa a cuidar mais da alimentação, deixa de lado boa parte das "besteiras" e aumenta o consumo de alimentos mais nutritivos, integrais", afirma Alessandra.

SÃO MAIS FRACOS? Mito. Se o vegetariano adequar a dieta a suas necessidades, ele vai se manter "forte" e "saudável" como qualquer outra pessoa. Mas não adianta simplesmente trocar as carnes por pão e batata para se sentir saciado. "Pessoas que não adequam suas dietas sofrem carências nutricionais que acarretam diminuição do vigor físico, baixa de imunidade, perda ou até ganho de peso devido à errônea substituição dos alimentos proteicos", afirma Alessandra Luglio, nutricionista da Hero Nutritionals.

TODO SUPLEMENTO PROTEICO TEM PROTEÍNA ANIMAL? Mito. Embora os suplementos com origem animal sejam os mais comuns, feitos à base de ovo, por exemplo, existem suplementos à base de soja, ervilha, arroz integral e brotos de alfafa e feijão, que já são muito consumidos no exterior e estão começando a chegar no Brasil, informa a nutricionista Alessandra Luglio, consultora da Hero Nutritionals.

DEVEM ABUSAR DOS LATICÍNIOS? Mito. Um dos maiores erros dos vegetarianos é consumir laticínios em demasia, pois o leite e seus subprodutos são ricos em gordura saturada, alerta Alessandra Luglio. "Muitos laticínios superam o teor de gordura das carnes gordas, tornando a dieta muito calórica", diz. O vegetariano pode aumentar o consumo de laticínios para garantir um bom aporte de proteínas, mas deve optar por versões magras, de baixo teor de gordura, aconselha a profissional.

DIFICULTA O GANHO DE MASSA? Mito. Pessoas que praticam esporte, principalmente musculação, requerem, sim, um aporte maior de proteína para garantir a regeneração muscular estimulada pelo treino. "Porém, o vegetariano, usando fontes alternativas de proteína como o ovo, leite, seus derivados e também suplementos proteicos, terá a mesma condição fisiológica e aporte de proteína que pessoas que consomem carne regularmente", diz Alessandra Luglio, nutricionista da Hero Nutritionals.

GRÁVIDAS PRECISAM DE MAIS NUTRIENTES? Verdade. Durante o período da gravidez, o corpo precisa de uma aporte maior de nutrientes, mas isso pode ser facilmente suprido com suplementação de polivitamínicos, afirma a nutricionista Roberta Soriano. "Em geral, os médicos recomendam para todas as mulheres, vegetarianas ou não, suplementos de ácido fólico, que ajudam na formação do tubo neural do feto, e também politamínicos para garantir que ela está consumindo todas as vitaminas e minerais necessários, caso a dieta regular da gestante não supra as necessidades", diz ela.

CRIANÇAS VEGETARIANAS SE DESENVOLVEM NORMALMENTE? Parcialmente verdade. Embora estudos realizados nos EUA e Inglaterra mostrem que elas em geral são saudáveis - apenas mais magras que as carnívoras - há casos de crianças vegetarianas com dietas mal planejadas que tiveram comprometimento neurológico. Se a criança for vegana (não incluir ovos ou leite), a atenção deve ser redobrada. "Nesse caso elas terão de tomar injeções periódicas de vitamina B12, além de ter acompanhamento nutricional rigoroso", afirma Alessandra Luglio, da Heros Nutritionals. Há ainda preocupações de ordem prática: "Para conseguir um aporte adequado de proteínas, a criança precisa comer grandes quantidades e variedades de verduras, legumes e grãos, algo que nem sempre é muito fácil de se alcançar", diz a nutricionista Roberta Soriano.

COMER CARNE FAZ MAL AO PLANETA? Parcialmente verdade. Um dos mais fortes argumentos dos vegetarianos para defender sua opção é a de que a produção de carnes prejudica do planeta. De fato, grandes áreas da Floresta Amazônica têm sido derrubadas para abrir pastagens para o rebanho bovino. "Produzida numa área de desmatamento, em um pasto de baixa qualidade, essa carne tem um impacto imenso. Já um gado do Pantanal, região de Cerrado, com pastagem natural, com boas práticas, tem baixo impacto" diz Michael Becker, coordenador do Programa Pantanal-Cerrado da WWF, que lembra que áreas de floresta também são derrubadas para plantar soja. O conselho para não prejudicar a natureza, portanto, é buscar conhecer a procedência dos alimentos.

Adaptado de Uol


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segunda-feira, 30 de julho de 2012

CEREAIS MATINAIS INFANTIS PODEM ESCONDER ATÉ 37% DE AÇÚCAR


Na sua opinião, o café da manhã das crianças deve conter uma tigela de cereais? Para um grupo de pesquisadores britânicos esta não é a melhor forma de começar o dia. Recentemente, o grupo de pesquisa em consumo “Wich?” analisou a quantidade de açúcar presente em 50 variações de cereais matinais e concluiu que os produtos voltados para o público infantil podem conter até 37% de açúcar.

NÍVEIS DE AÇÚCAR NÃO DEVEM ULTRAPASSAR 15%

Segundo a Food Standards Agency, agência britânica para regulamentação de alimentos, a taxa de açúcar na composição de alimentos industrializados não deveria ultrapassar 15%, especialmente em produtos de consumo infantil. De acordo com os pesquisadores, alguns cereais matinais voltados para crianças contêm tanto açúcar que deveriam ser vendidos ao lado de biscoitos de chocolate e outras guloseimas, e não como receita para uma vida saudável.

O processo de fabricação dos cereais matinais remove boa parte dos benefícios nutricionais do milho, trigo, arroz e aveia, deixando-os também sem gosto atraente. O açúcar em excesso atrai o paladar do público infantil e as vitaminas sintéticas acrescidas ao produto chamam a atenção dos pais.

ATÉ QUATRO COLHERES DE AÇÚCAR EM CADA 40G DE CEREAIS

Os pesquisadores explicam que os teores de vitaminas e minerais não compensam o fato de que 37% do que as crianças estão comendo é açúcar. Na prática, isso significa que uma porção de 40g do produto pode conter até quatro colheres de chá de açúcar.

Os cereais matinais ainda apresentam alto Índice Glicêmico (IG), o que significa que são rapidamente digeridos e transformados em açúcar no sangue. Por esse motivo, as crianças sentirão fome novamente poucas horas após um café da manhã à base de cereais matinais açucarados. Os pesquisadores recomendam que os pais prestem atenção nas informações nutricionais presentes na embalagem.

ESTUDOS RECENTES MOSTRAM QUE O AÇÚCAR É CAPAZ DE ALTERAR O METABOLISMO

O grupo de pesquisa explica que não há perigo em comer de vez em quando cereais matinais ricos em açúcar. O grande problema é quando as crianças consomem este tipo de produto diariamente.

O risco do consumo excessivo de açúcar vai além do diabetes e obesidade. Estudos recentes mostram que a ingestão desmedida pode alterar o equilíbrio metabólico do organismo, desregulando a produção de hormônios, o que poderia causar danos ao fígado e elevar a pressão arterial, entre outras disfunções. O excesso de peso seria provocado pelo círculo vicioso criado pelo açúcar: quanto mais a criança come, mais deseja comer. E aí estaria o risco de ingerir mais e mais calorias escondidas em produtos industrializados, como os cereais matinais açucarados.

Fonte: GNT

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

DOIS HAMBÚRGUERES...

Uma dieta baseada em junk food, que é pouco nutritiva, gordurosa e altamente calórica, pode ser mais prejudicial à saúde do que uma alimentação baseada em gordura animal, indicou um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. 

A pesquisa analisou a resposta inflamatória em ratos após eles seguirem diferentes tipos de dietas e concluiu que comer alimentos como lanches, chocolate, biscoito e batata frita pode aumentar a gravidade de problemas metabólicos associados à obesidade. O trabalho foi publicado na edição deste mês do periódico PLoS One.

Segundo os pesquisadores, há algum tempo já se sabe que a obesidade provoca inflamações no tecido adiposo. Eles explicam que alimentos de junk food têm não só um, mas diversos ingredientes — como gorduras saturadas e trans, sódio e colesterol — que estão associados à síndrome metabólica e a um maior risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral (AVC) e outros eventos cardiovasculares.

Nesse estudo, os ratos foram submetidos a um dos três tipos diferentes de dieta: uma baseada em gordura animal, especificamente a de porco; uma alimentação baseada em alimentos de junk food; ou uma dieta balanceada. Os quadros de inflamação e problemas associados à síndrome metabólica, embora também tenham sido desencadeados pela dieta rica em gordura, foram mais graves entre os animais que se alimentaram de junk food. De acordo com os pesquisadores, futuros trabalhos deverão investigar em humanos os prejuízos à saúde desencadeados por cada tipo de alimentação.

Fonte: Revista Veja

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segunda-feira, 25 de junho de 2012

DESCUBRA O QUANTO DE AÇÚCAR VOCÊ CONSOME SEM PERCEBER

Nem imaginamos a quantidade de açúcar que ingerimos quando consumimos determinados alimentos. Confira a lista abaixo, faça trocas saudáveis e fique de olho nas calorias da sua alimentação.


Fonte: UolPartilhar

quinta-feira, 21 de junho de 2012

AS MELHORES E PIORES FRUTAS SECAS PARA A SAÚDE


AS MELHORES PARA O CÉREBRO: os amendoins são tecnicamente leguminosas, mas geralmente entram no grupo das nozes. Eles são ricos em folato, um mineral essencial para o desenvolvimento do cérebro que pode proteger contra o declínio cognitivo. Como a maioria das outras nozes, amendoim também são cheios de gorduras saudáveis e vitamina.

AS MELHORES PARA A DIETA: todas as frutas secas são quase iguais em termos de calorias por grama, e com consumidas moderação, elas são saudáveis para qualquer dieta. "Sua mistura de ácidos graxos ômega-3 ácidos graxos, proteínas e fibras vai ajudá-lo a se sentir satisfeito", diz Judy Caplan, porta-voz da Academia de Nutrição e Dietética. As que possuem menor taxa de gordura são as amêndoas, pistaches e castanhas.

AS MELHORES PARA A PREVENÇÃO DE DOENÇAS: relativamente com baixa em calorias, as amêndoas têm mais cálcio do que qualquer outra fruta seca, o que faz dela um alimento ótimo para a saúde. Além disso, elas são ricas em fibras e vitamina E, um antioxidante que ajuda a combater a inflamação e, possivelmente, o câncer de pulmão e o declínio cognitivo.

AS MELHORES PARA OS HOMENS: as castanhas-do-pará são ricas em selênio, um mineral que pode proteger contra câncer de próstata e outras doenças. Porém, coma com moderação: uma pesquisa recente deu a entender selênio em demasia pode estar ligada ao risco de diabetes tipo 2. Pecans também são boas para a saúde dos homens: elas estão carregados com beta-sitosterol, que pode ajudar a aliviar os sintomas da hiperplasia prostática benigna (BPH), ou aumento da próstata.

AS MELHORES PARA O CORAÇÃO: embora todas as nozes contêm gorduras saudáveis para o coração e omega-3, elas também possuem grandes quantidades de ácido alfa-linoléico (ALA). Estudos tem sugerido que o ALA pode ajudar a arritmias cardíacas, e uma pesquisa de 2006 sugeriu que as nozes espanhoas foram tão eficazes como o azeite na redução da inflamação e oxidação das artérias após uma refeição gordurosa. Os autores deste estudo, financiado em parte pela Comissão Walnut Califórnia, recomendava comer cerca de oito nozes por dia para conseguir benefícios similares.

AS PIORES PARA A DIETA: quer manter as calorias em dia? Fica que longe das macadâmias e pecans. Cada 10 g de macadâmia, por exemplo, tem 2 g de proteína, 21 g de gordura. No entanto, ela e a pecã ainda são boas frutas secas: A diferença entre elas e as de baixa caloria é pequena. A dica é economizar nas porções.

Fonte: Terra

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

AÇÚCAR QUE NÃO ENGORDA E NÃO PROVOCA CÁRIES


Ele não engorda, não provoca cáries e pode ser usado por diabéticos. É o açúcar FOS (sigla para fruto-oligossacarídeos), que passará a ser fabricado no Brasil graças a um novo modo de fabricação, desenvolvido por uma pesquisadora da Universidade de Campinas (Unicamp). 

O açúcar FOS não engorda porque sua molécula é muito grande para ser quebrada pelo organismo. Ele é absorvido apenas pelos micro-organismos que vivem na parte final do intestino, daí seu papel probiótico. Ao ingerirem o açúcar, esses organismos crescem e ajudam no tratamento de algumas enfermidades, como problemas de absorção de cálcio, diabetes e câncer. Por causa do seu tamanho, o FOS também não consegue ser metabolizado pelos organismos que ficam alojados na boca e que causam a cárie e as placas dentárias.

O FOS já é conhecido e usado com maior frequência em países do hemisfério norte, inclusive em produtos voltados para diabéticos. No Brasil, seu consumo ainda é restrito. De acordo com Elizama Aguiar de Oliveira, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp e autora do estudo, é possível encontrar no Brasil alguns produtos que já contenham FOS. A variabilidade, no entanto, é pequena em função dos custos. Uma lata de leite em pó com FOS, por exemplo, tem preços entre 20 reais e 40 reais. "Se produzido nacionalmente, esses custos podem ser reduzidos", diz.

Tecnologia nacional — A metodologia desenvolvida por Elizama emprega uma liga de NIÓBIO (um minério usado em alguns tipos de aços inoxidáveis) e de grafite para imobilizar a enzima que irá produzir o açúcar. Imobilizando a enzima nesse minério, evita-se que ela se dissolva e o resultado obtido é um xarope rico em oligossacarídeos, sacarose, frutose e glicose. Em seguida é feita a purificação, na qual os subprodutos são separados e os oligossacarídeos são encaminhados para o setor industrial, quando vários produtos com FOS poderão ser processados – como chicletes, balas, sorvetes e pães.

"Não existe contraindicação, o único cuidado é evitar o exagero no consumo, que pode causar cólicas e diarreias", diz Elizama. Segundo a pesquisadora, alguns estudos estimam que o ideal será um consumo máximo de 6 a 10 gramas do FOS por dia. "Mas essa quantia varia muito, depende da maneira que o organismo da pessoa responde ao produto", diz. 

Matéria-prima — De acordo com a engenheira, mesmo com a riqueza de matéria-prima para o FOS no país, eles são pouco processados no Brasil. A maioria do que é hoje comercializado vem da Europa, do Japão e dos Estados Unidos, regiões onde os fruto-oligossacarídeos são ingeridos de maneira mais variada. Nesses lugares, ele é empregado em produtos como chicletes, sorvetes, biscoitos, doces, sucos e na linha de alimentação infantil e animal.

Fonte: Revista Veja

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

CHOCOLATE AMARGO FAZ BEM AO SANGUE


Pesquisadores da universidade de São Diego conduziram um pequeno estudo e demonstraram que comer chocolate amargo traz efeitos positivos à saúde, contribuindo para a diminuição dos níveis de açúcar no sangue e do mau colesterol, aumentando os níveis do bom colesterol - tudo o que o coração precisa para ter saúde. As informações são do jornal Huffington Post.

O estudo foi apresentado no Encontro de Biologia Experimental. Foram analisadas 31 pessoas, que comeram 50 gramas de chocolate escuro (com 70% de cacau), e chocolate escuro (com 70% de cacau) aquecido com chocolate branco (0% de cacau). Os participantes participaram do experimento por 15 dias. A glicose no sangue, a pressão do sangue e o fluxo sanguíneo seriam medidos depois deste período.

Os resultados ligados ao chocolate escuro foram bastante positivos, mas os especialistas reiteram que o alimento é rico em gordura saturada e calorias, por isso, deve ser ingerido com moderação. Veja alguns benefícios à saúde que estão relacionados ao consumo de chocolate.

DIMINUI O RISCO DE ATAQUE CARDÍACO - Um estudo feito em 2011 na Suíça mostrou que mulheres que comeram mais de 45 gramas de chocolate pro semana têm 20% a menos de chance de ter um ataque cardíaco, quando comparadas quando às que comem menos que 9 gramas por semana.

AUMENTA A SAÚDE DO CORAÇÃO - Pessoas que consomem chocolate regularmente podem ver sua pressão sanguínea diminuída, menor risco de doenças do coração e até mesmo de doenças cardiovasculares, uma vez que o chocolate amargo tem propriedades antiinflamatórias.

AUMENTA A SENSAÇÃO DE SACIEDADE - Rico em fibras, o chocolate amargo pode trazer a sensação de saciedade. De acordo com um estudo conduzido pela universidade de Copenhagen, comer chocolate pode até mesmo diminuir o desejo por alimentos doces, muito salgados ou gordurosos.

PODE COMBATER A DIABETES - Um pequeno estudo italiano de 2005 mostrou que comer chocolate regularmente pode aumentar a sensibilidade à insulina, reduzindo o risco de diabetes.

PROTEGE A PELE - Ao contrário do que muita gente pensa, o chocolate pode sim fazer bem para a pele. O chocolate escuro contém antioxidantes chamados flavonoides, que oferecem proteção contra os raios UV.

AMENIZA A TOSSE - Um ingrediente presente no chocolate chamado teobramina parece reduzir a atividade da parte do cérebro responsável por desencadear a tosse.

MELHORA O HUMOR - Pessoas que comem chocolate se mostram menos estressadas.

MELHORA O FLUXO SANGUÍNEO - O cacau tem propriedades anticoagulantes que trabalham de forma semelhante à aspirina, podendo atuar na melhora da circulação e do fluxo sanguíneo.

MELHORA A VISÃO - Devido à capacidade de melhorar o fluxo sanguíneo, especialmente no cérebro, pesquisadores da University of Reading concluíram, a partir de um pequeno estudo de 2011, que o chocolate também pode aumentar o fluxo de sangue para a retina, e, dessa forma, melhorar a visão.

PODE AUMENTAR A INTELIGÊNCIA - O aumento do fluxo sanguíneo no cérebro criado pelos flavonoides do cacau aparentemente mantém as pessoas mais alertas e acordas, de acordo com um estudo britânico, colaborando para o melhor desempenho em tarefas.

Mas lembrem-se: COM MODERAÇÃO!

Fonte: Terra

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

COMER RÁPIDO AUMENTA RISCO DE DIABETES TIPO 2


Comer rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2, segundo pesquisa apresentada nesta segunda-feira no Congresso Internacional de Endocrinologia, em Florença, Itália. A velocidade com que uma pessoa ingere os alimentos já foi associada a outros problemas de saúde, como a obesidade, mas essa é a primeira vez que esse fator aparece diretamente relacionado ao desenvolvimento de uma doença. 

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Lituânia de Ciências da Saúde compararam 234 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 indivíduos que não tinham a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre fatores de risco para diabetes, hábitos alimentares e peso e medidas do corpo. A velocidade com que eles comiam também foi avaliada, e classificada em lenta, normal ou rápida.

Após ajustarem os resultados para outros fatores relacionados à diabetes, como histórico familiar, atividade física e tabagismo, os autores concluíram que aqueles que comiam mais rapidamente apresentaram 2,5 vezes mais chance terem diabetes tipo 2 do que as pessoas que demoravam mais para se alimentar. Os pesquisadores também entenderam que o hábito de comer mais rápido está associado a um maior índice de massa corporal (IMC) e a um menor nível de escolaridade.

“A prevalência de diabetes tipo 2 está aumentando globalmente e pode se tornar uma pandemia mundial. A doença parece envolver uma interação entre fatores genéticos e ambientais. É importante identificar quais são os fatores de risco modificáveis”, diz Lina Radzeviciene, uma das autoras do estudo. De acordo com a pesquisadora, sua equipe pretende realizar mais estudos que ajudem a compreender como outros hábitos alimentares e estilo de vida contribuem para a diabetes.

Fonte: Revista Veja
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terça-feira, 10 de abril de 2012

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO CHOCOLATE PARA A SAÚDE

Se junto da satisfação de ganhar ovos de Páscoa vem a culpa por devorá-los, saiba que o chocolate é considerado um alimento saudável, mas só se consumido com moderação. Ele é fonte de vitaminas, de antioxidantes (que previnem o envelhecimento) e consegue até minimizar a tensão pré-menstrual (TPM).

Mas como todo exagero alimentar faz mal, o consumo em demasia pode também causar uma série de problemas. Para entender o lado bom e o ruim do consumo do chocolate, confira as dicas fundamentais para comer sem culpa e sem engordar.

Clique na imagem para ampliar.

Todos são unânimes em dizer que a melhor opção é o chocolate amargo, rico em cacau. É no fruto que estão os principais benefícios do chocolate. Na versão ao leite a substância também aparece, só que mais tímida, enquanto no chocolate branco só lhe resta a manteiga de cacau – ou seja, apenas a gordura.

Segundo Daniel Magnoni, diretor de nutrição clínica do Hospital do Coração (HCor), a legislação brasileira afirma que um produto só pode ser considerado "chocolate" se tiver mais de 25% de cacau. Por isso, ele orienta a ler a embalagem antes de comer. “O chocolate amargo que tem mais de 70% de cacau é benéfico para a saúde cardiovascular porque tem flavonoides que atuam diminuindo o colesterol total e o ruim. Ele ainda melhora a elasticidade arterial que ajuda no controle da hipertensão e possui uma substância semelhante à cafeína que teria ação na prevenção da aterosclerose”, afirma o nutrólogo.

Por outro lado, se ultrapassar a quantidade de 50 gramas por dia – equivalente a um bombom ou um pouco mais – pode acarretar em uma série de problemas de saúde e engordar. “O chocolate tem em torno de seis calorias por grama, ou seja, uma barra de cem gramas vai ter 600 calorias. Pode propiciar obesidade. E no caso do chocolate ao leite, pode ter muita gordura saturada que vem do leite, ajudando a elevar o colesterol também," afirma Magnoni.

A nutricionista Michele Grilo Barone, do hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, faz a ressalva de que o chocolate amargo tende a ser menos aceito por ser menos doce e mais duro. No entanto, ela dá uma dica para quem acumular ovos de Páscoa: "já que um ovo de Páscoa tem, no mínimo, cem gramas, o ideal é dividir com a família ou comer aos poucos”. Para a nutróloga Sylvana Braga, mesmo o chocolate ao leite tem seus benefícios, que incluem uma injeção de ânimo em pessoas deprimidas e de foco para quem tem falta de atenção - desde que seja consumido com moderação.

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quarta-feira, 7 de março de 2012

AÇÚCAR TAMBÉM É TÓXICO

Você controla a quantidade de doces que seu filho consome diariamente? Saiba que o açúcar está tão na mira dos pesquisadores que eles acreditam que o ideal seria que ele fosse regulado, como uma toxina. 

Um artigo publicado na revista Nature, chamado The Toxic Truth About Sugar (A Verdade Tóxica sobre o Açúcar), reforça que o açúcar e outros adoçantes podem provocar problemas cardíacos, aumento da pressão, colesterol, diabetes, insuficiência hepática.

Mas fique tranquila. Aqui estamos falando do excesso. E mais, segundo Rubens Feferbaum, pediatra e nutrólogo do Hospital Infantil Sabará (SP), nos Estados Unidos o problema é maior porque a frutose, que potencializa problemas renais e cardiovasculares, é muito utilizada no país em diversos produtos, como refrigerantes. No Brasil, é a sacarose, mas os riscos também existem.

Para Rubens, as bebidas açucaradas são grandes vilãs. Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas do Hospital Infantil Sabará, com 800 pessoas entre 3 e 17 anos, revelou que as bebidas açucaradas, como sucos de caixinha (néctar), refrigerantes, refrescos em pó, entram muito cedo na dieta da criança e viram hábito na vida delas. “Descobrimos que cerca de 20% das necessidades calóricas diárias dos adolescentes vêm do açúcar dessas bebidas”, diz Rubens.

Isso quer dizer que, se o seu filho tem o hábito de tomar um “suquinho” a toda hora, é caloria que ele está ingerindo o tempo todo, que vai ser somada com o que ele come ao longo do dia. Além disso, reforça o especialista, essas bebidas elevam a glicemia e insulina rapidamente, o que pode ocasionar em reações inflamatórias crônicas, levando a problemas como hipertensão, arteriosclerose.

Por isso, vale o alerta: para matar a sede, ÁGUA! “Muito se pergunta sobre o que as crianças comem, mas pouco se pergunta sobre o que elas bebem. Grande parte do sobrepeso e obesidade é pelo que se bebe”, afirma Rubens. Sabe aquele achocolatado na mamadeira ou um suquinho adoçado para acalmar a criança? Esqueça.

MENOS AÇÚCAR, MAIS ALIMENTOS SAUDÁVEIS
 
Não existe idade ideal para introduzir o açúcar na dieta do seu filho. O melhor é postergar o quanto você puder. “Não há necessidade de adição de açúcares, desde que alimentos como grãos, cereais, frutas, legumes e tubérculos, que tem açúcares mais ou menos complexos em sua composição, façam parte da dieta”, diz Rubens. Isso porque, junto com proteínas e gorduras, são suficientes para as necessidades de gasto energético diário e de crescimento. É preciso equilíbrio. Sucos de laranja, por exemplo, não precisam ser adoçados. Deixe para colocar açúcar naqueles que realmente precisam, como os de limão.

LIGHT E DIET PARA CRIANÇAS?

Se você acha que, para amenizar o consumo da quantidade de açúcar, a saída é oferecer produtos  diet e light para o seu filho, atenção!

Diet é um produto feito para crianças e adultos que têm restrição de determinado nutriente, que pode ser tanto o glúten, o sódio, o açúcar. Só que para adoçar o alimento, no caso dos sucos, por exemplo, é usado o adoçante – e ainda não há pesquisas que mostrem qual a quantidade segura que as crianças podem usar sem que isso tenha um impacto em sua saúde no futuro. Além disso, um chocolate diet pode ter ainda mais gordura do que o normal, desequilibrando a composição nutricional do seu filho. “Liberamos para aquelas que têm diabetes, por exemplo”, diz Maria Emília Suplicy, nutricionista do Hospital Pequeno Príncipe (SP).

Já os produtos light, que têm redução de açúcar e/ou gordura e sal, também devem ficar restritos àquelas crianças que precisam de uma dieta com menos calorias. Vale lembrar que os produtos que precisam ser adocicados também têm em sua composição o adoçante, como os diets. Por isso, vale o alerta: “Por que utilizá-los quando a criança tem uma alimentação sadia e equilibrada?”, diz Rubens.

Fonte: Revista Crescer

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sábado, 3 de março de 2012

CHIA AJUDA A EMAGRECER E COMBATE O COLESTEROL


Rica em fibras, cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, zinco e, especialmente, em ômega-3. Encontrada em forma de grãos, farinha e óleo. Estamos falando da Chia, a semente da planta Salvia hispânica, a mais nova queridinha dos fãs da alimentação saudável. Originária do México, além de trabalhar no controle do colesterol, também ajuda a emagrecer.

Segundo a nutricionista Mariana Froes, a Chia se transforma em “gel” dando mais saciedade para quem a consome. Dessa forma, a digestão fica mais lenta equilibrando os níveis de glicose e causa a sensação de saciedade por mais tempo.

Ainda de acordo com a especialista, por ser rica em Ômega-3, a Chia é um importante anti-inflamatório e equilibra o organismo. “Sabemos que a obesidade é uma doença inflamatória e que o tecido adiposo aumenta esse processo, sendo assim, ela pode ajudar no combate à obesidade. Sabemos também que o omega 3 está associado à depressão, então, o seu consumo pode ajudar também nesse sentido”, explicou Mariana.

A chia tem um sabor suave, por isso, pode ser misturado com outros alimentos como iogurtes, sucos, frutas, até mesmo em preparações caseiras de bolo e biscoitos. Agora é usar a imaginação e tornar a Chia parte do seu cardápio diário. Só não vale abusar na quantidade pois o seu valor calórico é alto!

Fonte: Sua Dieta Partilhar

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

PÃO NA DIETA

Pão engorda, certo? Ao contrário do que muita gente acha, a nutricionista Olga Durante diz que a resposta é “depende”. Segundo ela, depende da quantidade ingerida, do que usamos como acompanhamento e do que é feito o pão. “Ele é um ótimo alimento, uma vez que sacia a fome, pois é rico em amido, hidrato de carbono de absorção lenta e é capaz de manter o nível de açúcar no sangue estável”, explica.

Quem deseja emagrecer ou manter o peso, recomenda-se cerca de dois pães por dia, ou 80 gramas de pão, revela a nutricionista. O truque em regimes saudáveis é comer de forma moderada e adequada às suas necessidades. É também essencial saber escolhê-lo. Olga diz que escolher pães feitos com fibras e grãos integrais é o ideal para manter a saúde. “Assim temos os benefícios de diferentes grupos de alimentos”.

De acordo com a especialista, as fibras facilitam o trânsito intestinal e saciam, já que retardam o esvaziamento gástrico. “As fibras não são ingeridas, nem absorvidas. Sua vantagem é ‘recolher’ excessos de gordura e hidratos de carbono em circulação, fazendo com que não sejam absorvidos e sejam mais facilmente eliminados nas fezes, ajudando a prevenir diabetes e outras doenças”, explica.

Por outro lado, Olga diz que os pães a serem evitados são os de leite e de forma branco, pois são ricos em açúcares e gorduras saturadas que aumentam o nível do colesterol ruim. O pão feito apenas com trigo também não é aconselhável, pela falta de fibras. “Adicione pães integrais a uma dieta que privilegie alimentos saudáveis”.

A nutricionista considera que, apesar de alguns estudos defenderem uma rápida perda de peso baseada na redução ou exclusão total de carboidratos, uma alimentação deve ser equilibrada em nutrientes, e um resultado rápido, pode prejudicar a saúde e trazer o ganho de peso no futuro. “Uma dieta equilibrada é a melhor forma para ficar saudável. O principal é aprender a comer  corretamente”.

Adaptado do site Terra


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ÓLEO DE COCO EMAGRECE MESMO?


O óleo de coco é uma das substâncias mais comentadas do momento. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, adicionaram o óleo de coco virgem a bolinhos, consumidos por voluntários.O estudo mostrou que aqueles que ingeriram os bolinhos emagreceram além do esperado. Na região do abdômen, a perda de centímetros foi sete vezes maior, quando comparada ao grupo que não incluiu o óleo de coco na rotina alimentar.

A nutricionista Adriana Castro, da clínica Club Corpus, explica que “a gordura de coco é capaz de gerar calor e queimar calorias, favorecendo a perda de peso”. O médico Guilherme Giorelli, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) lembra que “o óleo também é indicado para diminuir os triglicérides e o mau colesterol (LDL), aumentar o bom colesterol (HDL) e por sua característica anti-inflamatória”.

CONFIRA AS DICAS PARA CONSUMO:

QUANTIDADE IDEAL: Para quem deseja emagrecer, a nutricionista Adriana Castro aconselha a ingestão de até quatro colheres de sopa por dia. “Essa quantidade diminui o apetite e favorece a perda de peso, já que eleva o gasto energético do organismo. Quem segue dietas com restrição de gorduras deve começar com uma dose de meia colher de sopa ao dia e aumentar o consumo gradualmente”, pondera. Ela reforça que o óleo de coco não é um medicamento e, sim, um alimento complementar. Sendo assim, é preciso consumi-lo todos os dias para perceber os benefícios.

COMBINAÇÃO COM OUTROS ALIMENTOS: Segundo Adriana, “o óleo de coco virgem tem sabor agradável e pode ser consumido puro. Ele também não altera o sabor de outros alimentos, o que permite usá-lo em substituição ao óleo de soja ou canola, e ainda misturá-lo em sucos e vitaminas, como tempero para saladas ou na receita de bolos e doces". O nutrólogo Guilherme Giorelli completa: “Nas refeições ricas em carboidrato, o óleo de coco virgem pode diminuir o índice glicêmico da refeição, deixando o prato mais saudável”.

ÓLEO DE COCO X ÓLEO DE COCO VIRGEM: É importante ressaltar que os benefícios estão no óleo de coco virgem. "O óleo de coco é dividido em duas categorias: refinado e virgem. A versão refinada é obtida a partir do coco seco (sem umidade), chamado de copra, e não mantém suas propriedades benéficas. O óleo de coco virgem é obtido, por processos físicos, a partir de cocos frescos (de casca marrom) e úmidos. O alimento passa pelas etapas de prensagem e filtração, preservando seus fitoquímicos naturais”, diz Adriana Castro. A nutricionista informa que o óleo virgem pode ser preparado em casa.

CÁPSULAS DE ÓLEO DE COCO VIRGEM: Guilherme diz que “as cápsulas de coco ainda necessitam de estudos clínicos para comprovar sua ação benéfica”.

DEMAIS INDICAÇÕES: De acordo com Adriana, o óleo de coco virgem é capaz de prevenir certas doenças. “De todas as gorduras vegetais, a de coco apresenta a maior concentração de ácido láurico - mesmo ácido graxo presente no leite materno. O óleo de coco virgem melhora a absorção dos nutrientes, elevando todas as defesas do organismo. Ele também age na prevenção e no combate de fungos, como a cândida, e parasitas, como a giárdia", complementa. A nutricionista diz que o óleo de coco também regula a função intestinal, combate a fadiga crônica e a fibromialgia e ajuda no controle da diabetes, já que não estimula a liberação de insulina.  

Fonte: Saúde gnt




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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AÇÚCAR DEVE SER CONTROLADO ASSIM COMO ÁLCOOL E TABACO


Segundo artigo publicado nesta quinta-feira na conceituada Revista Nature, o açúcar deve ser controlado da mesma maneira que o álcool e o tabaco como forma de proteger a saúde pública. O relatório, feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, considerou que os prejuízos provocados pelo consumo exagerado do açúcar estão contribuindo para a pandemia global que se tornou a obesidade e, consequentemente, para o aumento da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

Os dados do relatório revelam que o consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e que esse quadro é um dos grandes responsáveis pelo aumento do número de obesos. Mas, segundo os pesquisadores, a obesidade pode não ser um marcador para os danos provocados por efeitos tóxicos do açúcar, o que ajudaria a explicar o porquê de 40% das pessoas com síndrome metabólica, que pode levar ao diabetes, a doenças cardíacas e ao câncer, não serem clinicamente obesas.

CALORIAS E TOXIDADE

Os cientistas que desenvolveram o estudo formaram um grupo interdisciplinar composto por especialistas em endocrinologia, saúde pública e sociologia. Segundo os pesquisadores, os prejuízos do açúcar vão além do excesso de calorias e do ganho de peso. Se consumido em grande quantidade, o que não é incomum principalmente nos países ocidentais, ele pode alterar o metabolismo do indivíduo, aumentando sua pressão arterial, interferindo no funcionamento dos hormônios e provocando danos significativos ao fígado. Esses problemas de saúde, de acordo com o relatório, são semelhantes aos provocados pelo excesso de álcool.
 
“Assim como existem gorduras boas e más, há calorias boas e ruins. O açúcar, além de calórico, é tóxico. Mas, enquanto as pessoas o considerarem apenas como ‘caloria vazia’, não haverá resolução dos problemas vindos do seu excesso de consumo”, afirma Robert Lustig, professor da UCSF e um dos autores do estudo. “Porém, mudar padrões como esse é muito complicado”.

FORMAS DE CONTROLE

Os autores do relatório ainda chamam a atenção para o fato de que medidas individuais de redução de açúcar não são suficientes para que o problema acabe. Eles defendem que soluções ambientais e sociais, assim como as que foram tomadas em relação ao álcool e ao tabaco, são fundamentais. Medidas como cobrança de impostos sobre vendas, controle do acesso e maiores exigências em relação ao licenciamento de lugares que vendem alimentos com alto teor de açúcar em escolas, por exemplo, são algumas das sugeridas pelo documento.

“Não estamos falando de proibição e nem defendendo uma imposição maior do governo na vida das pessoas”, afirma Laura Schmidt, professora da UCSF e outra autora do estudo. “Nós estamos considerando maneiras suaves para tornar o consumo de açúcar um pouco menos conveniente. O que buscamos é aumentar as opções e o acesso a alimentos que não sejam tão carregados em açúcar”, diz a professora.

Fonte: Revista Veja

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