quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DIA DO NUTRICIONISTA

Contribuir para hábitos saudáveis é a nossa missão!
Parabéns à todos, que assim como eu, se orgulham em ser
NUTRICIONISTA!



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domingo, 28 de agosto de 2011

FEIJÃO MARAVILHA

Não é de hoje que o feijão é um sucesso mundial. Há registros de que esse grão já era cultivado nas Américas 9 mil anos antes de Cristo. De lá, espalhou-se pelo planeta e hoje aparece nas panelas dos cinco continentes, em preparações clássicas e contemporâneas. Vira sopa, salada, cozido, bolinho e até doce.

Da família das leguminosas, o Phaseolus vulgaris, espécie mais comum de feijão, é um alimento quase completo. Possui minerais, vitaminas e proteínas, combate a anemia e, entre outros benefícios apontados por estudos, ajuda a inibir o aparecimento de doenças cardíacas e a diminuir o colesterol.

Na mesa do brasileiro, nem é preciso dizer que o feijão é essencial. É ele que confere aquela “sustança” ao prato nosso de cada dia. Conheça alguns dos mais famosos tipos de feijão e suas preparações:

ROXINHO - Grãos pequenos e arroxeados. Usado para fazer o tutu do virado à paulista. Em Minas Gerais, entra na receita do feijão tropeiro.

PRETO - No dia-a-dia, ele está presente na mesa dos cariocas. No resto do Brasil, entra no preparo da feijoada - com exceção de alguns lugares, como a Bahia, onde o tradicional prato brasileiro é feito com feijão mulatinho. Em compensação, os baianos usam os grãos pretos para fazer o feijão-de-leite, acompanhamento que leva leite de coco e açúcar.

BRANCO - Entra no preparo do cassoulet, a versão francesa da feijaoda. No Brasil, é ingrediente fundamental na dobradinha, em parceria com o bucho de boi. Fica ótimo também em purês e saladas.

FRADINHO - Com grãos pequenos, claros e com olhinhos pretos, é muito popular no Nordeste do Brasil, especialmente na Bahia, onde é usado para fazer a massa do acarajé. Nos Estados Unidos, onde é chamado de black eyed pea, é base da soul food, a culinária afro-americana.

AZUKI - De coloração marrom avermelhada e grãos miúdos, ele é utilizado na cozinha japonesa para fazer recheio de doces. Por seu alto valor nutritivo, é muito consumido por adeptos de dietas vegetarianas. Também é indicado como auxiliar nas dietas de emagrecimento.

CARIOQUINHA - Dizem que o carioquinha ganhou esse nome porque o desenho de sua casca - estrias marrons - lembrava as ondas do calçadão da praia de Copacabana. É usado da maneira tradicional, cozido em água e temperado com cebola, alho, louro e bacon.

Fonte: Revista Casa e Jardim
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sábado, 27 de agosto de 2011

ANVISA DESISTE DE PROIBIR INDICAÇÃO DA SIBUTRAMINA

Depois de seis meses de debate, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltaram atrás e decidiram recomendar a manutenção da sibutramina, remédio usado para emagrecimento, no mercado brasileiro. Em relatório apresentado na quarta-feira para membros da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) da agência, a equipe manteve a decisão de indicar a proibição apenas das drogas dietilpropiona, femproporex e mazindol.

O documento propõe que a sibutramina continue no mercado, desde que sejam respeitadas algumas condições: a droga não pode ser prescrita por um período superior a 60 dias, o paciente tem de ter índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 e ele também terá de assinar um documento em que confirma estar ciente de todos os riscos.

A nova versão do relatório será apresentada para diretores da agência, a quem caberá decidir o destino dos emagrecedores no país. Pela praxe, a diretoria colegiada - formada pelos quatro diretores da Anvisa - segue a recomendação do relatório técnico.

Integrantes da Cateme afirmaram terem sido surpreendidos e se mostraram indignados com as novas indicações. A Cateme foi a responsável pelo primeiro relatório apresentado pela Anvisa, em fevereiro, recomendando a proibição do uso de todas essas drogas. Ontem, em votação unânime, a Cateme foi contrária ao parecer do grupo técnico.

RISCOS E BENEFÍCIOS

A equipe da Anvisa foi questionada sobre as razões da mudança de postura em relação aos emagrecedores. No início do ano, o mesmo grupo defendeu a retirada desses remédios - e a sibutramina era a vilã. O argumento era de que os riscos superavam os benefícios. Essa convicção foi mantida mesmo depois das duas audiências públicas realizadas pela Anvisa para ouvir especialistas e a sociedade.

No último encontro, em entrevista à reportagem, a chefe do Núcleo de Notificação da Anvisa, Maria Eugênia Cury, afirmara: "nenhum argumento ouvido nos encontros trazia um fato novo que mereceria a mudança do parecer". Ontem, Maria Eugênia foi questionada sobre qual seria o fato novo. A resposta foi: "uma decisão da equipe técnica."

O presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, considerou a vitória parcial. "É preciso esperar a decisão da diretoria colegiada da Anvisa. Mas o ideal seria que todos os remédios continuassem no mercado." Ricardo Meirelles, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia concorda. "Não é o melhor dos mundos, mas seria insensato proibirem a sibutramina, afirmou."

Fonte: Revista Veja
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ATENÇÃO ÀS CALORIAS DO LEITE COM CHOCOLATE

As calorias a mais do achocolatado valem os nutrientes que seu filho vai consumir tomando um copo de leite? Essa pergunta está levantando uma discussão em escolas nos Estados Unidos. A questão é a quantidade de açúcar a mais que a criança consome todos os dias, que pode levar à obesidade e a outros problemas de saúde.

Afinal, vale a pena dar leite com chocolate pensando no consumo de cálcio, importante para a formação de ossos e dentes? Depende da quantidade do chocolate e de quantas vezes a bebida é ingerida.

A nutricionista Daniella Mazzaferro, especializada em pediatria do Hospital Sírio-Libanês (SP), afirma que, se seu filho não toma leite, você pode oferecer derivados, como iogurtes e queijos. Agora, se ele só bebe com chocolate, ponha uma colher rasa de sobremesa para 240 ml de leite (se você já coloca muito, vá reduzindo a quantidade aos poucos, para ele não estranhar).

E não se esqueça de redobrar o cuidado se o seu filho estiver acima do peso!

Fonte: Blog Comer é um Barato
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TOMATES PARA TODOS OS GOSTOS


Você sabe de onde vem o tomate? Se a resposta imediata foi Itália, não se preocupe: você não está sozinho. É o país a que a maioria das pessoas costuma associar o fruto. Na verdade, ele surgiu na América do Sul, na região da cordilheira dos Andes, que envolve Peru, Chile, Equador e Colômbia. O tomate foi levado para a Europa entre os séculos 15 e 16, no período das Grandes Navegações, segundo Paulo César Tavares de Melo, professor do Departamento de Produção Vegetal da USP/Esalq e presidente da Associação Brasileira de Horticultura (ABH).

Antes de ser inserido na alimentação, o tomate era visto apenas como uma planta ornamental, de acordo com Melo. “Criou-se um mito de que era uma espécie venenosa”, explica o professor. Graças aos italianos, a história mudou. Foram eles que o denominaram como pomodoro – traduzido, o termo significa “maçã de ouro”. “O formato era muito parecido com o dessa fruta e os primeiros exemplares que chegaram à Europa tinham uma coloração amarela”, diz o especialista. No Brasil, onde foi introduzido principalmente pelos imigrantes italianos, na metade do século 19, virou tomate.

Embora o uso mais comum seja nas saladas, nos sanduíches e molhos, a versatilidade do tomate não para por aí. Diversas receitas – dos mais variados pratos quentes ou frios e até mesmo de drinques, como o clássico Bloody Mary – levam no preparo esse fruto, cujo sabor é um equilíbrio entre açúcares e ácidos. “O tomate que você encontra mais facilmente nos supermercados do Brasil é o Carmen, que dura mais, porém tem um sabor aguado, de baixa qualidade”, afirma o professor Melo. No entanto, existem centenas de variedades em todo o mundo. Em terras brasileiras, oito tipos são mais comuns atualmente.

Clique na imagem, visite o site e confira os diferentes tipos de tomates:

Fontes: Blog Pimenta do Reino e Revista Casa e Jardim

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terça-feira, 23 de agosto de 2011

O PODER DAS ALGAS COMESTÍVEIS

As algas comestíveis são muito conhecidas na China, Coreia e Japão. Atualmente, seu uso se espalhou por todo o mundo e caiu no gosto dos brasileiros, tanto pelo sabor diferente quanto por suas propriedades benéficas para o organismo.

Ricas em carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais essenciais, elas compõem vários pratos e podem ser comidas in natura. De acordo com o sushiman Teruo Togo, existem mais de 20 mil espécies de algas, mas apenas cerca de 50 delas são comestíveis.

“A mais conhecida dos brasileiros é a nori, usada para fazer sushi”, afirma. “Ela é vendida em folhas secas e chega a ter duas vezes mais proteínas do que algumas carnes”.

A alga wakame é menos conhecida, mas é aquela que aparece em sopas como o missoshiro, feita à base de soja. Togo explica que essa alga é a mais utilizada em sopas por causa de seu cozimento rápido. “A wakame também é muito rica em cálcio”, diz. Já a alga kombu, segundo o sushiman, é mais usada em pratos quentes ou feitos com vegetais, como o sukiyaki, e precisa ficar de molho em água durante uma hora antes de ser utilizada.

De acordo com a nutricionista Jéssica Mattos, especialista em alimentação funcional, as algas contêm ainda muitos outros nutrientes interessantes para nosso organismo. “Elas são ricas em iodo, ferro, potássio, cobre, magnésio e zinco”, diz. Entre seus benefícios, ela ressalta o fato de que os carboidratos presentes nas algas agem como fibras no intestino.

“E o melhor é que as calorias das algas são próximas do zero”, afirma. Além disso, segundo Jessica, a maioria das algas contém também caroteno, substância que tem um papel protetor contra células cancerígenas.

E as vantagens das algas não param por aí. Jéssica destaca que elas são ricas em vitaminas do complexo B, sendo inclusive o único alimento de origem vegetal que é fonte de vitamina B12, essencial para a atividade das células nervosas e a replicação do DNA. Por essa razão, as algas podem ser consideradas boas para a prevenção de doenças como anemia, depressão, fraqueza e perda de memória.

Fonte: Terra
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

VEGETAIS DENTRO DA BARRIGA

Se o seu filho não gosta de comer vegetais e legumes, o problema pode ter começado durante a gestação. Pesquisadores de uma universidade na Philadelfia, nos Estados Unidos, revelaram que o que a mãe come durante a gestação pode influenciar as preferências dos pequenos.

O estudo apontou que os sabores dos alimentos ingeridos pela mãe passaram para o bebê pelo líquido amniótico. Alimentos como baunilha, cenouras, alho, anis e menta são alguns dos que passaram da mãe para o bebê, revelou Julie Mennella, uma das responsáveis pela pesquisa, ao Daily Mail. Para comprovar a teoria, os pesquisadores deram cápsulas de alho ou açúcar para as mulheres antes de realizarem um exame de líquido amniótico de rotina. Eles então pediram para voluntários cheirarem as amostras e apontarem quais eram das mulheres que tinham comido alho.

Para eles, o feto consegue “sentir o gosto” do alimento, já que sua sensibilidade depende 90% do cheiro. E isso faria com que a criança guardasse a informação até a hora de ser apresentado aos alimentos sólidos. A pesquisadora Linda Bartoshuk, da Universidade da Flórida, afirma que a pesquisa pode fazer com que as crianças tenham uma alimentação mais saudável no futuro, com gostos para alimentos mais saudáveis desde a gestação.

Durante o estudo, pesquisadores pediram para que as gestantes se dividissem em três grupos: aquelas que tomavam suco de cenoura todos os dias, aquelas que só tomaram o suco durante a amamentação e aquelas que evitaram comer o alimento. Quando os bebês foram apresentados aos alimentos sólidos, aqueles cujas mães tomaram suco de cenoura durante a gestação e amamentação comeram mais cereais de cenoura do que o outro grupo.

Bem interessante, não?

Fonte: Revista Pais e filhos
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

TEM QUE SER RÁPIDO... E SAUDÁVEL!

Uma análise das tendências de consumo realizada pela equipe do nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, professor da Universidade Federal de São Paulo, mostra que parte da população não abre mão de alimentos práticos. O estudo aponta o crescimento de 15% nos gastos com produtos semiprontos na classe C. Entre os itens mais consumidos, destacam-se sanduíches e pizzas.

Outros trabalhos também ressaltam a busca do brasileiro pela praticidade, caso do relatório Brasil Food Trends 2020, que foi elaborado pelo ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos) em parceria com a FIESP e o IBOPE. O corre-corre do cotidiano faz com que o tempo para as refeições fique cada vez mais restrito. Entretanto, os especialistas estão atentos e reforçam a importância do equilíbrio de nutrientes para garantir a saúde e a disposição.

Até mesmo um rápido sanduíche pode ser completo do ponto de vista nutricional, mas ele deve conter o carboidrato, vindo do pão, a proteína e a gordura das carnes ou dos ovos e dos queijos. Também é importante que a preparação traga vegetais coloridos, que ofereçam vitaminas, minerais e fibras, caso do tomate, do pepino, da cenoura, da alface e de outras hortaliças.

Fonte: Trigo e Saúde
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domingo, 31 de julho de 2011

TOMATES ASSADOS RECHEADOS

INGREDIENTES:

- 10 tomates grandes

- 200g de palmito picado

- 1 cenoura pequena ralada no ralo grosso

- 2 colheres (sopa) de cheiro verde picado

- 1 xícara (chá) de maionese light

- Azeite a gosto

- Óleo para untar

- Queijo parmesão light ralado para polvilhar

- Folhinhas de salsa para decorar


MODO DE PREPARO:

Unte uma assadeira média (33x23cm). Reserve. Pré-aqueça o forno em temperatura média (180ºc). Corte uma tampa em cada tomate e retire as sementes, com cuidado para não furar a polpa. Vire os tomates para baixo e reserve até escorrer. Em uma tigela, misture o palmito, a cenoura, o cheiro-verde e a maionese e o azeite a gosto. Recheie cada tomate com essa mistura, polvilhe o queijo ralado e coloque na assadeira reservada. Leve ao forno por 20 minutos ou até dourar levemente. Decore com as folhinhas de salsa e sirva em seguida.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

SEM MEDO DE FRITURAS

Quem não ama frituras? Batata-frita, pastel, salgadinhos e afins, todos são uma delícia. Pena que sejam considerados tão nocivos á saúde. Mas, e se existisse um jeito de tornar as frituras mais saudáveis? Pois saiba que ele existe. Aprenda a transformar esses vilões em aliados de uma dieta saudável.

Em primeiro lugar você deve escolher óleos saudáveis recomendados por especialistas como os de canola, linhaça, coco e castanha-do-pará, conforme ensina a nutricionista Cláudia Campos, de Porto Velho (RO). “Usando óleos saudáveis você garante que o seu alimento tenha menos gordura e calorias”, diz. Além disso, nunca reaproveite o óleo, pois, segundo Cláudia, a repetição da fritura ocasiona a formação da temida gordura trans, responsável pelo aumento dos níveis de colesterol ruim (LDL).

O segundo passo, de acordo com a nutricionista, é se certificar de que o óleo esteja quente, mas não fervendo. “A temperatura do óleo não deve exceder os 190°C”, ela explica. “Assim ele não irá penetrar muito fundo no alimento”, diz. Um jeito de saber se o óleo já atingiu essa temperatura é nunca deixar que ele solte fumaça. “Aquecer demais também faz com que o óleo perca as suas propriedades benéficas, como o ômega-3 e ômega-6”, explica.

Outro passo importante (inclusive para a boa gastronomia) é não encher a frigideira com o produto a ser frito. “Quanto mais cheia a frigideira, mais a temperatura do óleo baixa e ele tende a penetrar demais nos alimentos”, diz. É o famoso efeito “encharcar” que toda boa cozinheira conhece. Por último, quando retirar as frituras da panela, coloque-as sobre papel absorvente para que o óleo seja drenado.

“Fazendo isso, é como se você tivesse usado apenas uma colher de sopa de óleo para fritar”, ensina a nutricionista. Segundo ela, se você seguir os procedimentos adequados, não é mais do que isso que sobra na comida depois da fritura. “Fritar não faz mal, o que faz mal é fritar da forma incorreta”.

Fonte: Terra
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terça-feira, 26 de julho de 2011

APROVEITE OS RESÍDUOS DAS CEBOLAS

Na União Europeia (UE) geram-se, a cada ano, mais de 500.000 toneladas de resíduos de cebola, o que se converteu num problema ambiental. Os resíduos incluem cascas, camadas externas, raízes e talos, assim como as cebolas que não alcançam o tamanho ideal para a sua comercialização e as danificadas.

No entanto, os investigadores acreditam que estes resíduos poderiam ser aproveitados como ingredientes alimentares. A casca e as camadas externas são ricas em fibras e flavonoides, substâncias benéficas para a saúde humana. Vanesa Benítez, investigadora do Departamento de Química Agrícola da Universidade Autónoma de Madrid, destaca que “a solução poderia passar pela utilização dos resíduos da cebola como fontes naturais de ingredientes com alto valor funcional”.

O grupo de investigação, ao qual pertence Benítez, juntamente com investigadores da Univercidade de Cranfield (Reino Unido), identificou em laboratório as substâncias benéficas e possíveis utilizações de cada parte da cebola. Os resultados deste estudo foram publicados na revista Plant Foods for Human Nutrition. O estudo assinala que a casca, por exemplo, poderia ser utilizada como um ingrediente funcional rico em fibras alimentares (principalmente fibras insolúveis) e em compostos fenólicos, como a quercetina e outros flavonóides (metabolitos das plantas com propriedades medicinais).

Segundo os investigadores, “o consumo de fibras reduz o risco de doenças gastrointestinais, cancro do cólon, diabetes tipo 2 e obesidade”. Os compostos fenólicos ajudam a prevenir doenças cardíacas e têm actividade anti-cancerígena. O alto teor destes compostos na casca e nas camadas externas da cebola também lhes confere elevada capacidade antioxidante.

No que respeita às partes internas das cebolas, assim com às cebolas inteiras que são descartadas, os investigadores propõem empregá-las como fontes de frutanos e compostos de enxofre. Os frutanos são probióticos, ou seja, exercem efeitos benéficos para a saúde ao estimular selectivamente o crescimento e a actividade das bactérias do cólon. Os compostos de enxofre inibem a agregação das plaquetas, pelo que facilitam o fluxo sanguíneo e, no geral, melhoram a saúde cardiovascular. Além disso, modificam positivamente os sistemas antioxidantes e anti-inflamatórios nos mamíferos.

Benítez aponta que “os resultados indicam que seria interessante separar as diferentes partes da cebola que são geradas durante o seu processamento industrial (…) e, assim, poderiam ser utilizadas como fontes de compostos funcionais para adicionar aos alimentos”.

Fonte: QUALFOOD
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domingo, 17 de julho de 2011

NOVO CAMINHO PARA O COMBATE A ALERGIA AO LEITE

Descobrir que o seu bebê, já tão indefeso, pode sofrer com diarréias, vômitos e outros distúrbios intestinais depois de tomar leite é muito triste. A alergia ao leite de vaca e derivados acontece por causa da imaturidade imunológica e gastrintestinal dos pequenos durante os primeiros anos de vida.

Ela é a mais comum entre as alergias alimentares, que atingem uma a cada 13 crianças, segundo estudo realizado nos Estados Unidos, e pode durar até os 7 anos, em geral, mas em alguns casos perdura até a idade adulta. “O organismo do bebê reage à presença das proteínas do leite, porque precisa combater as substâncias estranhas que identifica no seu corpo”, afirma a Renata Cocco, pediatra, membro da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

A médica explica que para o tratamento do problema, normalmente, se receita a suspensão total do leite e de seus derivados na alimentação da criança. Entretanto, uma recente pesquisa desenvolvida na Mount Sinai School of Medicine, nos Estados Unidos, aponta um novo caminho para o combate da alergia. Segundo o estudo, a presença de leite em alimentos assados ou cozidos pode ser benéfica para os que sofrem da doença. Como?

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de analisar 88 crianças alérgicas, de 2 a 17 anos de idade. Por um período de cinco anos, elas foram gradativamente apresentadas a alimentos como bolos, waffles e biscoitos, todos com pequenas quantidades de leite em sua formulação. No final do período, 47% das crianças já conseguiam tolerar produtos laticínios como iogurte e sorvete, contra os 22% registrados entre aquelas que suspenderam totalmente o consumo do leite e seus derivados. Os cientistas logo perceberam, então, que a ingestão moderada e gradativa do leite cozido pode acelerar o desaparecimento da alergia, processo que naturalmente acontece com o crescimento da criança.

“Com o calor do cozimento, as proteínas do leite perdem a sua integridade. Por isso a ingestão do alimento cozido em pequenas quantidades acaba funcionando como uma imunoterapia. A criança cria a chamada tolerância oral, que significa a perda da alergia”, explica Renata. Em resumo, é como se essas pequenas doses fossem uma espécie de vacina: ao entrar em contato com tais proteínas, a criança desenvolveria imunidade contra elas. Mas isso não significa que, se o seu filho for alérgico ao leite, você pode fazer esse teste em casa. A especialista adverte que o tratamento só pode ser executado sob a orientação de um médico experiente.

Não confunda alergia ao leite com intolerância à lactose. Apesar dos sintomas semelhantes, a alergia ao leite e a intolerância à lactose são doenças diferentes. A alergia está relacionada às proteínas animais existentes no alimento, enquanto a intolerância diz respeito ao açúcar do leite, a chamada lactose. É importante fazer essa distinção porque seus tratamentos são diferentes. O leite de cabra, por exemplo, pode substituir o de vaca para as pessoas com intolerância à lactose, mas em nenhum caso é indicado para as pessoas com alergia. Converse com o médico do seu filho para ter um diagnóstico correto da doença.

Fonte: Revista Crescer

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