quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

COMO COMER E BEBER SEM PERDER O PIQUE


Eis que, enfim, chegam aqueles dias em que tudo, ou pelo menos quase tudo, é permitido: bebida em excesso, sexo, noites mal dormidas. É Carnaval no Brasil inteiro e serão cinco dias em que o corpo precisa de condições para agüentar o desgaste pelo qual deve passar – isso se você não conseguir escapar para a Riviera Francesa, claro. 

O nutrólogo e médico Abib Maldaun, um dos pioneiros da medicina ortomolecular no Brasil, fez uma série de recomendações para que todo folião tenha fôlego suficiente para aguentar o período da farra. “É necessária uma dieta rica em alimentos naturais, com muitas frutas e verduras. O carboidrato também é imprescindível, como pães e macarrão, já que este tipo de alimento se transforma rapidamente em energia”.

O QUE NÃO PODE FALTAR?
 
Abacate, uva e manga, frutas ricas em carboidrato para gerar energia ao organismo. É simples, é só não se descuidar. Mais: verduras mais escuras como o brócolis, chicória e almeirão que, além de serem fibras, auxiliando na digestão, possuem silimarina, um protetor hepático que ajuda a detoxificar o fígado. Outros dois segredos para dar aquela revigorada são duas raízes: “O nabo, fonte de energia, podendo estar presente na forma de salada, e o gengibre, adicionada a sucos e vitaminas”, diz Maldaun. 

Alguns compostos, com orientação médica, também podem trazer benefícios para o corpo durante o Carnaval. São eles o ginseng, um antioxidante e estimulante do organismo, o ácido fólico, que auxilia na captação das hemácias aprimorando a oxigenação celular e a vitamina D e o magnésio, que atuam na produção de massa magra proporcionando um melhor desempenho no período.

E O ÁLCOOL?

Em pouca quantidade, para quem vai acompanhar blocos e trio elétricos, “o álcool se torna um combustível neurotóxico, uma droga captada pelo cérebro que se transforma rapidamente em açúcar, transformada pelo organismo em energia. O excesso é claro, como em todas as ocasiões, oferece danos à saúde. E é sempre deixar bem claro que a ingestão de água se torna um dever em períodos de excesso”, completa o nutrólogo.

Veja a matéria completa em: Globo.com
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ÓLEO DE COCO EMAGRECE MESMO?


O óleo de coco é uma das substâncias mais comentadas do momento. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, adicionaram o óleo de coco virgem a bolinhos, consumidos por voluntários.O estudo mostrou que aqueles que ingeriram os bolinhos emagreceram além do esperado. Na região do abdômen, a perda de centímetros foi sete vezes maior, quando comparada ao grupo que não incluiu o óleo de coco na rotina alimentar.

A nutricionista Adriana Castro, da clínica Club Corpus, explica que “a gordura de coco é capaz de gerar calor e queimar calorias, favorecendo a perda de peso”. O médico Guilherme Giorelli, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) lembra que “o óleo também é indicado para diminuir os triglicérides e o mau colesterol (LDL), aumentar o bom colesterol (HDL) e por sua característica anti-inflamatória”.

CONFIRA AS DICAS PARA CONSUMO:

QUANTIDADE IDEAL: Para quem deseja emagrecer, a nutricionista Adriana Castro aconselha a ingestão de até quatro colheres de sopa por dia. “Essa quantidade diminui o apetite e favorece a perda de peso, já que eleva o gasto energético do organismo. Quem segue dietas com restrição de gorduras deve começar com uma dose de meia colher de sopa ao dia e aumentar o consumo gradualmente”, pondera. Ela reforça que o óleo de coco não é um medicamento e, sim, um alimento complementar. Sendo assim, é preciso consumi-lo todos os dias para perceber os benefícios.

COMBINAÇÃO COM OUTROS ALIMENTOS: Segundo Adriana, “o óleo de coco virgem tem sabor agradável e pode ser consumido puro. Ele também não altera o sabor de outros alimentos, o que permite usá-lo em substituição ao óleo de soja ou canola, e ainda misturá-lo em sucos e vitaminas, como tempero para saladas ou na receita de bolos e doces". O nutrólogo Guilherme Giorelli completa: “Nas refeições ricas em carboidrato, o óleo de coco virgem pode diminuir o índice glicêmico da refeição, deixando o prato mais saudável”.

ÓLEO DE COCO X ÓLEO DE COCO VIRGEM: É importante ressaltar que os benefícios estão no óleo de coco virgem. "O óleo de coco é dividido em duas categorias: refinado e virgem. A versão refinada é obtida a partir do coco seco (sem umidade), chamado de copra, e não mantém suas propriedades benéficas. O óleo de coco virgem é obtido, por processos físicos, a partir de cocos frescos (de casca marrom) e úmidos. O alimento passa pelas etapas de prensagem e filtração, preservando seus fitoquímicos naturais”, diz Adriana Castro. A nutricionista informa que o óleo virgem pode ser preparado em casa.

CÁPSULAS DE ÓLEO DE COCO VIRGEM: Guilherme diz que “as cápsulas de coco ainda necessitam de estudos clínicos para comprovar sua ação benéfica”.

DEMAIS INDICAÇÕES: De acordo com Adriana, o óleo de coco virgem é capaz de prevenir certas doenças. “De todas as gorduras vegetais, a de coco apresenta a maior concentração de ácido láurico - mesmo ácido graxo presente no leite materno. O óleo de coco virgem melhora a absorção dos nutrientes, elevando todas as defesas do organismo. Ele também age na prevenção e no combate de fungos, como a cândida, e parasitas, como a giárdia", complementa. A nutricionista diz que o óleo de coco também regula a função intestinal, combate a fadiga crônica e a fibromialgia e ajuda no controle da diabetes, já que não estimula a liberação de insulina.  

Fonte: Saúde gnt




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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ELES PARECEM SAUDÁVEIS, MAS NÃO SÃO...


Há alimentos comprados prontos com a promessa de serem mais naturais e saudáveis, quando, na verdade, são fontes de gordura, açúcar, conservantes e outros componentes que podem estragar a dieta e a saúde. Confira os produtos perigosos à saúde e que precisam de atenção na hora da compra e do consumo:

SUCO DE CAIXINHA: O rótulo pode até ter as frases "feito com polpa natural de fruta" e "sem adição de açúcar", mas a maioria dos sucos comprados prontos apresenta alta quantidade de conservantes e corantes. A melhor opção é sempre preferir fazer o suco da fruta natural, já que os produtos industrializados perdem parte dos nutrientes durante o preparo e armazenamento. 

LANCHE NATURAL: É claro que é melhor escolher um lanche natural no lugar de uma coxinha frita ou de um croissant gorduroso, mas cuidado com os ingredientes desse lanche. Os vendidos prontos no mercado costumam estar cheios de maionese, sem contar que o pão geralmente não é integral e o queijo pode ser amarelo, ou seja, com maior teor de gorduras. A maioria desses sanduíches prontos também não tem tomate, alface ou cenoura ralada.

IOGURTE COM SABOR: As opções de sabores são diversas: ameixa, mamão, frutas vermelhas, graviola... Mas nem sempre o sabor é da fruta natural, e sim de aromatizantes artificiais. Embora muitos deles sejam desnatados (com teor reduzido de gordura), eles também são ricos em açúcar.

CEREAL MATINAL SEM AÇÚCAR: Granola e outros cereais podem ser encontrados sem açúcar - o que, de fato, já deixa o produto mais saudável. Outro vilão, porém, é o sódio usado para aumentar a data de validade do produto.

BISCOITO DE ÁGUA E SAL: Outro produto campeão de sódio: "Muitas pessoas consomem o biscoitinho de água e sal pensando ser melhor que o pão. Mas, dependendo da quantidade consumida, é melhor ficar com o pãozinho frânces, que terá praticamente o mesmo valor calórico", afirma a nutricionista Nathália Guedes. Prefira as versões integrais e tenha o cuidado de não devorar metade do pacote a cada lanche ou café da manhã.

BARRINHA DE CEREAL: "Algumas marcas têm alta quantidade de açúcar e podem ultrapassar o limite ideal de calorias para um lanche da manhã ou da tarde", conta Nathália Guedes. Por isso, fique atento ao rótulo: a nutricionista Graça explica que as barrinhas têm que ficar com o teor de fibra entre 1 e 7g por barra, para não aumentar o índice glicêmico e não contribuir com o acúmulo de gordura no abdômen e no quadril. 

PEITO DE PERU E ATUM EM LATA: É consenso entre as nutricionistas de que o peito de peru é uma opção melhor do que presunto suíno, salame e mortadela. "É sempre importante, no entanto, comparar as marcas, que diferem bastante na quantidade de gordura e, principalmente, de sódio", recomenda a nutricionista Nathália. Além disso, o alimento apresenta conservantes químicos e, segundo alguns especialistas, pode conter substâncias cancerígenas. Quanto ao atum, outra fonte importante de proteína, é mais saudável optar pelo armazenado em água - em vez de óleo - e moderar na frequência do consumo, já que o produto também é rico em sódio.  

SOPA DE PACOTE: Além de pobre em nutrientes, o produto é um dos mais ricos em sódio - alguns contêm quase 1 grama desse componente na porção, sendo que a recomendação diária de sal é de 4 a 6 gramas por dia.  

Fonte: Yahoo


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

METAIS TÓXICOS PODEM CAUSAR MAU HUMOR

Segundo a nutricionista Paula Gandin, o estresse e a má alimentação são fatores que podem desencadear o mau humor. “Isso acontece por que eles dificultam a atividade dos neurotransmissores cerebrais, que são responsáveis pela sensação de bem estar”, diz a nutricionista.

De acordo com Paula Gandin, metais tóxicos também podem exercer influência no cérebro, causando mau humor. “O arsênico que está presente na fumaça de automóvel e em  alguns estabilizantes de madeira também causa esse problema. 

Recentemente, uma publicação do Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, observou uma quantidade de arsênico em sua forma mais tóxica, presente em carnes de frango por causa da utilização de certo tipo medicamento que chegava a esses animais”, explica a nutricionista.

Paula Gandin diz que o mercúrio que está presente em maior quantidade alguns peixes como o atum e cação pode também atrapalhar a atividade do neurotransmissor serotonina. “Por isso é importante que a pessoa com mau humor crônico faça uma análise para investigar a possível presença desses metais tóxicos no organismo”, recomenda a nutricionista. 

Fonte: Saúde gntPartilhar

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AÇÚCAR DEVE SER CONTROLADO ASSIM COMO ÁLCOOL E TABACO


Segundo artigo publicado nesta quinta-feira na conceituada Revista Nature, o açúcar deve ser controlado da mesma maneira que o álcool e o tabaco como forma de proteger a saúde pública. O relatório, feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, considerou que os prejuízos provocados pelo consumo exagerado do açúcar estão contribuindo para a pandemia global que se tornou a obesidade e, consequentemente, para o aumento da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

Os dados do relatório revelam que o consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e que esse quadro é um dos grandes responsáveis pelo aumento do número de obesos. Mas, segundo os pesquisadores, a obesidade pode não ser um marcador para os danos provocados por efeitos tóxicos do açúcar, o que ajudaria a explicar o porquê de 40% das pessoas com síndrome metabólica, que pode levar ao diabetes, a doenças cardíacas e ao câncer, não serem clinicamente obesas.

CALORIAS E TOXIDADE

Os cientistas que desenvolveram o estudo formaram um grupo interdisciplinar composto por especialistas em endocrinologia, saúde pública e sociologia. Segundo os pesquisadores, os prejuízos do açúcar vão além do excesso de calorias e do ganho de peso. Se consumido em grande quantidade, o que não é incomum principalmente nos países ocidentais, ele pode alterar o metabolismo do indivíduo, aumentando sua pressão arterial, interferindo no funcionamento dos hormônios e provocando danos significativos ao fígado. Esses problemas de saúde, de acordo com o relatório, são semelhantes aos provocados pelo excesso de álcool.
 
“Assim como existem gorduras boas e más, há calorias boas e ruins. O açúcar, além de calórico, é tóxico. Mas, enquanto as pessoas o considerarem apenas como ‘caloria vazia’, não haverá resolução dos problemas vindos do seu excesso de consumo”, afirma Robert Lustig, professor da UCSF e um dos autores do estudo. “Porém, mudar padrões como esse é muito complicado”.

FORMAS DE CONTROLE

Os autores do relatório ainda chamam a atenção para o fato de que medidas individuais de redução de açúcar não são suficientes para que o problema acabe. Eles defendem que soluções ambientais e sociais, assim como as que foram tomadas em relação ao álcool e ao tabaco, são fundamentais. Medidas como cobrança de impostos sobre vendas, controle do acesso e maiores exigências em relação ao licenciamento de lugares que vendem alimentos com alto teor de açúcar em escolas, por exemplo, são algumas das sugeridas pelo documento.

“Não estamos falando de proibição e nem defendendo uma imposição maior do governo na vida das pessoas”, afirma Laura Schmidt, professora da UCSF e outra autora do estudo. “Nós estamos considerando maneiras suaves para tornar o consumo de açúcar um pouco menos conveniente. O que buscamos é aumentar as opções e o acesso a alimentos que não sejam tão carregados em açúcar”, diz a professora.

Fonte: Revista Veja

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

DOSE DIÁRIA DE REFRIGERANTE DIET AUMENTA RISCO DE ATAQUE CARDÍACO E DERRAME

Uma nova pesquisa desenvolvida pela University of Miami Miller School of Medicine e pela Columbia University Medical Center aponta que beber uma única lata de refrigerante diet todos os dias pode aumentar o risco de um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral. 

Além disso, as bebidas, que são consideradas teoricamente como mais saudáveis, podem criar danos ao fígado e diabetes. As informações foram publicadas pelo Daily Mail.

Os pesquisadores afirmaram que aqueles que bebem refrigerante diet são 43% mais propensos a terem esses problemas de saúde do que aqueles que não bebem. Uma análise prévia dessas bebidas mostrou que esses refrigerantes, que têm uma grande quantidade de adoçantes artificiais, também podem causar doença hepática semelhante à causada pelo alcoolismo crônico.

Bebidas diet gaseificadas são comercializadas como uma opção saudável porque têm menos calorias do que os refrigerantes normais, mas seus benefícios à saúde permanecem obscuros, com algumas pesquisas que sugerem que eles acionam ainda mais o apetite das pessoas.

PESQUISA

A equipe de investigação estudou todos os tipos de refrigerantes consumidos pelos 2.564 participantes, durante um período de 10 anos. Segundo pesquisadores, os mecanismos pelos quais os refrigerantes podem afetar eventos vasculares não são claros. 

Fonte: Terra
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OBESIDADE INFANTIL AUMENTA NO BRASIL

Com que idade as crianças começam a ter problemas com a balança? Uma nova pesquisa mostrou que isso acontece cedo: o número de brasileiros de 5 a 9 anos com obesidade e sobrepeso está aumentando. 

Os dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foram analisados pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Para se ter uma ideia: 16,6% das meninas e 11,8% dos meninos nessa faixa etária estão obesos. Já em relação ao sobrepeso, os atingidos são 34,8% dos garotos e 32% das garotas.

Quando comparado aos índices de 1989, dá para perceber como a situação se agravou. Naquele ano, as crianças obesas representavam 4,1% dos meninos de 5 a 9 anos e 2,4% das meninas. Mas, afinal, por que esse aumento ocorreu? Existem diversas tentativas de explicá-lo. “Nessa idade, as crianças têm livre acesso às guloseimas", explica Marcelo Reibscheid, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

“Elas já vão sozinhas à despensa, por exemplo." E também podem comer o que não devem na escola, na casa do amigo, etc. Outro motivo que causa o aumento de casos de obesidade infantil é a falta de disponibilidade dos adultos. “Atualmente, os pais não têm tempo para acompanhar a refeição das crianças, porque trabalham muito”, relata Reibscheid. E isso facilita a ingestão de frituras e comidas prontas, por exemplo. 

O endocrinopediatra Eurico Mendonça, do Hospital Infantil Sabará (SP), concorda. "Como são os adultos que controlam a alimentação dos pequenos, principalmente nesta fase em que a obesidade mais cresce em nosso país, não é difícil identificar quem está errando nesta história”, alerta. De acordo com o especialista, além da maior oferta e variedade de guloseimas calóricas, os pais resistem em enxergar os quilos extras nos filhos.

COMO EVITAR QUE AS CRIANÇAS ENGORDEM

A melhor forma para orientar a alimentação ainda é pelo exemplo. “Refeições em família, preparo da comida com a ajuda das crianças e mudança de hábitos envolvendo os moradores de uma mesma casa costumam ser eficazes na guerra contra a balança ainda na infância”, recomenda Mendonça. Não tem jeito: a família inteira tem de seguir uma dieta balanceada.

O pediatra Reibscheid, que tem dois filhos, dá outra dica que ele próprio já testou: nada de comprar guloseimas em quantidade. "Lá em casa, só compramos doces aos finais de semana", conta. Assim, quando os pais não estão por perto, as crianças não caem na tentação de atacar a geladeira. 

A obesidade traz muitos problemas na infância, você já sabe. “Os gordinhos costumam ser vítimas de bullying. Além disso, vão ter tendência a ser obesos na adolescência”, explica o pediatra. “Esses jovens com sobrepeso ou obesos são pequenas bombas-relógios para as temidas doenças cardiovasculares. Desde a infância podem apresentar os fatores de risco para as doenças cardiovasculares do adulto, como colesterol elevado, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial”, completa Mendonça.

Por isso, além de cuidar da alimentação do seu filho, estimule-o a praticar atividades aeróbicas (esportes e brincadeiras estão incluídos aqui!) pelo menos três vezes por semana. Assim, ele vai ficar de fora dessa terrível estatística.

Fonte: Revista Crescer


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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

POR QUE O PESO VOLTA?


As pesquisas mostram que três de cada dez pessoas que fazem dieta já tentaram perder peso antes, usando outro método, e voltaram a engordar. O problema é velho conhecido de gordinhos, médicos e nutricionistas – e é investigado por cientistas do mundo todo. Com a perda de peso, o corpo cria reações para recuperar a gordura que ele acha necessário manter. 

“A explicação mais lógica é que pressões evolucionárias selecionaram genes que fazem nosso corpo lutar para manter a gordura”, afirma o endocrinologista americano Michael Rosenbaum, pesquisador da Universidade Colúmbia. “Isso nos tornou mais resistentes a períodos de escassez e aumentou nossas chances de sobrevivência.” Estudos recentes sugerem que o fenômeno pode ser resultado também de transformações causadas pela obesidade.

A descoberta mais recente foi anunciada na edição deste mês do The Journal of Clinical Investigation. Dois grupos de pesquisadores concluíram que a obesidade modifica uma região do cérebro chamada hipotálamo. Entre outras funções, ela é fundamental no controle do consumo e gasto de calorias. Os pesquisadores da Universidade de Washington e do Beth Israel Deaconess Medical Center, ambos nos Estados Unidos, descobriram que áreas específicas do hipotálamo ficam inflamadas depois que pessoas e animais são submetidos a uma dieta rica em gordura. 

A capacidade de gerar novas células nessa região também é afetada. Isso provoca problemas no funcionamento desse circuito cerebral. Esses danos podem explicar por que os quilos a mais continuam a voltar depois da dieta. “É possível que se forme uma espécie de cicatriz no hipotálamo, que tornaria as transformações no metabolismo irreversíveis”, diz o endocrinologista americano Michael Schwartz, autor de uma das pesquisas.

Em outubro, o médico australiano Joseph Proietto publicou um estudo mostrando que, depois da dieta, os níveis dos hormônios que regulam a fome e a saciedade haviam mudado para pior em 50 pacientes que tinham emagrecido. A substância que estimula a fome aumentara no organismo, enquanto a dos hormônios da saciedade tinha diminuído. O organismo dos ex-gordinhos os estimulava a comer mais do que antes de começar a dieta. “Essas pessoas precisam aprender a não se sentir culpadas por ganhar os quilos extras novamente“, diz Proietto.

Os novos estudos sugerem que quem já foi obeso precisará lutar mais contra a balança. Médicos que acompanham um grupo de 10 mil ex-gordinhos americanos que conseguiram manter o novo peso descobriram que o segredo deles é simplesmente comer menos que as outras pessoas – entre 50 e 300 calorias diárias a menos. 

Os pesquisadores Rudolph Leibel e Michael Rosenbaum, da Universidade Colúmbia, chegaram a uma conclusão semelhante. Pacientes que perderam peso e mantiveram a silhueta esbelta tinham de comer, diariamente, entre 250 e 400 calorias a menos que pessoas que nunca foram gordas. A dose de exercício também precisa ser maior. Estudos sugerem que os músculos de quem já foi obeso se contraem mais devagar e gastam menos energia. Isso significa que as atividades físicas consomem até 50% menos calorias.

As pesquisas parecem desanimadoras, mas trazem um conhecimento importante para terminar com o vaivém constante dos quilos extras, chamado de efeito sanfona. O recado é que manter-se magro exigirá esforço extra e duradouro. 

Fonte: Adaptado da Revista Época


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sábado, 28 de janeiro de 2012

COUVE-FLOR: ALTO POTENCIAL NUTRITIVO


Em geral, as crianças fazem careta ao se depararem com a couve-flor no prato. E, se não houver um bom incentivo à sua entrada nas receitas desde a infância, é bem possível que elas cresçam sem aproveitar mesmo os grandes benefícios do alimento. Afinal, também não é todo adulto que aprecia esse tipo de comida.

É comum, no entanto, que mesmo quem já esteja acostumado com o sabor da couve-flor não aproveite todo o seu potencial nutritivo. Isso porque uma das partes do alimento é normalmente dispensada durante o preparo: as folhas. Em vez de irem para o lixo, elas podem ser lavadas como qualquer verdura e integrar as receitas sem problemas, oferecendo boas doses de ferro e se tornando um aliado na prevenção da anemia – nas mais diversas faixas etárias.

Uma dica para fazer a couve-flor mais atraente, aliás, é não cozinhá-la durante muito tempo. Além de isso facilitar a perda de nutrientes, a fervura em excesso escurece o alimento, deixando-o menos apetitoso. Depois de um tempo na água, a couve-flor amolece, desmancha fácil e perde sabor. Assim, o ponto ideal para retirá-la da panela é enquanto ainda está levemente crocante. 

Entre os principais nutrientes da couve-flor, a nutricionista Christina Teixeira, de São Paulo, destaca a vitamina C. “A vitamina C tem propriedades antioxidantes, fortalecendo as defesas do organismo e atuando, inclusive, na prevenção de tumores”, diz a nutricionista. Além da vitamina C, a couve-flor é rica em fibras, o que auxilia na prevenção da constipação (prisão de ventre) e favorece a sensação de saciedade durante as refeições, evitando que se coma em exageros. O alimento ainda conta com vitamina B1, B2, B3, B5, B6 e K, além de minerais como magnésio, fósforo e potássio, importantes para a saúde do organismo.

Outra vantagem são os efeitos diuréticos, que ajudam no caso de pessoas que sofrem com retenção de líquidos. A presença de ácido fólico – substância essencial para o bom desenvolvimento do feto – também faz do alimento uma opção interessante na dieta de mulheres grávidas. 

“Além de rico em nutrientes, a couve-flor é um alimento de baixas calorias, o que é muito bom para quem está procurando manter ou perder peso, sem abrir mão da saúde e dos nutrientes essenciais”, explica Christina. Cada 100 gramas de couve-flor contêm 35 calorias.  Para conservar os nutrientes, o melhor modo de ingerir o alimento sem perder as propriedades, é consumindo a couve-flor cozida, de preferência, no vapor.


Fonte: Adaptado do site Terra


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ALÉM DA VONTADE


Aquela vontade repentina de comer algum alimento em especial, principalmente doces, pode ser muito mais do que um simples desejo. Esse sentimento incontrolável, que atinge não só as mulheres em períodos de oscilações hormonais, como na gestação ou na TPM (tensão pré-menstrual), mas também pessoas que sofrem com problemas de peso, é chamado de CRAVING. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o craving é um desejo de repetir uma determinada experiência em função dos efeitos neuroestimulantes de certas substâncias em nosso organismo, como os efeitos de alguns alimentos.

É, portanto, uma “fissura” por por alimentos que aumentam os níveis de alguns neurotransmissores, como a serotonina e a endorfina - que proporcionam prazer imediato."Por incrível que pareça, o local do cérebro estimulado por esse tipo de alimento (doces, chocolate, massas, etc) é o mesmo estimulado pelos dependentes químicos (em níveis mais elevados), ou seja, o mecanismo é o mesmo”, explica a nutricionista funcional, Luciana Harfenist, diretora da clínica de nutrição multidisciplinar que leva seu nome.

O craving incide com maior frequência sobre as mulheres por causa do ciclo hormonal. No caso dos obesos, existe uma alteração na regulação da fome, por causa de dietas muito restritivas e hábitos alimentares totalmente inadequados e ricos em gordura saturada, carboidratos com alto índice glicêmico, excesso de sódio e outras substâncias químicas. Portanto, seguir uma rotina saudável, aliando uma dieta balanceada à prática de atividades físicas prazerosas, como a corrida, é uma boa dica para fugir dessa compulsão alimentar.

Para a nutricionista, deficiência de vitaminas, dieta rica em alimentos com alto índice glicêmico e jejum prolongado também ajudam a descontrolar os níveis de ansiedade. “Tudo isso pode contribuir para o surgimento de sintomas relacionados ao craving. Além de influenciar a química cerebral, essas dietas provocam alterações na concentração de ácidos graxos, decorrentes da ansiedade e da perda rápida de peso, que podem contribuir para o desenvolvimento deste problema”, revela Luciana.

COMPULSÃO, SIM OU NÃO?
 
Apesar de serem semelhantes, o craving e a compulsão alimentar são problemas diferentes. A compulsão alimentar envolve aspectos emocionais, comportamentais e pode ser influenciada pela rotina. “Já o craving está relacionado diretamente à diminuição de neurotransmissores que ativam o sistema de recompensa pela liberação de dopamina”, exemplifica Luciana. No entanto, o craving alimentar pode ser corrigido com alimentação balanceada e a suplementação de alguns nutrientes, depois de uma avaliação nutricional e, se necessário, psicológica.

LEMBRE-SE!
 
Beber bastante água, comer de 3 em 3 horas e de 3 a 4 porções de frutas ao dia é o ideal. Dar preferência aos carboidratos complexos (arroz, aveia, feijão, massas, batata, milho, pão), aumentar a ingestão de fibras e evitar alimentos e substâncias que estimulam de forma prejudicial o sistema nervoso central, como bebidas com cafeína em excesso (café preto, chá preto, mate, guaraná natural, guaraná em pó, refrigerantes etc), chocolate ou achocolatados, açúcar refinados e doces simples, adoçante com base de aspartame, alimentos ou substâncias com glutamato monossódico (embutidos, defumados, industrializados de forma geral, molhos prontos), amendoim e bebidas alcoólicas.

“Sempre que comer chocolate, preferira o amargo em função da maior concentração de substâncias que atuam na saciedade”, indica Luciana, que reforça a importância da prática regular de atividades físicas.

Fonte: O2 por minuto 
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

COMO PARAR DE COMER DEPOIS DE JÁ ESTAR SATISFEITO

Nem sempre é fácil controlar o apetite e evitar comer além do necessário. Mas o corpo muitas vezes dá sinais de que é hora de parar. Quando perceber tais sinais, mas ainda se sentir tentada a continuar a comer, o ideal é utilizar alguns truques para avisar seu cérebro que já está satisfeito (a).

COMA HORTELÃ: Coma um pedaço da folha, uma menta, uma xícara de chá, ou até mesmo faça bochechos com sabor de hortelã após as refeições. A hortelã vai inundar seus sentidos e manter sob controle os seus instintos. Como um supressor natural do apetite, ajuda a controlar seus desejos e evitar excessos após as refeições.

LEVANTAR-SE E MOVIMENTAR-SE: É mais difícil continuar a comer se você estiver longe do alimento. Assim, quando terminar a refeição, levante da cadeira e caminhe para outro ambiente. A melhor maneira de deixar o seu corpo saber que é hora de parar de comer é mudar de local. Passe da cozinha para a sala de estar e se ocupe de outras tarefas.

COMA ALGO DOCE: Às vezes basta uma colher de algo doce para conter a vontade de continuar comendo e finalizar a refeição. Ao invés de comer um cookie, escolha algo saudável. Alimentos à base de água ajudam a saciar. Coma uma porção de melancia, frutas em gomos ou uma semente de romã.

FAÇA PLANOS PARA DEPOIS DAS REFEIÇÕES: Se você tiver algo para fazer após a refeição, fica mais fácil evitar segundos desnecessários à mesa e deixar de comer quando estiver satisfeito. Não precisa ser algo grandioso, basta planejar algo para fazer. Isso o ajudará a manter o foco em outra coisa e parar de se alimentar.

Fonte: Terra Partilhar

domingo, 22 de janeiro de 2012

CARNE PROCESSADA AUMENTA RISCO DE CÂNCER NO PÂNCREAS

 Segundo um novo estudo publicado no British Journal of Cancer, o consumo de grande quantidade de carne processada pode aumentar o risco de câncer de pâncreas. A pesquisa foi desenvolvida pela Fundação Sueca do Câncer e pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e concluiu que ingerir todos os dias uma quantidade do alimento equivalente a apenas uma salsicha já é suficiente para aumentar as chances da doença.

Os autores do estudo analisaram outras onze pesquisas que envolviam ao todo mais de 6.000 participantes. Eles concluíram que pessoas que comem 50 gramas de carne processada diariamente, quantidade que corresponde a duas fatias de bacon ou a uma salsicha, têm 19% mais chances de desenvolverem câncer de pâncreas do que quem não consome o alimento. O risco aumenta em 38% para aquelas que consomem 100 gramas de carne processada ao dia e 57% para as pessoas que ingerem 150 gramas do alimento.

CARNE VERMELHA

Quando os pesquisadores foram analisar a relação entre o risco de câncer de pâncreas e o consumo de carne vermelha, os resultados foram inconclusivos. Isso por que a ingestão do alimento elevou as chances da doença entre os homens, mas não entre as mulheres. O estudo mostrou que homens que ingeriam 120 gramas de carne vermelha ao dia tinham 29% mais chances de desenvolverem o problema quando comparados com aqueles que não consumiam o alimento.

"O câncer de pâncreas dá pouca sobrevida (95% morrem no período de até cinco anos após o diagnóstico). Portanto, assim como diagnosticá-lo cedo, é importante entender o que pode aumentar o risco da doença”, afirma Susanna Larsson, autora do estudo. "Se a dieta afeta o risco de câncer de pâncreas, então isso poderia influenciar as abordagens de campanhas de saúde pública para ajudar a reduzir o número de casos da doença".

Para os pesquisadores, estudos maiores ainda são necessários para que se possa afirmar que a carne é, de fato, um fator de risco para o câncer de pâncreas. "Nós sabemos que estilo de vida e tabagismo estão muito ligados ao câncer de pâncreas. Parar de fumar é a melhor maneira de reduzir as chances da doença e de outros problemas de saúde também", diz a diretora de informação do Cancer Research UK, do Reino Unido, Sara Hiom.

Brasil – Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pâncreas é responsável por 2% de todos os casos de câncer diagnosticados no Brasil e por 4% das mortes por câncer. É raro aparecer entre pessoas com menos de 30 anos e é mais comum entre os homens. De acordo com dados do Instituto, em 2009 foram registrados 9.320 novos casos da doença no país e, no ano de 2008, o câncer de pâncreas matou 6.715 pessoas. O Inca indica que não fumar, não exagerar nas bebidas alcoólicas e adotar uma dieta balanceada são medidas capazes de prevenir o câncer.

Fonte: Veja Partilhar