segunda-feira, 15 de março de 2010

PRIMEIRA PAPINHA E INTRODUÇÃO DE NOVOS ALIMENTOS

Depois de seis meses que o seu filho passou se alimentando apenas com o leite materno, chegou a hora de ele conhecer novos sabores. Junto com a novidade para ele chegam mil dúvidas para você. Quais alimentos posso oferecer primeiro? O que não pode faltar na papinha? Qual a melhor maneira de preparar os alimentos? Devo dar carne na primeira vez? Calma. Essa nova fase do desenvolvimento do seu filho exige paciência e tranquilidade.
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A introdução dos novos alimentos na dieta do seu filho deve ser gradativa e é preciso respeitar a idade certa - a partir dos 7 meses. Apesar de alguns estudos preliminares sugerirem que oferecer algumas comidas precocemente reduza a chance de a criança sofrer de alergia no futuro, isso ainda não está totalmente claro. Além disso, antes dessa idade, o sistema imunológico e digestivo do bebê não está preparado para receber e digerir os alimentos. O método sobre a introdução dos alimentos varia entre os especialistas. Alguns preferem começar com papinhas salgadas, feitas com apenas um legume, enquanto outros já sugerem uma sopinha mais elaborada. Ofereça sucos de frutas e papas de frutas nos intervalos das refeições e das mamadas.
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A quantidade que a criança vai começar varia muito, mas para ter uma referência, é comum dos 6 aos 9 meses: de quatro colheres (das de sopa) a uma xícara; dos 10 aos 12 meses: uma xícara cheia; de 1 a 3 anos: um prato infantil cheio. Já a água entra em cena junto com as papinhas. Como não há uma recomendação médica específica de quantidade, ofereça depois e entre as refeições, até a criança aprender a pedir. Sucos e chás sem açúcar também são bons, mas sem excesso, para não substituir completamente a água, que é considerada mais hidratante. Primeiro na mamadeira. Com o tempo, passe para o copinho.
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A rotina é muito importante, portanto, estabelecer horário para as refeições é um dos princípios fundamentais para a alimentação saudável durante toda a vida. Depois que o bebê experimenta vários alimentos (só depois), é importante criar uma rotina nas refeições. O controle do peso corporal, a melhora do funcionamento intestinal e a prevenção de doenças crônicas são algumas vantagens que ela trará a seu filho.
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ALGUNS ALIMENTOS... SÓ NA HORA CERTA
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Até o bebê completar 1 ano, atenção aos alimentos que podem provocar alergias: gema de ovo cozido, feijão, peixes e frutos do mar, clara de ovo e mel de abelha são alimentos que requerem cuidados. Os doces, refrigerantes e frituras é preciso ser evitado até 1 ano de idade. Pesquisas científicas apontam que esses alimentos, além de não possuir valor nutricional, aumentam o risco de a criança ficar obesa no futuro. Prefira sobremesas à base de frutas do que as bolachas doces. Outro tipo de alimento que aparece principalmente na dieta dos bebês considerados magrinhos são os "engrossantes", como a farinha láctea e o amido de milho. Eles apenas agregam calorias e, muitas vezes, são usados precocemente.
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Veja a matéria completa na Revista Crescer
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domingo, 14 de março de 2010

REFEIÇÕES LONGE DA TELINHA

Se o seu acompanhamento preferido na hora das refeições é a televisão ou o computador, tome cuidado: esse hábito, aparentemente sem importância, pode ser prejudicial à saúde e precisa ser combatido, principalmente, entre crianças e adolescentes.
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Quando fazemos alguma refeição em frente a televisão ou computador não percebemos a quantidade de comida que estamos comendo, muito menos damos atenção aos sabores e às aparências dos alimentos. O resultado é um consumo maior que o necessário, o que pode propiciar o ganho de peso. Além disso, esse tipo de comportamento vem sendo relacionado a indicadores ruins de saúde - como a obesidade, a baixa resistência e altos níveis de colesterol. A alimentação vira uma atividade automática. Portanto, se você é do tipo que tem dificuldade em abandonar os programas televisivos ou a navegação na internet enquanto come, é importante limitar a freqüência, tentar buscar outras alternativas de lazer e evitar "beliscar" toda vez que decidir ver TV ou ligar seu notebook.
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sábado, 13 de março de 2010

TOMAR VINHO NO JANTAR MELHORA A DIGESTÃO?

Harmonizar o vinho certo com a refeição pode melhorar o sabor e estimular a conversa. Mas será que isso realmente ajuda a digerir a comida, como sugerido por autoridades ao longo do tempo, até mesmo pela Bíblia? Milênios depois, cientistas ainda estão trabalhando nisso. Alguns descobriram que bebidas alcoólicas aceleram o esvaziamento de alimentos do estômago e estimulam o ácido gástrico, enquanto outros sustentam que há pouco efeito.
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Um estudo realizado por pesquisadores alemães, publicado no jornal Gut, pode explicar a discrepância: a pesquisa descobriu um efeito a partir de bebidas fermentadas (vinho, xerez e cerveja), mas não a partir de bebidas que eram fermentadas e também destiladas, como rum, conhaque e uísque. “Os elementos constituintes da bebida alcoólica que estimulam a liberação de ácido gástrico e gastrina são, em sua maioria, provavelmente produzidos durante o processo de fermentação e removidos durante a destilação”, eles concluíram.
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Outros estudos ajudam a explicar por que o vinho tinto e a carne vermelha se harmonizam tão bem. A proteína suaviza as taninas do vinho, e o tinto ajuda a contrabalalancear substâncias potencialmente prejudiciais – gorduras oxidadas chamadas de MDA, ou malonaldeídos – liberadas quando a carne é ingerida. Um estudo de 2008 descobriu que uma porção de carne vermelha de peru elevava os níveis da substância no sangue dos indivíduos participantes. Mas, quando combinada com uma taça de cabernet sauvignon ou shiraz, o aumento do MDA era “completamente evitado”.
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CONCLUSÃO: vinho pode ajudar na digestão.
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quinta-feira, 11 de março de 2010

SIBUTRAMINA

A obesidade constitui uma doença crônica de caráter neuroquímico, progressivo e recidivante. O seu tratamento visa uma redução ponderal com fins de prevenção, melhora, controle ou mesmo reversão das doenças associadas, tais como o diabetes, a hipertensão e a dislipidemia.
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As principais causas de morte na obesidade, independente do tratamento, são as doenças cardiovasculares, dentre elas a doença arterial coronariana, doenças cerebrovasculares e arritmias cardíacas. A abordagem clinica da obesidade fundamenta-se em uma combinação equilibrada de um programa de modificação dietética e comportamental com exercícios físicos, associada ou não ao uso responsável de medicamentos.
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Diante de poucas medicações disponíveis, a sibutramina constitui uma excelente opção que combina eficácia, segurança e fácil manejo clínico por médicos com experiência na área de obesidade. A perda de peso significativa obtida com o uso da medicação, demonstrada nos estudos anteriores ao Scout, justifica seu uso para o tratamento da obesidade. A retirada da sibutramina do mercado europeu foi precipitada, pois se baseia em dados já conhecidos do estudo Scout (Sibutramine Cardiovascular OUTcome), no qual 11,4% dos pacientes que utilizaram a sibutramina tiveram um evento cardiovascular, em comparação com 10% dos que tomaram placebo. O estudo incluiu cerca de 10.000 doentes com 55 anos ou mais e história de doença cardiovascular ou diabetes tipo 2 com um fator de risco cardiovascular adicional.
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Por outro lado, a extrapolação destes dados pode ser vista como contraditória. O uso da sibutramina como coadjuvante do tratamento pode trazer uma redução do risco para pacientes que não tenham a doença cardiovascular clinicamente estabelecida, podendo preveni-la ou impedir a sua progressão. Lembremos que a advertência quanto ao uso da sibutramina em pacientes com doença cardiovascular sempre existiu e a bula do medicamento afirma explicitamente que o medicamento não deve ser utilizado em pessoas com história de doença cardiovascular. Acreditamos que nossos órgãos regulatórios precisam reforçar a advertência de que a sibutramina não deva ser usada por doentes com doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial não controlada, arritmias e outros problemas cardiovasculares graves.
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Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
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quarta-feira, 10 de março de 2010

A VOLTA TRIUNFAL DO OVO

Ao longo das últimas décadas, o ovo carregou a má fama de inimigo da saúde cardiovascular. Como a gema é rica em colesterol, seu consumo foi associado ao aumento no risco de infarto e derrame. Foi necessária a revisão de mais de 200 estudos, realizados a partir da década de 80, com cerca de 8.000 pessoas, para chegar à sentença (definitiva, pelo menos até agora) de que o ovo tem mesmo substâncias potencialmente nocivas mas privar-se dele na dieta pode ser ainda mais danoso.
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Recentemente se descobriram três novos bons motivos para levá-lo de volta à mesa. Presente na gema, a colina é um nutriente vital para o bom funcionamento do cérebro. Além disso, o ovo é uma excelente fonte de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina, a substância associada à sensação de bem-estar. Do total de gorduras contidas em um ovo, a maioria é de monoinsaturadas – a gordura do bem, protetora do coração. Com o ovo condenado por tanto tempo, muita gente deixou de consumir o alimento – e, junto com ele, uma série de nutrientes essenciais ao organismo. Muitos deles podem ser encontrados em outros alimentos, mas a colina, em especial, é abundante sobretudo no ovo. Uma unidade tem cerca de 130 miligramas de colina, enquanto uma posta de 100 gramas de salmão tem 56 miligramas.
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A colina é especialmente importante na gravidez, quando consumida pela mãe pode influenciar o desenvolvimento cerebral do feto. Além disso, outras pesquisas mostram que a substância é essencial para a saúde do cérebro, inclusive na formação de novos neurônios. Por essa razão, o consumo de colina é indicado na prevenção das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Alçada à condição de substância de 1.001 utilidades, a colina já pode ser encontrada em cápsulas, barras de cereais e bebidas energéticas.
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Além de conter colina, o ovo é rico em proteína animal completa, estando em segundo lugar, depois do leite materno. Outro benefício do ovo é a presença de antioxidantes, como a luteína e a zeaxantina, que ajudam a prevenir a degeneração macular (lesão ocular). O baixo teor de gordura constitui mais uma vantagem do alimento. Uma unidade tem em média 7 gramas de gordura total – apenas 1,5 grama é gordura saturada, a metade do que se encontra numa fatia de queijo branco, considerado um alimento magro e saudável. Um ovo tem cerca de 70 calorias. Um bife de 120 gramas, igualmente rico em proteínas, tem o dobro desse valor. O consumo de quatro gemas por semana é suficiente para obter todos esses benefícios.

De fato, o ovo tem muito colesterol. Uma unidade contém 213 miligramas da substância, quase o total da ingestão diária recomendada pela Associação Americana do Coração, que é de 300 miligramas. O erro, no entanto, é imaginar que todo esse colesterol, depois de ingerido, tem como destino certo o entupimento das artérias. Para 70% das pessoas, o colesterol da comida não causa impacto significativo nos níveis de gordura circulante no sangue. A elas, que não têm problema de colesterol, permite-se o consumo de até um ovo por dia. Para os 30% restantes, sugere-se moderação, mas não necessariamente a eliminação total do ovo do cardápio – especialmente se ele não dividir o prato com gorduras trans. Essas, sim, estão na mira dos médicos.
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Matéria adaptada da Revista Veja
Veja também:
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Ovos terão embalagens com advertência sobre consumo

Não há limites para a ingestão de ovos

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terça-feira, 9 de março de 2010

MACADÂMIA É RICA EM ANTIOXIDANTES E CALORIAS

Único alimento nativo da Austrália conhecido internacionalmente, a noz macadâmia é empregada na fabricação de sorvetes, barras de chocolate e biscoitos e para dar um toque especial a sobremesas e a pratos salgados, como risotos e saladas. Também costuma ser servida como aperitivo, torrada, salgada ou caramelizada.
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Assim como outras amêndoas, é rica em ácidos graxos, antioxidantes que retardam o envelhecimento e protegem o sistema cardiovascular. Também como elas, ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue. "Isso ocorre devido às altas concentrações do ácido palmitoléico, responsável pela assistência ao corpo no metabolismo dos lipídeos, equilibrando os níveis de colesterol HDL (bom colesterol) e LDL (mau colesterol)" explica o produtor Pedro Toledo Piza, diretor técnico da ABM (Associação Brasileira de Noz Macadâmia) e diretor da QueenNut Macadâmia, empresa que beneficia e exporta 35% da produção brasileira.
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MAS FIQUE ATENTO! Só vale prestar atenção à quantidade ingerida, já que 100g da noz torrada e salgada possuem 647 calorias!
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Descoberta somente na segunda metade do século 19, a macadâmia é cultivada hoje principalmente na Austrália e no Havaí, mas também na África do Sul e em outros países. O Brasil, que iniciou o plantio comercial durante a década de 1970, figura em sétimo lugar do ranking, embora possua a quarta maior área plantada, concentrada nos Estados de São Paulo e do Espírito Santo. Em 2007, segundo dados da ABM, cerca de 85% da produção nacional será exportada, in natura, e o restante consumido no mercado interno. Da macadâmia, é extraído também um óleo utilizado pelas indústrias cosmética e farmacêutica, mas o mercado para o produto ainda é incipiente, pois somente 4% das amêndoas são destinadas para isso. Trata-se de um produto caro porque o quilo da amêndoa é vendido em atacadistas por valores entre R$ 30 e R$ 60, e são necessários, em média, três quilos para obter um litro de óleo -sem falar nos custos operacionais e de mão-de-obra e na rentabilidade do negócio.
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Veja também:
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domingo, 7 de março de 2010

HELICOBACTER PYLORI - O GRANDE VILÃO DAS GASTRITES

Em nossa civilização há uma tendência cada vez maior de se desenvolverem doenças no tubo digestivo, tendo em vista o estresse pela competitividade, a vida nas grandes cidades, a violência, o trânsito nas capitais, e pela própria alimentação.
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O hábito de se alimentar às pressas, com refeições muito temperadas e com muito sal podem causar o desenvolvimento de gastrites, úlceras ou outros problemas crônicos ao longo do tempo. Há poucos anos foi descoberta uma bactéria, hoje conhecida como Helicobacter pylori (HP), nome final que lhe foi dado em 1989. As pesquisas sobre essa bactéria não param de ser produzidas, tal a importância que veio adquirir como agente causador das gastrites e da úlcera gástrica. Essa bactéria é encontrada em todo o mundo, infectando pessoas de todas as idades, sobretudo as de baixo nível sócio-econômico e pouca higiene, podendo ser transmitida das mães para os filhos.
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A crianças são particularmente sensíveis à infecção pelo HP. Ele pode ser transmitido pela água e de pessoa para pessoa. A prevalência da infecção aumenta à taxa de 1% ao ano na população em geral. Sabe-se que nos países industrializados, em torno de 50% a 60% das pessoas, com mais de 60 anos, estão infectados. A bactéria resiste aos tratamentos com muita freqüência e pode permanecer em reserva nas placas dentárias, por exemplo, vindo a reinfectar o indivíduo uma vez cessado o tratamento. A bactéria é facilmente identificada pelos métodos laboratoriais, sobretudo na superfície das células da mucosa gástrica às quais se adere. Sua grande capacidade metabólica a faz produzir várias enzimas, que lesam as superfícies das células, desestabilizando o epitélio e a barreira protetora de muco, facilitando a ação de outros agentes como ácido clorídrico e a pepsina.
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Após a infecção há uma resposta imunológica que (por azar) pode ser cruzada e agredir as células da mucosa gástrica e levar a uma gastrite autoimune. Dessa maneira o HP tem um papel muito importante no desenvolvimento de graves doenças gástricas, desde a gastrite aguda, crônica, crônica ativa, gastrite folicular, atrófica, ulcera gástrica e duodenal, adenocarcinoma e linfoma gástricos. O aparecimento da gastrite, úlcera ou câncer depende da cepa do HP, da sua virulência, da susceptibilidade do paciente e da interação bactéria/portador. A possibilidade da produção de oxidantes pode alterar os genes das células epiteliais, gerar mutações e originar câncer. Assim, a descoberta dessa bactéria veio solucionar um problema antigo da gastroentrerologia, já que sua erradicação (com uso associado de antibióticos e drogas de ação local) permite ao portador uma vida saudável, sem as dores e os incômodos das doenças que o HP produz.
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CUIDADOS COM A ALIMENTAÇÃO
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Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
Evitar os famosos "fast-foods".
Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.
O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.
Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.
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Veja aqui a matéria completa
Veja também:
Brócolis pode combater a bactéria que causa gastrite e câncer
Tipos de óleo de cozinha
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sábado, 6 de março de 2010

OS BENEFÍCIOS DOS EXERCÍCIOS FÍSICOS NA GRAVIDEZ

Exercícios físicos são importantes em qualquer fase da vida. Mas agora você tem mais um bom motivo para mantê-los na gestação. Segundo um estudo norueguês, mulheres que esperam o primeiro filho e têm uma atividade física regular durante a gravidez reduzem o risco de o bebê nascer com excesso de peso.
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O estudo, que avaliou 36,8 mil grávidas, revelou que aquelas que se exercitavam pelo menos três vezes por semana durante a 17a semana de gestação tinham 25% menos chances de ter um filho com sobrepeso. Na 30a semana, a proteção fica em torno de 22%. De acordo com os cientistas, a atividade física ajuda a prevenir o crescimento excessivo do feto ao melhorar a capacidade de o corpo da mulher manter os níveis de açúcar no sangue sob controle. “Isso faz com que diminua a oferta de açúcar que vai para o bebê, controlando seu peso”, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).
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O especialista alerta que, se você não fazia nenhuma atividade física antes de engravidar, agora não é o melhor momento para virar atleta. Mas você pode optar por exercícios mais leves, como caminhadas diárias ou hidroginástica. Segundo um estudo publicado no Jornal da Academia Americana de Cirurgiões Ortopedistas (JAAOS), essa atitude de não ficar parada na gravidez aumenta a probabilidade de você incorporar a prática no seu dia a dia depois que o bebê nascer. Os cientistas acreditam que, ao se tornar mãe, a mulher reavalia seu estilo de vida, motivada por cuidar não só da sua saúde, mas também do bebê.
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O ideal, no entanto, é que a mulher que pretende engravidar comece a fazer algum tipo de atividade física aeróbica, a fim de melhorar o condicionamento cardiovascular. E os benefícios vão desde a prevenção de doenças, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia, até maiores chances de o bebê nascer de parto normal.
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Veja aqui 10 orientações para praticar atividade física na gestação.
E ainda...
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sexta-feira, 5 de março de 2010

VEGETAIS CONGELADOS PODEM SER MAIS NUTRITIVOS

Uma pesquisa sugere que os vegetais congelados podem ser mais nutritivos que os frescos. De acordo com o estudo, cerca de 45% dos nutrientes mais importantes são perdidos no período entre a compra e o consumo dos alimentos.
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Os cientistas descobriram que, geralmente, os consumidores compram os vegetais duas semanas antes de consumi-los e 80% dos entrevistados acreditam que os vegetais comprados estão há menos de quatro dias nas prateleiras dos supermercados.
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Segundo os pesquisadores, esse tempo é crucial para que os nutrientes sejam descartados. Dezesseis dias após a colheita, a vagem perde mais de 45% dos seus nutrientes, enquanto o brócolis e a couve-flor perdem 25% no mesmo período. Já as ervilhas perdem 15% e a cenoura perde em torno de 10%.
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Isso acontece em menor escala com os vegetais congelados, alegam os responsáveis pela pesquisa. Já que são submetidos a baixas temperaturas logo depois de colhidos, eles conservam melhor os nutrientes. "O conteúdo nutritivo dos vegetais frescos começam a perder-se no momento em que são colhidos. Isso significa que no momento em que eles chegam ao nosso prato, apesar de muitos acreditarem que estão comendo um vegetal cheio de nutrientes, muitas vezes isso não é verdade", afirmou a nutricionista Sarah Schenker, uma das responsáveis pela pesquisa. O estudo foi realizado pelo Instituto de Pesquisa de Alimentos coordenado pela Birds Eye, uma empresa multinacional do ramo de alimentos congelados.
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Matéria retirada da Revista Veja
Veja mais:
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quinta-feira, 4 de março de 2010

O QUE É NEOFOBIA ALIMENTAR?

Para muitos pais a alimentação da criança é sempre uma preocupação. Em muitos lares, a hora de refeição se torna um momento tenso diante da recusa dos pequenos em ingerirem alimentos nutritivos e experimentarem o que é saudável. Neofobia alimentar quer dizer medo de consumir alimentos novos, que de início são considerados estranhos. É mais comum em crianças com idade entre 1 e 7 anos, mas não significa que não vá acometer em adultos também.
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Muitas vezes, as crianças rejeitam os alimentos sem nem mesmo prová-los. O que os pais precisam saber é que isso não quer dizer que a criança sempre vai recusá-los. Eles poderão ser aceitos em uma outra ocasião, desde que sejam oferecidos novamente. A maturidade do paladar das crianças não acontece da noite para o dia. Portanto não se pode desistir de oferecer o alimento à criança nas primeiras recusas. Insista, mude a apresentação do alimento se for o caso.
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Os hábitos alimentares das crianças são formados desde pequenos, e os pais são os principais colaboradores para sua formação. Os filhos tendem a optar por alimentos normalmente consumidos pelos pais e irmãos mais velhos. É preciso ressaltar que não se devem usar estratégias do tipo: “Come toda a comida que ganha sobremesa” ou “se não comer tudo, vai ficar de castigo”. Estes artifícios não vão fazer com que a criança coma o alimento porque gosta e sim porque vai ter algum benefício ou vai ser castigada se não comer. Estratégias como estas são causadoras das fobias alimentares desenvolvidas por crianças e que podem persistir durante toda a vida.
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Alguns pais tendem a acreditar na idéia de que o filho precisa comer muito para estar bem nutrido. É preciso ficar claro que a criança come menos do que os adultos e que, quando ela come uma quantidade maior do que sua capacidade gástrica, a mesma pode perder o seu controle de fome e saciedade, o que poderá gerar problemas futuros. Por esse motivo, é extremamente importante a educação nutricional, onde desde cedo as crianças aprenderão a importância de uma alimentação saudável e variada. Portanto, opte por alimentos nutritivos na mesa da família. Varie o cardápio. Tire sempre um tempo para envolver o seu filho no preparo do alimento. A criança poderá experimentar alimentos novos sem traumas se ela ajudar a prepará-los.
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Texto retirado do site Temperus Gastronômico
Veja também:
Compulsão Alimentar
Bulimia
Anorexia Alcoólica
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quarta-feira, 3 de março de 2010

CADÊ A FRUTA?

Em uma análise dos sucos artificiais na Revista Veja, os especialistas compararam três dos mais vendidos sucos em pó no Brasil, todos de laranja, à versão natural. Uma das conclusões é que a fruta passa longe dos sucos artificiais, ricos em aditivos químicos e açúcar. Eles também perdem em sabor.
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VEJA ABAIXO A CONCENTRAÇÃO DE NUTRIENTES
(médias por copo de 200 mL)
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* Extrato de Laranja: 1% nos sucos artificiais, sendo qua a polpa é desidratada. Já os sucos naturais apresentam 100%.
* Vitamina C: 7mg nos sucos artificiais. O natural tem em média 115mg.
* Calorias: 25kcal nos sucos artificiais (bem menos que o natural - 116kcal).
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JÁ OS SUCOS DA SOJA...
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Engenheiros de alimentos explicam que a indústria emprega, basicamente, duas tecnologias para chegar ao suco de soja. Para quem consome, é bom saber que tal informação aparece no rótulo – e compensa ir atrás dela: dependendo da técnica, afinal, o suco revela diferentes características.
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* Extrato da soja: O processo é mecânico. O grão é aquecido a 100 graus e enviado a uma máquina para ser triturado. Resulta desse processo o extrato, ao qual se adicionam a polpa da fruta e os demais ingredientes. O suco fica mais denso e leitoso.
* Proteína isolada: O processo é químico. A proteína da soja é extraída por meio de uma solução alcalina. Recebe novo banho à base de uma solução ácida e vai à centrífuga. Já seca, junta-se à água e aos outros ingredientes. O gosto da soja se torna mais diluído.
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CONCLUSÃO: É importante ficar atento aos rótulos e marcas dos produtos. Mas... nada melhor do que o suco natural da fruta.
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terça-feira, 2 de março de 2010

COM CASCA E TUDO!

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Quem nunca ouviu que o melhor prato é aquele cheio de cores, de alimentos pouco processados e de vegetais? Mas quantas vezes você já escutou que as cascas e as folhas podem ser até mais nutritivas do que a própria polpa? Não é a toa que deveriam fazer parte do cardápio. A casca da laranja, por exemplo, contém maiores quantidades de fibras, potássio e fósforo que a polpa. A do pepino é rica em fibras, carotenoides, cálcio, potássio e fósforo. Mesmo assim, quantas vezes elas não foram parar na lata de lixo?
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Um estudo feito pelo Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu em parceria com o Sesi-SP descobriu que as cascas, folhas e talos podem ser mais interessantes do que a polpa quando a questão é nutrição. "Os vegetais e suas cascas são fontes de substâncias que protegem o organismo de doenças como câncer, diabetes e Alzheimer", comenta Maria Rosecler Miranda Rossetto, uma das pesquisadoras da Unesp.
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VEJA ALGUNS NUTRIENTES OCULTOS
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* Carotenoides: O brócolis surpreendeu nos testes. Suas folhas são mais ricas que o talo em oito nutrientes, entre eles, os carotenoides, que aparecem em concentração cerca de 20 vezes maior. E nem precisa de muita criatividade para o consumo: elas podem ser cozidas junto ao vegetal. Entre as cascas, quem vence em quantidade de carotenoides é a manga, com 30,36 gramas dessa substância, contra 17,3 gramas da polpa.
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* Fósforo: A casca da laranja é outra aliada para se ter ossos fortes e saudáveis. Nela, a concentração de fósforo, mineral essencial para manter a saúde de ossos e dentes (junto ao cálcio) é abundante. Além disso, a casca contém quantidade maior de carboidratos que a polpa, fundamentais para produzir energia para as tarefas do dia-a-dia.
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* Potássio: Na casca do pepino, a concentração de potássio é uma das maiores, sendo um ótimo aliado ao controle da pressão arterial. Para se ter ideia, 100 gramas de banana têm cerca de 0,45 gramas de potássio, enquanto a mesma quantidade de casca de pepino tem 7,21 gramas. Não é de se jogar fora!
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* Vitamina C: A banana, além de controlar a hipertensão, fortalecer os músculos e minimizar os sintomas da TPM, possui vitamina C na casca, assim como, o talo da beterraba. Sendo assim, auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico. Apesar de ser encontrada em todas as frutas ácidas - como abacaxi, acerola, laranja, kiwi, caju, morango, e em folhas como rúcula e espinafre, a da casca da banana e do talo da beterraba têm um gostinho especial, pois não costumam ser aproveitadas. Quem já provou bolos com cascas de banana pode confirmar o que estava perdendo!
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* Fibras: A casca da maçã e cenoura é imprescindível para quem deseja o intestino funcionando como um relógio. Elas contêm mais fibras do que a própria polpa: a casca da maçã chega a ter três vezes mais fibras que a polpa. Esses nutrientes regulam o funcionamento intestinal, protegem contra doenças cardiovasculares, reduzem o risco para alguns tipos de câncer e ainda auxiliam na perda de peso.
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* Cálcio: Na rama da cenoura, encontra-se boas quantidades de cálcio. Essas folhinhas, muitas vezes deixadas de lado, tem dez vezes o cálcio presente na polpa do vegetal.
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Adaptado da Revista Vida Natural
Veja mais:
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