segunda-feira, 17 de maio de 2010

SAIBA MAIS SOBRE A MAIONESE

Toda criança ama. Não come salada: põe maionese que vai. Não come legume, idem. Mas esse molho quase mágico requer alguns cuidados. Ao contrário de muitos alimentos, a versão caseira não é a mais recomendada.
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A maionese feita em casa não é rigorosamente controlada, como a industrializada, e pode ter altos teores de gordura. Outro perigo é a bactéria Salmonela, por causa dos ovos crus que fazem parte da receita e que causam infecções graves.
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O lado bom é que a maionese industrializada tem óleos ricos em ômega-3, que conferem proteção indireta ao sistema cardiovascular, diminuindo os níveis de colesterol e triglicérides. Como se trata de um alimento muito calórico, prefira as versões light.
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É recomendável a partir dos 10 anos de idade, aproximadamente, pois crianças menores devem ser acostumadas a consumir alimentos menos gordurosos. As porções devem ser menores que uma colher de sopa, nos legumes e verduras, ao invés dos pães, que engordam mais. Ela é bastante calórica; por isso, use com cautela.
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VEJA ALGUNS MITOS E VERDADES
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* Industrializada e caseira: Os ingredientes que compõe a maionese são basicamente: óleo, ovo, água, suco de limão e vinagre. O processo de fabricação na maionese industrializada utiliza pressão para atingir a consistência desejada. Esse processo auxilia a diminuição de gorduras nocivas, como trans e saturada. A maionese caseira não é mais tão recomendada ao consumo, já que a quantidade necessária de óleo e ovos é bem maior.
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* Valor calórico: Hoje em dia estão disponíveis no mercado produtos com 0% de gordura, que têm menor valor calórico. É recomendado que seja feita uma comparação dos rótulos, para ter certeza de qual tipo de produto está sendo adquirido. Alguns tipos têm até menos gordura do que o requeijão e a margarina.
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* Cuidados: Se você quiser fazer sua receita caseira de maionese, é necessário muito cuidado com a qualidade dos produtos. A salmonela é um tipo de bactéria que pode contaminar todos os tipos de carnes e ovos, mas pode ser evitada com o cozimento correto. Como a receita usa ovos crus, todo precaução é necessária. A validade da maionese caseira não passa de dois, três dias. Já a maionese industrializada, não há o risco de contaminação por salmonela. Mas é preciso ficar atento com o prazo de validade e prestar atenção, pois depois de aberta o prazo é de 30 dias.
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* Maionese no cardápio: Então se o seu filho gosta de comer legumes com maionese, não há problema algum, mas fique atento a freqüência e a quantidade em que está consumindo, ou seja, não vale comer meio pote de maionese, ou consumir todos os dias. Como todos os outros nutrientes, é muito importante alternar seu consumo com outras coisas, como o queijo tipo polenguinho, que as crianças adoram!
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Fonte: Revista Pais e Filhos
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Manteiga ou margarina?
Queijo para que te quero
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domingo, 16 de maio de 2010

ALIMENTOS COM ALTO ÍNDICE GLICÊMICO PODEM CAUSAR DANOS AO ORGANISMO

Desde 1970 os americanos reduziram a porcentagem de calorias provenientes de gorduras saturadas, mas os índices de obesidade durante este período mais do que dobraram. Os índices de diabetes triplicaram e as doenças cardíacas ainda são a maior causa de morte na população.
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Pesquisas recentes sugerem que os carboidratos processados, os quais muitas pessoas comem hoje em dia no lugar das gorduras saturadas, podem aumentar o risco de obesidade, diabetes e de doenças cardíacas mais do que a ingestão de gorduras saturadas.
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Meir Stampfer é professor de nutrição e epidemiologia da Harvard School of Public Health e um dos autores de um estudo publicado no New England Journal of Medicine que acompanhou 322 obesos por dois anos, quando eles adotaram uma das três dietas: dieta de baixo consumo de gorduras; dieta Mediterrânea - dieta de restrição calórica rica em vegetais e pobre em carnes vermelhas; dieta com baixo consumo de carboidratos, sem restrição calórica.
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Embora os que fizeram a dieta com baixo consumo de carboidratos tenham comido mais gorduras saturadas, eles terminaram o estudo com os níveis mais saudáveis de HDL e LDL colesterol e perderam duas vezes mais peso do que os que ingeriram pouca gordura saturada. Outro estudo avaliou 65 mil mulheres e observou que as que ingeriram carboidratos mais rapidamente absorvidos - os quais têm alto índice glicêmico - tinham uma probabilidade 47% maior de adquirir diabetes mellitus tipo 2 do que aquelas que ingeriram alimentos de índices glicêmicos baixos (a quantidade de gordura ingerida não afetou o risco de diabetes).
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Ninguém está dizendo que as pessoas devem começar a ingerir gorduras saturadas em qualquer quantidade. O que está sendo mostrado é que substituir gorduras saturadas por carboidratos de alto índice glicêmico além de não trazer benefícios, pode, pelo contrário, causar danos ao organismo. O segredo é MODERAÇÃO! O consumo de carboidratos de baixo índice glicêmico (alimentos integrais) são mais saudáveis e proporcionam benefícios ao organismo.
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Fonte: Emex Nutrição Orientada
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Dieta ortomolecular
Os benefícios da dieta mediterrânea
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

PISTACHE NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Boas notícias para os fãs de pistache! De acordo com uma nova pesquisa divulgada na Conferência de Biologia Experimental em São Diego, Califórnia, o pistache mostrou - mais uma vez - ter um impacto positivo na saúde cardiovascular já que reduz a inflamação do organismo. O pistache contém muitos nutrientes importantes.
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A pesquisa desenvolvida na Universidade de Penn State envolveu 28 indivíduos com idades entre 30 a 70 anos, com os níveis de colesterol moderadamente elevados. Durante quatro semanas foram testadas 3 dietas: uma sem pistache e duas com níveis variados da oleaginosa. As três dietas forneciam a mesma quantidade de gordura saturada e colesterol, porém diferentes quantidades de gordura monoinsaturada, em decorrência da presença do pistache.
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Ao final do estudo as células dos participantes foram isoladas e marcadores de inflamação foram medidos. As dietas que continham pistache conseguiram diminuir os níveis de LDL-c (o colesterol "ruim") e reduziram a inflamação celular.
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Outro estudo sobre o pistache foi conduzido na Universidade de Toronto, no Canadá, com relação ao controle do diabetes. O estudo "Glycemic Response of Pistachios - A Dose Response Study and Effect of Pistachios Consumed with Different Common Carbohydrate Foods on Postprandial Glycemia," liderado pelos doutores Cyril Kendall e David Jenkins, mostrou que o consumo de pistache associado a alimentos ricos em carboidratos, é capaz de diminuir a absorção destes, resultando em menor concentração de açúcar no sangue. Em geral, alimentos que não elevam tanto a quantidade de açúcar sanguíneo são geralmente considerados mais saudáveis. Este estudo foi o primeiro a determinar o efeito dos pistaches em combinação com os carboidratos no controle do diabetes.
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Fonte: Blog Dicas da Nutricionista
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

AÇAÍ MAL LAVADO, MESMO CONGELADO, PODE TRANSMITIR CHAGAS

O protozoário causador da doença de Chagas sobrevive na polpa do açaí mal higienizado, mesmo que o produto seja congelado a -20°C. Somente a correta pasteurização - tratamento térmico que envolve aquecimento e rápido resfriamento -, que ainda não é obrigatória no Brasil, consegue eliminar o microrganismo, concluiu uma pesquisa inédita liderada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Higienizar corretamente os frutos ainda é o método mais importante de prevenção, destacam os autores do trabalho, realizado via convênio com o Ministério da Saúde. Surtos de transmissão da doença aguda transmitida por meio de alimentos, acentuados a partir da metade da década passada no Norte do País, incentivaram a realização da pesquisa.
.O açaí industrializado, consumido nas grandes cidades, passa em teoria pelos processos, dizem os cientistas, e deve ser registrado no Ministério da Agricultura. A pasta informou que, apesar de a legislação nacional ainda não exigir a pasteurização, visitas de fiscais às fábricas têm demonstrado que a maioria das empresas possui máquinas para realizá-la, em razão de exigência do mercado externo. Por causa disso, informou ainda o ministério, o órgão “avalia a possibilidade de desenvolver estudos sobre metodologias de pasteurização” para a polpa de açaí. A pasteurização já defendida pelo Ministério da Saúde como método anti contaminação de alimentos in natura.
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Em nota, a Saúde destacou que o congelamento não é medida preventiva e que o resultado do estudo é preliminar. Disse também aguardar resultados sobre testes com temperaturas mais baixas. Por fim, destacou que todos os casos de doença de Chagas por transmissão oral já registrados tiveram origem no consumo do alimento preparado artesanalmente e que até o momento não houve associação com polpas de açaí industrializado. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos produtores de açaí.
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Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

PIRÂMIDE ALIMENTAR

A pirâmide alimentar é um instrumento, sob a forma gráfica, de orientação da população para uma alimentação mais saudável. Ela foi criada em 1992 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e desde então é uma das ferramentas de educação nutricional mais utilizada na prática clínica.
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Recentemente ela sofreu algumas mudanças baseadas em pesquisas científicas e foi reestruturada com base no princípio da alimentação saudável. A nova pirâmide foi desenvolvida para orientar consumidores a fazer escolhas alimentares saudáveis e serem ativos todos os dias, além de incentivar uma alimentação mais rica em nutrientes funcionais (com funções benéficas à saúde).
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O grupo dos carboidratos inclui pães, cereais, farinhas, biscoitos integrais, arroz e massas. São os chamados alimentos energéticos, ricos em carboidratos complexos, cuja absorção é mais lenta que a do açúcar simples. A nova pirâmide reforça a importância dos cereais integrais, ricos em fibras, deixando pães, cereais, arroz e massas integrais na base e pão branco, arroz branco, batatas, massas comuns e farinhas refinadas no ápice, emparelhados com os doces que devem ser consumidos com moderação.
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Os vegetais (verduras e legumes) e as frutas são alimentos reguladores, sendo fontes de vitaminas, minerais e fibras e seu consumo diário é importante para o bom funcionamento do organismo. Esses alimentos possuem, em sua composição, os fitoesteróis e antioxidantes, que ajudam a reduzir o colesterol LDL (ruim) e neutralizam os radicais livres diminuindo o envelhecimento das células.
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Os alimentos construtores são requeridos pelo organismo em menor proporção, mas não em menor importância, são aqueles ricos em proteínas. As proteínas podem ser animais (carnes, ovos, peixes e aves), vegetais (feijões, soja, leguminosas em geral) e ainda proteínas animais ricas em cálcio (leite, queijo, iogurte). Na nova pirâmide houve desmembramento de mais um setor dos construtores. As carnes brancas de frango e peixe juntaram-se aos ovos como incentivo a escolha, na parte mais baixa da pirâmide. As carnes vermelhas foram para o topo indicando consumo moderado juntamente com a manteiga, por serem alimentos ricos em gorduras saturadas.
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Óleos vegetais de boa qualidade como azeite de oliva, óleo de canola, milho, girassol e soja ganharam espaço na base da pirâmide por serem ricos em gorduras polinsaturadas, monoinsaturadas e os chamados ômegas que ajudam o sistema cardiovascular e o controle dos lipídeos sanguíneos. Em outras palavras, a nova pirâmide salienta que nem todos os carboidratos são bons e nem todas as gorduras são más.
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Há um degrau exclusivo para as oleaginosas e leguminosas (castanhas, nozes, amêndoas, feijões e soja), que são fontes de proteínas vegetais, gorduras insaturadas (ômega 3), selênio, vitaminas antioxidantes, e fibras. Houve também a inclusão de 1 dose de vinho tinto (100 ml). O consumo moderado de etanol produz efeito cardioprotetor, principalmente pelo aumento nos níveis de HDL (bom colesterol). O vinho tinto, além de conter etanol, é rico em polifenóis ou compostos fenólicos, que estão presentes nas cascas e nas sementes das uvas vermelhas e comprovadamente possuem atividade antioxidante.
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A alimentação é um dos prazeres da vida podendo frequentemente manifestar emoções e sentimentos. Por isso, ela deve conviver com os hábitos individuais. Alimentação saudável é associar o prazer com o cuidado em um planejamento para refeições mais saudáveis, gostosas e nutritivas. Vá em frente!
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Veja a matéria completa no site: CDBH
Veja também:
Com casca e tudo
Alimente seu sistema imunológico
As cores dos alimentos
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terça-feira, 11 de maio de 2010

COMO CONSUMIR EMBUTIDOS SEM PREJUDICAR O CORAÇÃO?

Embutidos são produtos feitos com carnes de diversos tipos, temperadas e acondicionadas em membranas resistentes ou tripas. Os tipos mais comuns são a mortadela, a linguiça, a salsicha, o salsichão e o salame.
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São produtos que fazem parte da alimentação de grande parte da população que refere consumi-los por serem saborosos, práticos e de fácil preparo. O que muitas pessoas não sabem é que estes produtos são fontes de gordura, principalmente a saturada, além do colesterol, ambos prejudiciais ao coração quando consumidos demasiadamente.
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Segundo a nutricionista Maria de Fátima Silva Ferreira, os embutidos em sua grande maioria possuem o dobro, ou mais, de gordura saturada quando comparados às carnes in natura. Carnes não processadas e não industrializadas são mais saudáveis para a saúde em geral, pois não possuem aditivos e conservantes.
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No caso dos embutidos, além dos teores de gordura, eles apresentam grande quantidade de sódio necessária para sua conservação. Esta alta quantidade de sódio é um risco a mais para o coração, pois favorece o desenvolvimento da hipertensão arterial. Em uma alimentação saudável, o consumo de embutidos e de receitas que o contenham como ingrediente principal, deve limitar-se a 1 vez por semana, diz a nutricionista. Já na presença de alterações lipídicas, como o excesso de colesterol no sangue, o melhor é restringir totalmente os embutidos tradicionais e, no caso dos produtos à base de aves, utilizá-los apenas 1 vez por quinzena.
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Fonte: Nutrycionista
Veja também:
Principal causador da hipertensão: sal é vilão da dieta
Macarrão instantâneo faz mal à saúde
Cuidado com o sal na alimentação das crianças
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segunda-feira, 10 de maio de 2010

O BOM SENSO QUE DOMINA A GULA

Segundo o dicionário Aurélio, a gula é definida como sendo o apego excessivo a boas iguarias, ou ainda excesso na comida e na bebida. Comer nunca foi e nem é um pecado, mas a glutonaria ou mais conhecida como gula, sim!
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Na verdade, para situações de insatisfação, como a solidão e a depressão, tendemos a buscar comida. Com isso cria-se um 'ciclo vicioso', ou seja, quanto maior a insatisfação pessoal, maior a ingestão de alimento. Mais, perde-se o controle e ainda tem-se o ganho de peso, que vem para piorar tudo. A frustração então faz-se presente, juntamente com a ansiedade e a culpa.
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A gula então pode ser considerada como sendo um comportamento excessivo, mas que também manifesta-se em outros planos, emocional, sexual, social e financeiro, entre outros. Podemos ver a gula como um importante sinalizador do estado pessoal do indivíduo. Como ele está vivendo e o que precisa ser mudado em sua vida. Resumindo, a gula é uma forma de insatisfação total ou parcial consigo mesmo e a tentativa de encontrar no alimento um remédio para a angústia e para a ansiedade.
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Na Roma Antiga, a prática da gula já era uma constante. Os romanos caracterizavam-se como festivos e freqüentavam até mesmo mais de uma festa por dia. Não comer com fartura era uma ofensa ao anfitrião. Já no Renascimento, comer muito significava uma idolatria que por sua vez afastava as pessoas de Deus.
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VENCENDO OS PECADOS, VEJA AS DICAS
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A água pode ser uma grande aliada, afinal o nosso cérebro, muitas vezes entende a falta de hidratação como sendo fome. Manter-se hidratado é sinônimo de equilíbrio no desejo de comer.

As fibras são sempre bem vindas, por meio dos vegetais. Legumes, frutas e alimentos integrais ajudam na saciedade, de maneira nutritiva.

Não reprima a sua vontade de comer. Não é uma boa idéia passar vontade. É melhor comer um alimento de desejo com moderação do que ficar com vontade e insatisfação.

Nunca fique muito tempo sem alimentar-se ou em jejum. Isso poderá desencadear hipoglicemia e então a compulsão alimentar ficará ainda mais difícil de ser controlada.

Coma utilizando todos os sentidos, quando fazemos isso, valorizamos o alimento e assim deixamos a degustação cheia de prazer.

Na dúvida se está com fome ou não, desvie o foco da comida. Faça então algo prazeroso que não seja comer.
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Fonte: Temperus Gastronômico
Veja também:
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Ingerir mais água facilita perda de peso em mulheres
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

ALERGIA AO LEITE DE VACA

HOJE É O DIA NACIONAL DA PREVENÇÃO DA ALERGIA!
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A sugestão de postagem, muito bem vinda, foi enviada pela leitora *Ana Flávia Lacchia* - funcionária da Ketchum, agência que está assessorando a SUPPORT, divisão de nutrição médica da DANONE -, com o intuito de divulgar melhor a alergia à proteína do leite de vaca, um mal que acomete bebês e recém-nascidos e, na maioria das vezes, confundido com intolerância à lactose.
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Alergia alimentar é a reação adversa (despropositada, inesperada, anormal) do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) às proteínas dos alimentos. A ocorrência de alergia alimentar vem aumentando no mundo como um todo. Estima-se que 6% das crianças menores de três anos e 3,5% dos adultos apresentam algum tipo de alergia alimentar.
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Os oito alimentos mais alergênicos são: leite de vaca, soja, ovo, trigo, peixe, frutos do mar, amendoim e castanhas. Para os bebês que não têm leite materno disponível, a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a mais complicada de ser tratada, visto que o leite é o principal alimento nesta fase da vida, tendo um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento da criança. Na APLV o organismo da criança não reconhece uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) e reage a elas.
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A APLV é difícil de ser diagnosticada e, mesmo que o paciente possua um dos sintomas citados, não necessariamente a causa será a alergia alimentar. Há outras doenças cujos sintomas são parecidos e podem confundir com APLV, como por exemplo: refluxo, dermatite atópica e cólicas.
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Em casos de bebês com suspeita de APLV, recomenda-se a continuidade do aleitamento materno e que a própria mãe faça a dieta de exclusão. Neste caso, como a mãe retira da sua alimentação todos os alimentos que contêm leite, e o leite é uma importante fonte de cálcio, é importante que a mãe utilize um suplemento de cálcio. Caso a mãe não esteja amamentando, recomenda-se a substituição do leite materno por fórmulas ou dietas especializadas à base de proteínas extensamente hidrolisadas (contêm peptídeos) ou à base de aminoácidos.
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O tratamento da APLV consiste na realização da dieta de exclusão por no mínimo 6 meses. O sucesso do tratamento das alergias alimentares depende do adequado seguimento da dieta. Quase sempre a APLV tem cura! Grande parte dos pacientes desenvolve tolerância ao alimento após 2 anos de idade. Para verificar se houve este desenvolvimento de tolerância, novos testes orais deverão ser realizados a cada 6 a 12 meses. Portanto, seja paciente, apesar da dieta de exclusão ser muito difícil, ela poderá garantir a cura da doença e uma vida futura sem restrições alimentares.
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Veja mais sobre o assunto no site: Alergia à Proteína do Leite de Vaca
Veja também:
Alergia alimentar
Intolerância à lactose
Sem glúten
Intolerância à frutose
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

QUAIS ALIMENTOS NÃO APROPRIADOS PARA CONGELAMENTO?

Congelar alimentos vem se tornando um hábito comum em decorrência da correria do dia-a-dia. Muitas pessoas se beneficiam desta técnica a fim de ter mais praticidade na hora do preparo ou para não haver deterioração, já que o congelamento impede a multiplicação bacteriana. Porém, certos alimentos não são apropriados para o congelamento pois podem perder a textura, sabor e, até mesmo, a qualidade nutricional.
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VEJA OS ALIMENTOS NÃO APROPRIADOS PARA CONGELAMENTO:
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- MAIONESE: porque o óleo se separa dos demais ingredientes.
- GELATINA PRONTA: cristaliza.
- BATATAS COZIDAS: perdem sabor e têm a textura modificada.
- OVOS: tanto os ovos cozidos ou crus, a casca se rompe e a gema fica granulada.
- GEMA: a gema pura crua fica cheia de grânulos.
- VEGETAIS: os vegetais que serão usados crus perdem a textura original.
- BOLOS E PUDINS: quando a base é de amido a água se separa e o sabor se modifica.
- ALIMENTOS INTEGRAIS: tanto as barras de cereais quanto os cereais integrais devem ser mantidos em local fresco e seco, pois são produtos com baixa umidade e, dependendo das condições em que são armazenados, podem absorver água, o que faz com que percam a textura ficando moles e murchos.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

OS AMIGOS SAIS MINERAIS

Sendo as proteínas, carboidratos e lipídeos denominados macronutrientes, as vitaminas e minerais por sua vez são considerados micronutrientes, esta diferença se dá de acordo com o tamanho das partículas/moléculas, macro = grande e micro = pequena. É importante salientar que ambas são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Cada um desempenhando o seu papel.
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Os sais minerais também conhecidos somente como minerais podem ser definidos como: "Substâncias de origem inorgânica, que fazem parte dos tecidos duros do organismo, como ossos e dentes, também encontrados nos tecidos moles como músculos, células sangüíneas e sistema nervoso. Possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio ácido-básico, estímulos nervosos, ritmo cardíaco e atividade metabólica.”
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Assim como as vitaminas não podem ser sintetizados pelo organismo e por isso, devem ser obtidos através da alimentação. Além disso, muitos minerais estão envolvidos no processo de crescimento e desenvolvimento corporal. Como componentes dos alimentos, os minerais participam do sabor, ativam ou inibem as enzimas e outras reações que influem na textura dos alimentos. Dentre os minerais existe outra subdivisão, os macrominerais (necessidade diária: 100 mg ou mais) são eles: cálcio, fósforo, sódio, potássio, cloro, magnésio e enxofre, já os microminerais (necessidade pequena diária – miligramas ou microgramas) que são: ferro, cobre, cobalto, zinco, manganês, iodo, molibdênio, selênio, flúor e cromo.
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Há ainda outros minerais que são tóxicos, assim como o chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio, bário, estrôncio, alumínio, lítio, berílio e rubídio. É importante dizer que o excesso na ingestão de um mineral pode acarretar prejuízos na absorção e utilização de outro. Por exemplo, a absorção de zinco pode ser afetada por suplementação de ferro, enquanto a ingestão em excesso de zinco pode reduzir a absorção de cobre.
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Você pode estar pensando agora no quanto é complicado digamos que “acertar” qual a melhor forma de obter os benefícios e saúde que vem dos minerais, mas não é difícil! O hábito alimentar saudável, portanto, com uma alimentação balanceada e diversificada em todos os tipos de alimentos, normalmente é suficiente para suprir as necessidades nutricionais de minerais.
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Fonte: Temperus Gastronômico
Veja também:
Ferro faz bem para o cérebro das crianças
Cenoura cozida inteira é mais nutritiva
A escolha pelo vegetarianismo
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terça-feira, 4 de maio de 2010

PRINCIPAL CAUSADOR DA HIPERTENSÃO: SAL É VILÃO DA DIETA

Depois da guerra travada contra o tabaco e o açúcar, as autoridades de saúde agora miram suas armas para outro vilão da dieta: o sal. Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde mostra que a proporção de brasileiros com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4% em 2009.
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O levantamento, que entrevistou 54 mil adultos, concluiu que, apesar de terem aumentado em todas as faixas etárias, os casos de hipertensão cresceram sobretudo entre os idosos - 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais apresentam o problema. Em 2006, esse porcentual era de 57,8%.
Pesquisas científicas já comprovaram a relação direta entre o consumo de sal e a hipertensão arterial, um dos grandes males de saúde pública no mundo.
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De acordo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, um brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia, quando o recomendado seria limitar essa ingestão a 6 gramas. Em geral, a quantidade é alta porque, além do sal contido no alimento industrializado, as pessoas não dispensam o saleiro durante as refeições. O consumo de sal tornou-se um assunto de saúde pública.
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A batalha das autoridades contra o uso exagerado de sal esbarra, no entanto, nos argumentos de boa parte da indústria alimentícia. A redução do sal interfere diretamente no sabor dos produtos industrializados, mas não é só. "Ele também é um dos principais conservantes dos alimentos", explica Luiz Aparecido Bortolotto, cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Hipertensão. "Enquanto essa mudança não ocorre na indústria, é preciso concientizar a população a reduzir o sal na alimentação diária. Tirar o saleiro da mesa, usar ervas e outros temperos como alternativa.”
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INIMIGO DA SAÚDE
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O problema do consumo excessivo de sal é que ele provoca retenção de sódio e água nos rins, o que aumenta o volume de sangue em circulação. Com uma quantidade maior de sangue nas paredes das artérias, a pressão arterial fica mais alta. O levantamento divulgado hoje mostra que a doença não é ocorre apenas entre os idosos. Entre a população até 34 anos, 14% dos entrevistados apresentam pressão alta. E a proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) do que entre homens (21,2%).
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A hipertensão é uma doença silenciosa e não apresenta sintomas. Por isso, é importante conferir a pressão pelo menos uma vez por ano. Uma Pressão considerada normal para adultos é aquela igual ou inferior a 12 por 8. Para substituir o sal, utilize alho, orégano, salsa, majericão, cebola, pimenta e outras ervas e especiarias.
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Veja a matéria completa na Revista Veja
Veja também:
Sal em excesso
Cuidado com o sal na alimentação das crianças
Insuficiência renal e alimentação
Especiarias podem ajudar no combate a obesidade
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

AÇÚCAR TAMBÉM PODE ELEVAR COLESTEROL

Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que, assim como uma dieta rica em gordura pode aumentar seus níveis de triglicerídeos e colesterol, a ingestão de açúcar também pode afetar as taxas de lipídios. Para a realização do estudo, foram analisados os níveis de lipídios no sangue em mais de seis mil homens e mulheres adultos.
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Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos de acordo com a quantidade de açúcar e adoçantes calóricos que consumiam diariamente. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular. Esse é o primeiro estudo do tipo para examinar a associação entre o consumo de açúcares adicionados e as medidas de lipídios, triglicérides e colesterol.
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Os cientistas não sabem ao certo que processo está envolvido nessa ligação do açúcar com o colesterol, pois até hoje, o que se sabia era a associação entre o consumo de açúcar e o diabetes. Nos Estados Unidos, o consumo total de açúcar aumentou substancialmente nas últimas décadas, em grande parte devido a um aumento da ingestão de alimentos processados ou preparados para aumentar a o sabor desses alimentos. No estudo, o grupo de maior consumo ingeria uma média de 46 colheres de chá de açúcares "escondidos" nos alimentos por dia. O grupo de menor consumo ingeria uma média de apenas cerca de três colheres de chá por dia.
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Fonte: Uol
Veja também:
Colesterol ou triglicérides: Qual pesa mais na sua saúde?
Colesterol em crianças: Inimigo silencioso
Sem açúcar, mas com muito sabor
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