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quarta-feira, 3 de abril de 2013

COMENDO POR DOIS, TRÊS OU MAIS

No momento em que o casal decide engravidar, a mulher deve imediatamente pensar em planejar na sua saúde física e mental. Não adianta engravidar de qualquer jeito. Sabemos que “acidentes” acontecem com muito mais frequência do que gostaríamos. Ao mesmo existe uma grande parcela de mulheres que percorre um longo caminho até conseguir realizar este sonho. Ajuda muito estar com a cabeça boa e sem muitas ansiedades. 

Quantas histórias você já ouviu do casal que depois que ganhou o Gucci, um lindo Shitzu de presente, engravidou logo depois. Para aqueles que estão flertando com a ideia de aumentar a família, o ideal é procurar um clínico geral ou obstetra e iniciar um check-up. 

A obstetra provavelmente vai iniciar a futura mamãe em vitaminas específicas. Todos esses procedimentos são apenas o primeiro gostinho do que vem por aí. Quando o bebê estiver a caminho (ou bebês, né?) um mundo novo vai se abrir para o casal. Se mente sana é muito desejável, um corpo em dia é igualmente preferível. 

Desnutrição não é termo que se usa só para os magros, mas para qualquer pessoa que não tenha seu metabolismo funcionando igual a um relógio suíço. A magreza, assim como a obesidade, são fatores de infertilidade e sérios problemas para a saúde. A gestante abaixo do peso ou que não ganha peso e a gestante acima do peso e que ganha peso rapidamente, inspiram os mesmos cuidados. 

ALGUMAS DICAS SIMPLES AJUDAM QUALQUER FUTURA MAMÃE A NÃO SAIR DA LINHA: 

1- Faça avaliação física, não pule exames e siga as orientações do seu obstetra e nutricionista. Se ainda na fase de planejamento, procure engravidar depois de ter perdido os 10 quilos que almeja, de ter baixado o colesterol, de desistir da dieta das papinhas de Hollywood. Acredite, você vai comer muita papinha depois que o seu filho nascer;

2- Não pule refeições. Comer ajuda a manter seu corpo funcionando melhor, grandes períodos de jejum podem causar sonolência, desmaio, hipoglicemia, enjoos, mal-estar, entre outros;

3- Procure trocar o pão e macarrão comuns pela versão integral, muito mais nutritivos e ricos em fibras; 

4- Repare em quantas porções de vegetais e frutas você come diariamente;

5- Os desejos devem ser respeitados, mas nada de ter desejo de brigadeiro de panela toda semana; 

6- Tenha a água, ou melhor, o gelo como aliado. Congele frutas picadas em formas de gelo, pois elas refrescam diminuindo o enjoo e a necessidade de doce a todo o momento;

7- Faça um diário alimentar. Nos dois primeiros trimestres o ideal é chegar a mais 100 calorias/dia para o bebê, e depois 300 calorias, sendo assim, pise no freio; 

8- Faça escolhas saudáveis e inteligentes. Perceba o que te satisfaz; se qualidade, sabor ou quantidade; 

9- Fique de olho na quantidade de sal, nada de usar saleiro em casa ou na rua;

10- Beba bastante líquido. Se antes do bebê sua dose era de 2 litros, pode colocar mais uma garrafa nessa história. A dica é levar sempre uma garrafinha com você. A água estará sempre a mão e vira desculpa: se você não está fazendo nada, se está esperando em alguma fila, beba água;

11- Coloque atividade física na sua vida. Fale com o seu obstetra e veja se ele libera caminhadas leves, hidroginástica ou yoga. Mexa-se. 

No mais, passe esses nove meses se mimando muito. Massagens, comprinhas, drenagem linfática, cremes, velas perfumadas. Curta muito o seu marido. Façam passeios, pequenas viagens, namorem bastante. Afinal, depois disso, vocês vão passar o resto da vida mimando seu filhotinho.

Fonte: Mundo Ovo

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

6 ERROS COMUNS NA HORA DE ALIMENTAR O SEU FILHO


Preparar a refeição com todo o carinho, chamar o filho para comer, mantê-lo sentado à mesa com os demais para fazer uma refeição em família. Parece fácil, mas, na prática, a hora de comer pode se transformar em uma batalha. Para vencer essa luta, pais e mães acabam lançando mão de alguns artifícios que até parecem resolver no momento, mas se tornam um problema no futuro. Veja quais são as situações em que os pais mais se atrapalham na hora de alimentar os filhos e confira as melhores estratégias para contornar cada problema: 

1 - PRESSIONAR OS FILHOS A COMER MAIS 

Um estudo realizado pela Universidade de Stanford com 62 famílias, que tinham filhos de 2 a 4 anos com alto risco de obesidade, revelou que diminuir a pressão na hora de comer reduz também o risco de obesidade entre as crianças. A nutricionista Maria Emília Suplicy, do Hospital Pequeno Príncipe (PR), explica. "Quando a criança é forçada a ‘limpar o prato’, acaba perdendo o senso de saciedade." 

O QUE FAZER: Comer bem não é comer muito. Ofereça uma quantidade moderada de alimentos ao seu filho para que ele se acostume a comer até ficar satisfeito, e não estufado. Se ainda estiver com fome, vai pedir mais - para a sua alegria! 

2 – INVENTAR APELIDOS OU CAMUFLAR VEGETAIS 

Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, analisaram o comportamento de 147 estudantes, de 8 a 11 anos, durante o recreio em diferentes escolas americanas. E constataram que crianças comiam mais alimentos saudáveis quando o nome real deles era substituído por apelidos mais instigantes, como ‘pequenas árvores saborosas’, em vez de brócolis. Essa é uma prática comum, assim como camuflar vegetais que não agradam as crianças no meio da comida. Essas táticas podem até ser eficientes a curto prazo, mas são prejudiciais. À medida em que a criança cresce, ficará mais difícil driblá-la, e ela passará a se negar a comer os alimentos. 

O QUE FAZER: Converse com as crianças sobre os benefícios reais trazidos por alimentos saudáveis. Não é preciso dizer que a cenoura fará com que seu filho tenha visão de raio-X, por exemplo, basta falar que ela faz bem à visão, a pele, entre outras coisas. Quanto mais cedo começar essa conversa, mais fácil será convencê-lo. 

3- MANDAR AS CRIANÇAS PARA FORA DA COZINHA ENQUANTO VOCÊ PREPARA A REFEIÇÃO

Fogo, faca, forno. A cozinha é mesmo o cômodo mais perigoso da casa. Mas especialistas afirmam que cozinhar junto com o filho pode ajudar a mudar os hábitos alimentares dele e até estimulá-lo a consumir mais verduras e legumes. 

O QUE FAZER: Sempre com você por perto, seu filho pode, sim, brincar com massas, lavar uma fruta e ajudar a misturar ingredientes, por exemplo. E mesmo no cadeirão, ele pode observar você no preparo das refeições. Assim, entre um prato e outro, vai conhecer os legumes e se interessar por eles. Levá-lo à feira ou ao supermercado e permitir que ele escolha alimentos também é uma boa forma de incentivá-lo a ter uma alimentação saudável. 

4 - DEIXAR AS GULOSEIMAS LONGE DAS CRIANÇAS E OFERECÊ-LAS COMO RECOMPENSA

Onde você guarda as guloseimas na sua casa? Esse lugar pode fazer toda a diferença. Você sabe bem que criança adora tudo que é proibido e também gosta de brincar de caça ao tesouro, então, esconder doces e guloseimas pode ser um estímulo. 

O QUE FAZER: Para evitar que seu filho coma guloseimas sem parar, crie regras de consumo, diga a ele quando e em que situações poderá comer. Isso fica mais fácil quando a criança ainda é pequena, porque ela se acostumará. Mas, se seu filho já é maior, deixe os doces para os fins de semana. Se ele pedir mesmo assim, seja forte e diga não. Também não vale oferecer como recompensa em troca de um ‘prato limpo’: isso pode fazer com que a criança encare a comida como vilã. 

5 - OFERECER VERDURAS E LEGUMES SEM GRAÇA 

Se tem uma coisa com a qual todo mundo concorda é que ensopadinho de chuchu não é um prato que se possa chamar de tentador. Mas dá para deixar as verduras e legumes um pouco mais atrativos, sim!

O QUE FAZER: O trabalho começa já na hora da compra. Vegetais frescos têm aparência melhor. Cuidado para não deixar aqueles que precisam ser preparados no vapor passar do ponto, desligando o fogo quando eles ainda estão crocantes. E não é preciso decorar cuidadosamente o prato, com carinhas, por exemplo, todos os dias. Como isso também é uma forma de camuflar os alimentos, use a tática com moderação (em dias especiais, por exemplo). Cortar em cubinhos ou em rodelas já é suficiente. 

6 - DESISTIR RÁPIDO DEMAIS AO OFERECER UM NOVO ALIMENTO 

Pense no milho. Ele pode ser apresentado em diferentes formas: na salada, cozido, refogado, como bolinho, creme, suco e até bolo. Este é o exemplo que você precisa seguir em casa antes de dizer que seu filho não gosta mesmo de determinado alimento. 

O QUE FAZER: Os pediatras aconselham a oferecer o mesmo alimento, pelo menos, de sete jeitos diferentes e várias vezes. Não é um exagero. A criança pode não comer no primeiro dia, mas aos poucos, a forma de apresentação ou a curiosidade vai levá-la a experimentar e ele pode gostar. Mas, se depois de todas as tentativas ela continuar se recusando a comer, aí sim, você pode dizer que ela não gosta.



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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

BATATAS FRITAS PRÉ-COZIDAS PODEM CAUSAR CÂNCER

Muito apreciada em restaurantes, redes de fast-food e bares, as batatas fritas congeladas podem causar câncer, de acordo com um estudo publicado no Jornal of Agricultural and Food Chemistry. 

Os cientistas descobriram que a o alimento pré-cozido pode conter níveis elevados de um produto químico que é possivelmente nocivo à saúde. As informações são do Daily Mail.

Essas batatas chegam aos restaurantes fatiadas e parcialmente cozidas. Isso significa que elas não precisam de muito tempo para chegar à versão final e podem ser servidas rapidamente aos clientes. Mas esse processo de fábrica pode influenciar na quantidade de acrilamida do alimento, um provável cancerígeno humano.

"O processo de seleção inclui triagem, corte, branqueamento, o aumento do açúcar, secagem, fritura e congelamento. Em combinação com o cozimento final, isso gera a cor, textura e sabor que os consumidores esperam em batatas fritas”, explica o químico Donald Mottram.

De acordo com o estudo, os níveis de acilamida, aminoácidos, açúcares, gorduras e outras substâncias oscilaram durante o processo de cozimento. "A acrilamida forma naturalmente durante o cozimento de muitos produtos alimentares. A formação de acrilamida em produtos de batata frita é inevitável”, explicou Donald.

Segundo o relatório, para minimizar as quantidades de acrilamida em batatas congeladas é importante compreender o impacto de cada fase de sua produção. O estudo mostrou ainda que a frutose e a glicose também colaboraram com essas mudanças e reações químicas que geram o composto cancerígeno.

Fonte: Terra


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sábado, 6 de outubro de 2012

CARNE EM EXCESSO ENGORDA, DIZ ESTUDO



Um estudo do Imperial College London revelou que carne em excesso pode engordar. O estudo europeu analisou mais de 400 mil adultos de países como Dinamarca, Alemanha, Espanha, Suécia e Holanda. A conclusão foi que as dietas de proteína não são a melhor opção para manter a perda de peso a longo prazo.

A pesquisa descobriu que os voluntários com a dieta mais rica em carne engordaram mais do que as pessoas que optaram em comer proteína animal apenas algumas vezes na semana ou seguiam uma dieta vegetariana. Outros estudos apontam também que além do ganho de peso, o consumo excessivo de carne está ligado a um aumento de diversos tipos de câncer.

Os cientistas ainda não sabem qual é a ligação entre a carne e o ganho de peso, principalmente quando as calorias da dieta permanecem inalteradas. A porção ideal de carne recomendada pelos médicos é um bife do tamanho da palma da mão. Os médicos aconselham o consumo de ovos, queijo, lentinhas e peixes em substituição à carne vermelha.

Fonte: Terra


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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SEM EMAGRECEDORES, OBESIDADE SE AGRAVA NO PAÍS


Hoje, a proibição da venda dos derivados de anfetamina no Brasil completa um ano. A decisão da diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou definitivamente das farmácias os remédios femproporex, anfepramona e mazindol, usados no tratamento da obesidade. Sessenta dias após o anúncio, em janeiro de 2012, as drogas tiveram de desaparecer das farmácias. 

"Não há nenhuma perspectiva de que esses remédios retornem ao mercado. Essa discussão foi encerrada", diz Dirceu Barbano, presidente da Anvisa. Com o tratamento interrompido, milhares de brasileiros viram o ponteiro da balança ir cada vez mais longe nos últimos nove meses. A obesidade, uma doença crônica que está virando uma epidemia no mundo todo, voltou a assombrar pacientes que não conseguem emagrecer com a combinação de dieta e exercícios físicos. 
Para muitos deles, o único medicamento do mercado especificamente destinado a esse fim - a sibutramina, um anorexígeno que não tem anfetamina em sua fórmula - não é eficaz. Com os quilos a mais, doenças que andavam controladas ou nem existiam acabaram voltando à tona — como diabetes e hipertensão.

O tratamento medicamentoso não faz milagres — tampouco é recomendado a todos os pacientes. Dados disponíveis sobre a sibutramina, por exemplo, mostram que ela é receitada a uma parcela pequena dos obesos. "Pelos dados da Anvisa, em 2010, 1,7% dos obesos brasileiros receberam indicação de sibutramina. Esse número é muito pequeno, significa que os medicamentos não fazem parte do tratamento rotineiro", diz Ricardo Meirelles, ex-presidente da SBEM e membro do grupo médico que defendeu a permanência dos anorexígenos durante as reuniões com a Anvisa.

Para um certo perfil de paciente, contudo, o uso de remédios é a única saída. Ele é indicado para pessoas obesas (IMC maior que 30) ou que tenham sobrepeso mais alguma doença associada, e que não tenham histórico de problema cardiovascular ou de condição psiquiátrica importante. "Quando a perda de peso com dieta e exercícios físicos não funcionam, há a indicação para o início do tratamento farmacológico", diz Airton Golbert, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Orientações da diretriz da SBEM afirmam que a perda de peso já é eficaz quando ela é igual ou maior a 1% do peso corporal por mês. Emagrecer de 5% a 10% do peso inicial já traz benefícios e reduz riscos de desenvolver diabetes e problemas cardiovasculares.

Após o anúncio da proibição pela Anvisa, o Ministério Público Federal de Goiás abriu inquérito sobre a decisão da agência. De acordo com Ailton Benedito de Souza, procurador responsável pelo inquérito, a ação judicial foi ajuizada no dia 2 de agosto deste ano. "Agora a Anvisa tem 60 dias para contestar. Depois disso, o juiz dá o seu parecer final", diz Souza. Na ação pública foi alegado que os medicamentos já estavam no mercado há décadas e que faziam parte de uma rotina dos pacientes. Ainda no âmbito público, está agendada uma audiência pública para o dia 9 de outubro pela Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara dos Deputados, com a finalidade de discutir a decisão final da Anvisa. 

OFF LABEL

Com a proibição dos derivados de anfetamina do mercado, entraram em cena com força o topiramato, a bupropiona e a liraglutida. Nenhum desses três medicamentos é aprovado para o tratamento da obesidade. A indicação oficial do topiramato é para casos de enxaqueca e epilepsia; a bupropiona, um antidepressivo usado para combater o vício em cigarros; já a liraglutida - conhecida por seu nome comercial, Victoza - é usada no tratamento do diabetes. Essa drogas, no entanto, têm sido receitadas para o tratamento da obesidade numa prática chamada off label. Em outras palavras, elas ganham outras finalidades que não aquelas previstas em bula. Em alguns pacientes, esses três remédios podem ter a mesma função dos anorexígenos: ajudar na perda de peso.

De acordo com a endocrinologista Nina Rosa Castro Musolino, presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), quando o paciente não consegue emagrecer com dieta e exercício, e não responde à sibutramina, uma opção é o uso off label. O problema, no entanto, é que uma boa parte das pessoas não responde bem a esses medicamentos. Segundo os endocrinologistas consultados pela reportagem, a prescrição de todos esses medicamentos off label têm aumentado nos últimos meses. "Conforme se tem menos recursos, você começa a usar aquilo que tem em mãos. O que não pode acontecer é você não tratar o paciente", diz Ricardo Meirelles. 

SIBUTRAMINA

Nem a sibutramina está garantida. O medicamento está passando por um período de testes pela Anvisa. De acordo com Dirceu Barbano, no fim do ano a agência deve decidir se a medicação continua ou não no mercado brasileiro. Tudo vai depender de relatórios mercadológicos e sobre os efeitos adversos que forem registrados nesses doze meses. Dados preliminares do levantamento que se encerra em dezembro apontam que houve no país uma redução de 4% no número de prescrições e de 34% no volume da sibutramina vendida. Segundo Barbano, essa queda pode ter sido causada pela redução no número de pessoas que tomavam a sibutramina de maneira indevida.

FIM DA LINHA
A redução no leque de possibilidades terapêuticas seria contornável não fosse um fato já muito conhecido: o metabolismo dos obesos não é igual. Alguns respondem melhor a uma droga, outros se adaptam melhor a outra. Na realidade atual, isso significa que a sibutramina pode ser um ótimo plano B para um grupo de pacientes, e completamente nulo, e até arriscado, para os demais.
Entre aqueles que ficaram sem opção, a alternativa cirúrgica começa a despertar interesse. Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), a operação é indicada apenas para obesos mórbidos (IMC acima de 35), pacientes que já não respondem bem aos remédios. "Há sim um crescimento no número de cirurgias, mas isso se deve a sua maior divulgação e ao fim da mitificação do procedimento", diz. Há ainda o grupo de pacientes que, não sendo elegível à bariátrica e não respondendo bem aos off label ou aos medicamentos que sobraram no mercado, não tem outra alternativa senão esperar. 

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

REFRIGERANTES AUMENTAM CHANCES DE PARTO PREMATURO

Você já sabe que beber refrigerante não faz bem para a sua saúde, muito menos para a saúde do bebê durante a gravidez. Mas um novo estudo mostrou que o consumo desse tipo de bebida também pode contribuir para o parto prematuro. 

Pesquisadores da Sahlgrenska University Hospital em Gotemburgo, na Suíça, analisaram mais de 60 mil gestantes na Noruega e concluíram que as que bebiam mais de uma lata de refrigerante por dia tinham 25% mais chances de ter o bebê antes do tempo do que aquelas que nunca consumiam a bebida.

Outro fator observado foi a obesidade. As grávidas que estavam acima do peso e ingeriam pelo menos uma lata de refrigerante por semana tinham 30% mais riscos de ter parto prematuro. O número chegava a 41% para as que tomavam todos os dias. Apesar desses resultados, os especialistas afirmam que o estudo não é conclusivo.

Ainda assim, a recomendação de evitá-la permanece. “Refrigerantes em excesso são um importante fator de risco para a obesidade na gravidez e, consequentemente, aumento do risco de hipertensão e diabetes, entre outros”, afirma o obstetra Abner Lobão, coordenador do Serviço de Pré-Natal Especializado da Unifesp. Não existe uma medida segura, mas o ideal é que ele seja substituído por água e sucos naturais.

Fonte: Crescer


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

FILHOS ÚNICOS X OBESIDADE


O nosso corpo pode ser influenciado por nossa estrutura familiar? Ter um, dois ou nenhum irmão pode ser relevante para nossa saúde? Segundo estudo publicado no site Nutrition and Diabetes, a resposta é sim quando o assunto é obesidade. A pesquisa, realizada com 12.720 crianças entre 2 e 9 anos, de oito países da Europa, apontou que filhos únicos podem ter até 50% a mais de chance de desenvolver problemas relacionados ao peso se comparados com crianças nas mesmas condições que possuem irmãos. 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram o índice de massa corporal dos participantes, e seus pais tiveram que responder a um questionário sobre o estilo de vida dos filhos, que incluía os hábitos alimentares, tempo gasto assistindo a televisão, brincando, entre outros aspectos. O resultado mostrou que as crianças do estudo que não tinham irmãos passavam mais tempo na frente do computador ou televisão, tornando-se sedentários e comendo compulsivamente. 

Para Patrícia Spada, psicóloga especializada em obesidade infantil, as causas da obesidade infantil são complexas, por isso é necessário levar em consideração a dinâmica da família como um todo. “Como já sabemos, a genética, o sedentarismo, o modelo parental, o relacionamento e dinâmica familiar, temperamento e personalidade da criança, entre tantos outros fatores são aspectos que influenciam na doença”, diz. Assim, não é possível afirmar com segurança quanto qualquer um destes aspectos isolados pode ser decisivo para a ocorrência da obesidade. “Além disso, há crianças que são filhas únicas e apresentam nutrição perfeita”, lembra a psicóloga.

Isso quer dizer que, independente de você ser mãe de um único filho ou mais, se é do tipo que cai na tentação para recompensar a criança com um doce, ou uma comida, por alguma atitude positiva, ou a alimentação não é balanceada como deveria ser, o efeito da obesidade também estará presente na sua família. O mesmo vale para as atividades físicas. OK, ter só uma criança em casa pode até diminuir a frequência das brincadeiras que resultem em gasto energético, mas o seu estímulo será fundamental para tirar o seu filho do sofá e se divertir com ele, sempre. De quebra, você também vai gastar mais calorias.



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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

APRENDA A CONTER O VÍCIO EM REFRIGERANTES DIET

Substituir um refrigerante convencional por sua versão dietética parece uma boa ideia, mas pesquisas mostraram que existe uma conexão entre os refrigerantes zero caloria e o ganho de peso, segundo relatou a revista norte-americana Shape. Além disso, muita gente acaba viciando na bebida.

O sabor adocicado e efervescente é bom, mas não faz bem ao organismo. Embora não tenha calorias ou açúcar, os refrigerantes dietéticos são repletos de produtos químicos, cafeína, adoçantes artificiais, sódio e ácido fosfórico, disse Marcelle Pick, membro da Associação Americana de Enfermeiras. Por isso, a publicação listou cinco maneiras simples de deixar a dependência de lado. Confira:

EFERVESCÊNCIA: substitua o refrigerante por outras bebidas carbonatadas, como água com gás misturada a sucos de fruta natural. Adicionar fatias de frutas frescas à água com gás também a deixa saborizada sem adicionar calorias.

ACHE UM SUBSTITUTO PARA A CAFEÍNA: você perde a concentração no meio da tarde e está a fim de cafeína, por isso, seu instinto te leva direto para a máquina de refrigerantes. Ao invés de se jogar nos adoçantes artificiais, prefira outras opções energizantes, como chá verde, vitaminas de frutas etc.

MUDE DE ATITUDE: é normal achar que trocar o refrigerante convencional pelo dietético vai economizar calorias no cardápio diário, mas também pode trazer problemas, pois pesquisadores da Purdue University descobriram que os consumidores de bebidas diet tendem a aumentar o consumo de calorias em outros alimentos como "compensação".

SE HIDRATE COM ÁGUA: embora não cause desidratação, quem bebe refrigerante tende a substituir a água pela bebida açucarada. Carregue uma garrafinha recarregável e beba água sempre que consumir outros tipos de líquido para se hidratar.

NÃO DESISTA: mesmo que seja uma pessoa apaixonada por refrigerantes, não desista de sua saúde. Tente fazer substituições aos poucos e prepare-se para os sintomas da abstinência, que melhoram com o tempo.

Fonte: Terra


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segunda-feira, 30 de julho de 2012

CEREAIS MATINAIS INFANTIS PODEM ESCONDER ATÉ 37% DE AÇÚCAR


Na sua opinião, o café da manhã das crianças deve conter uma tigela de cereais? Para um grupo de pesquisadores britânicos esta não é a melhor forma de começar o dia. Recentemente, o grupo de pesquisa em consumo “Wich?” analisou a quantidade de açúcar presente em 50 variações de cereais matinais e concluiu que os produtos voltados para o público infantil podem conter até 37% de açúcar.

NÍVEIS DE AÇÚCAR NÃO DEVEM ULTRAPASSAR 15%

Segundo a Food Standards Agency, agência britânica para regulamentação de alimentos, a taxa de açúcar na composição de alimentos industrializados não deveria ultrapassar 15%, especialmente em produtos de consumo infantil. De acordo com os pesquisadores, alguns cereais matinais voltados para crianças contêm tanto açúcar que deveriam ser vendidos ao lado de biscoitos de chocolate e outras guloseimas, e não como receita para uma vida saudável.

O processo de fabricação dos cereais matinais remove boa parte dos benefícios nutricionais do milho, trigo, arroz e aveia, deixando-os também sem gosto atraente. O açúcar em excesso atrai o paladar do público infantil e as vitaminas sintéticas acrescidas ao produto chamam a atenção dos pais.

ATÉ QUATRO COLHERES DE AÇÚCAR EM CADA 40G DE CEREAIS

Os pesquisadores explicam que os teores de vitaminas e minerais não compensam o fato de que 37% do que as crianças estão comendo é açúcar. Na prática, isso significa que uma porção de 40g do produto pode conter até quatro colheres de chá de açúcar.

Os cereais matinais ainda apresentam alto Índice Glicêmico (IG), o que significa que são rapidamente digeridos e transformados em açúcar no sangue. Por esse motivo, as crianças sentirão fome novamente poucas horas após um café da manhã à base de cereais matinais açucarados. Os pesquisadores recomendam que os pais prestem atenção nas informações nutricionais presentes na embalagem.

ESTUDOS RECENTES MOSTRAM QUE O AÇÚCAR É CAPAZ DE ALTERAR O METABOLISMO

O grupo de pesquisa explica que não há perigo em comer de vez em quando cereais matinais ricos em açúcar. O grande problema é quando as crianças consomem este tipo de produto diariamente.

O risco do consumo excessivo de açúcar vai além do diabetes e obesidade. Estudos recentes mostram que a ingestão desmedida pode alterar o equilíbrio metabólico do organismo, desregulando a produção de hormônios, o que poderia causar danos ao fígado e elevar a pressão arterial, entre outras disfunções. O excesso de peso seria provocado pelo círculo vicioso criado pelo açúcar: quanto mais a criança come, mais deseja comer. E aí estaria o risco de ingerir mais e mais calorias escondidas em produtos industrializados, como os cereais matinais açucarados.

Fonte: GNT

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

QUILOS EXTRAS APÓS OS FILHOS

A luta das mulheres contra a balança, especialmente para perder os quilos extras que a gravidez traz, não é novidade para ninguém. Agora, um estudo britânico publicado neste mês descobriu é que os homens que se tornam pais também não estão lidando muito bem com suas barrigas, especialmente após o nascimento do primogênito.

Realizada com 2 mil pais, a pesquisa descobriu que 60% deles estão fora de forma, o que prejudica sua saúde e sua relação familiar. Pelos cálculos dos pesquisadores, os novos pais engordaram em média 10,4 quilos após a chegada do bebê. Comer o resto de comida deixado pelas crianças, fazer refeições rápidas no trabalho e passar muito tempo sentado estão entre os maus hábitos dos pais modernos.

O estudo apontou, ainda, que alguns deles estão se sentindo sobrecarregados com a divisão entre trabalho e vida em família (sim! eles também têm esse dilema), e isso também contribui para o ganho de peso. Por causa da correria, os pais deixam de tomar conta de sua alimentação e adotam um estilo de vida mais sedentário. A consequência é óbvia: quilinhos extras na balança.

Outro dado interessante que a pesquisa identificou é o cansaço dos pais – que pode desestimulá-los a perder peso. Cerca de 42% dos entrevistados disseram ter consumido energéticos para aguentar a rotina e 20% pegaram no sono enquanto liam para os filhos. Essa mesma porcentagem admitiu mandar mensagens de celular para pessoas da mesma casa só para não levantar do sofá!

Segundo a psicóloga e pesquisadora da Unifesp, Patrícia Spada, os homens no Brasil também sofrem com excesso de peso após o nascimento dos filhos. “Certamente, como a pesquisa coloca, o estresse da vida moderna facilita o aumento do consumo de fast-food, uma vez que o tempo de cozinhar com qualidade é escasso. Os pais também passam muitas noites acordados com seus bebês, e tudo isso contribui para o ganho de peso”, diz a especialista.

Ela sugere que, para reverter esse quadro, os homens precisam ficar atentos aos sinais que o corpo dá de cansaço físico e mental. Aqueles que assumem mais responsabilidades no trabalho e em casa do que conseguem gerenciar geralmente ficam sobrecarregados – e engordar é só uma das consequências. “É importante que os pais possam se voltar às suas próprias sensações e emoções. Ou seja, perceber o que está se passando psíquica e fisicamente com eles, uma vez que até a relação afetiva com sua família entra em prejuízo quando não têm condições de cuidar de si próprios”, afirma a psicóloga. Vale lembrar que cuidar de si é o melhor jeito de garantir muitos anos ao lado dos filhos! E a família toda ganha.


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quinta-feira, 12 de julho de 2012

DOIS HAMBÚRGUERES...

Uma dieta baseada em junk food, que é pouco nutritiva, gordurosa e altamente calórica, pode ser mais prejudicial à saúde do que uma alimentação baseada em gordura animal, indicou um novo estudo feito na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. 

A pesquisa analisou a resposta inflamatória em ratos após eles seguirem diferentes tipos de dietas e concluiu que comer alimentos como lanches, chocolate, biscoito e batata frita pode aumentar a gravidade de problemas metabólicos associados à obesidade. O trabalho foi publicado na edição deste mês do periódico PLoS One.

Segundo os pesquisadores, há algum tempo já se sabe que a obesidade provoca inflamações no tecido adiposo. Eles explicam que alimentos de junk food têm não só um, mas diversos ingredientes — como gorduras saturadas e trans, sódio e colesterol — que estão associados à síndrome metabólica e a um maior risco de diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral (AVC) e outros eventos cardiovasculares.

Nesse estudo, os ratos foram submetidos a um dos três tipos diferentes de dieta: uma baseada em gordura animal, especificamente a de porco; uma alimentação baseada em alimentos de junk food; ou uma dieta balanceada. Os quadros de inflamação e problemas associados à síndrome metabólica, embora também tenham sido desencadeados pela dieta rica em gordura, foram mais graves entre os animais que se alimentaram de junk food. De acordo com os pesquisadores, futuros trabalhos deverão investigar em humanos os prejuízos à saúde desencadeados por cada tipo de alimentação.

Fonte: Revista Veja

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domingo, 8 de julho de 2012

PRESSÃO ALTA EM CRIANÇAS


Na consulta de rotina com o pediatra, ele ouve os batimentos do coração do seu filho, confere a garganta e... mede a pressão? Se não, o ideal é conversar melhor com ele sobre isso. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos reuniu dados hospitalares e descobriu que lá, em um período de 10 anos, o número de internações de crianças com pressão alta quase dobrou, saltando de 12.661 em 1997 para 24.602 em 2006.

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde ainda não tem um dado sobre o número de crianças com pressão alta. Nesta sexta (29), um estudo divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, feito com 284 crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, da Casa do Adolescente de Pinheiros, mostrou que 25% deles apresentavam quadro de hipertensão arterial combinada com alto consumo de sódio na dieta.

A obesidade e o sobrepeso também são fatores que contribuem para o aumento da pressão. De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado entre 2008 e 2009, uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos estavam com peso acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Vale lembrar que há crianças cuja pressão alta é apenas o sintoma de outra doença mais grave. Por isso, o médico precisa investigar para saber se há alguma alteração nos rins ou, ainda, um problema endócrino, e assim dar um diagnóstico correto. A hipertensão costuma ser uma doença silenciosa. No caso de crianças, é muito difícil que algum sintoma se manifeste. Por isso, é importante sempre aferir a pressão nas consultas de rotina depois que seu filho completar 3 anos.

TRATAMENTO

Assim que a causa da alteração na pressão for identificada, é preciso tratá-la. “A longo prazo, a hipertensão vai lesando todos os órgãos”, segundo Maria Cristina. Se o problema for o excesso de peso, na maioria dos casos é possível reverter o quadro com uma dieta equilibrada e atividades físicas na rotina.

Os filhos de pais ou avós hipertensos precisam de um cuidado extra com os hábitos de vida, já que têm mais predisposição a ter pressão alta. Mas a regra é a mesma para todas as crianças: alimentação saudável, atividade física e controle de peso.

DICAS CONTRA A HIPERTENSÃO

- Corte o consumo excessivo de sal da comida da sua família. O ideal é usar, no máximo, uma colher (chá) rasa por pessoa/dia.

- Fique de olho na hidratação. Crianças devem consumir cerca de 1 litro e meio de água por dia.

- Deixe o refrigerante só para ocasiões especiais, como aniversários. No dia a dia, ofereça água e sucos de frutas naturais.

- Ofereça mais variedades de legumes, verduras e frutas na sua casa. Deixe também esses alimentos mais atrativos: você pode montar desenhos com eles antes de servir ao seu filho.

- Corte o consumo de produtos industrializados. Se o seu filho só come macarrão instantâneo (cujo tempero tem excesso de sódio), ofereça outras opções.

- Incentive a atividade física (brincadeiras, jogos). E brinque junto com as crianças!

Matéria completa na Revista Crescer

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terça-feira, 5 de junho de 2012

GORDURA LEVA 3 HORAS PARA SE DEPOSITAR NO CORPO


Três horas após as refeições é tempo o bastante para que as gorduras ingeridas se transformem em tecido adiposo. Isso é o que defende uma nova pesquisa realizada na Universidade de Oxford, publicada no jornal Physiological Reviews.

Durante o estudo, voluntários se alimentavam e, a partir daí, era feito um rastreamento, em que os pesquisadores investigavam o caminho exato que as gorduras fazem pelo corpo. Segundo os estudiosos americanos, a gordura demora cerca de uma hora para ser quebrada no intestino. Em seguida, entra na corrente sanguínea e, após isso, é depositada como tecido adiposo nas coxas, na cintura e nos quadris. Antes desse estudo, suspeitava-se que o processo de depósito de gordura demoraria mais tempo para acontecer.

A boa notícia é este armazenamento é temporário. A gordura acumulada neste período é rapidamente extraída da região para alimentar os músculos do corpo. “Mas, quando comemos demais, a história é diferente”, adverte Fredrik Karpe, um dos líderes do estudo. Se você ingerir mais gordura que o necessário, seu corpo não conseguirá utilizar o excesso e você acabará engordando. 

Fonte: Terra

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

COMER RÁPIDO AUMENTA RISCO DE DIABETES TIPO 2


Comer rápido pode aumentar em até 2,5 vezes o risco de uma pessoa desenvolver diabetes tipo 2, segundo pesquisa apresentada nesta segunda-feira no Congresso Internacional de Endocrinologia, em Florença, Itália. A velocidade com que uma pessoa ingere os alimentos já foi associada a outros problemas de saúde, como a obesidade, mas essa é a primeira vez que esse fator aparece diretamente relacionado ao desenvolvimento de uma doença. 

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da Universidade Lituânia de Ciências da Saúde compararam 234 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com diabetes tipo 2 com outros 468 indivíduos que não tinham a doença. Todos os participantes responderam a um questionário sobre fatores de risco para diabetes, hábitos alimentares e peso e medidas do corpo. A velocidade com que eles comiam também foi avaliada, e classificada em lenta, normal ou rápida.

Após ajustarem os resultados para outros fatores relacionados à diabetes, como histórico familiar, atividade física e tabagismo, os autores concluíram que aqueles que comiam mais rapidamente apresentaram 2,5 vezes mais chance terem diabetes tipo 2 do que as pessoas que demoravam mais para se alimentar. Os pesquisadores também entenderam que o hábito de comer mais rápido está associado a um maior índice de massa corporal (IMC) e a um menor nível de escolaridade.

“A prevalência de diabetes tipo 2 está aumentando globalmente e pode se tornar uma pandemia mundial. A doença parece envolver uma interação entre fatores genéticos e ambientais. É importante identificar quais são os fatores de risco modificáveis”, diz Lina Radzeviciene, uma das autoras do estudo. De acordo com a pesquisadora, sua equipe pretende realizar mais estudos que ajudem a compreender como outros hábitos alimentares e estilo de vida contribuem para a diabetes.

Fonte: Revista Veja
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

TV E COMPUTADOR NO QUARTO PODEM DEIXAR CRIANÇAS OBESAS


Desligue a televisão e o computador é vá brincar! Essa é a recomendação de todos os especialistas quando o assunto é combater a obesidade infantil - e mais uma pesquisa científica reforça a dica. De acordo com um estudo liderado pela Universidade de Harokopio, na Grécia, uma das soluções para evitar o aumento de peso das crianças é justamente retirar esses aparelhos do quarto delas. 

Isso porque, segundo os cientistas, a TV e o computador influenciam a quantidade de atividades físicas que as crianças fazem e, por consequência, ampliam consideravelmente as chances de aumento de peso. Na pesquisa, feita com 122 pais divididos em 24 grupos focais, as crianças que ficavam até três horas diante das telas todos os dias eram as que tinham maior índice de sobrepeso. O estudo faz parte do projeto ToyBox, uma iniciativa da União Europeia que conta com a participação de universidades de nove países. O principal objetivo é identificar possíveis mudanças no comportamento das famílias com crianças entre 4 e 6 anos, que possam evitar o ganho de peso. 

No Brasil, segundo dados do Ibope, as crianças assistem a cerca de cinco horas diárias de TV e passam, em média, 17 horas e meia na internet (principalmente nas redes sociais) por mês. Esse índice, aliás, é um dos mais altos do mundo. E com a TV e o computador no quarto fica ainda mais difícil reduzir essa estatística e os problemas que ela traz ao seu filho. “Para a criança, por exemplo, é mais confortável ficar deitada na cama assistindo aos desenhos do que trocar de roupa, chamar os amigos para brincar”, diz Hilton Kuperman, endocrinologista pediátrico do Hospital Samaritano (SP). Sem contar que o acesso à TV também se torna mais fácil e o controle dos pais em relação ao que a criança assiste, mais difícil. Pense nisso! 

MAIS PROBLEMAS

Além do peso, ter a TV no quarto afeta diretamente o sono do seu filho. “Assistir a programas de televisão antes de dormir gera uma dose extra de adrenalina no corpo e, assim, podemos levar mais tempo para pegar no sono”, diz Kuperman. Por isso, colocar um filme ou desenho para as crianças pegarem no sono não deve ser cogitado nunca. “A luminosidade excessiva dos monitores dificulta a liberação da melatonina, hormônio fundamental na manutenção do sono", diz Kuperman. 

O resultado é que a criança vai acordar mais vezes durante a noite, e isso contribui para o ganho de peso. "Quando dormimos pouco, há uma alteração na produção de dois hormônios importantes: a grelina, que estimula a sensação de fome, e a leptina, que aumenta a saciedade", conclui o especialista.

A recomendação é tirar a TV do quarto de uma vez, mas você pode combinar de reduzir o tempo que ele assiste aos poucos. De nada adianta apenas proibir: é preciso dar outras opções. Na hora de dormir, leia um livro, conte uma história. Em outros momentos, chame-o para brincar, levar o cachorro para passear, andar de bicicleta ou até colocar uma música e dançar pela sala. 

QUANTAS HORAS POR DIA, AFINAL?

A Sociedade Brasileira de Pediatria enfatiza que é preciso limitar o número de horas que as crianças são expostas às telas, sejam elas de televisão, computador, celular, videogame ou tablets - o que não deve passar de duas horas diárias. 

Mas lembre-se de que, ao lado dessas medidas, os pesquisadores reforçam ainda a relevância das atividades físicas no controle da obesidade. "Os pais precisam entender que o papel deles vai muito além de oferecer alimentos saudáveis”, conclui Yannis Manios, um dos coordenadores do estudo.

Fonte: Revista CrescerPartilhar

sábado, 14 de abril de 2012

CANTINAS MAIS SAUDÁVEIS


Com o intuito de combater o avanço da obesidade infantil, o Ministério da Saúde vai orientar escolas particulares de todo o Brasil a oferecerem alimentos mais saudáveis a seus alunos. Para viabilizar a aplicação da medida, o MS firmou parceria com a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), que será responsável pela disseminação das diretrizes do manual: “Cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável”, que foi desenvolvido em 2010. 

Esse material será distribuído nas escolas da rede privada na próxima quarta-feira (11). O objetivo é aumentar a oferta de alimentos menos gordurosos e açucarados e estimular crianças e jovens a optar por uma alimentação equilibrada. “Na maioria das vezes, quando esses programas são desenvolvidos nas escolas, as crianças levam o conhecimento e os novos hábitos para dentro casa, e isso é muito positivo”, diz Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo, especialista em alimentação infantil. 

A mudança no cardápio das cantinas é considerada pelo MS uma importante ferramenta, mas ela não isenta os pais de darem o bom exemplo. “Para que o programa seja bem-sucedido é muito importante que a família também esteja disposta a participar das mudanças”, conclui Fisberg.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

COMO AJUDAR SEU FILHO A PERDER PESO


Quer ajudar seu filho a perder peso? Então entre em forma junto com ele. Essa é a maneira mais eficiente de fazer com que as crianças emagreçam, segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, e da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. 

Durante 5 meses eles analisaram 80 grupos de pais com filhos de 8 a 12 anos que eram obesos ou estavam acima do peso e perceberam que as crianças só emagreciam quando os pais faziam o mesmo. Isso acontece porque os pais são, como sempre, os principais modelos dos filhos. “A família tem que estar ao lado da criança para oferecer apoio e caminhar junto com ela. Alguns pais questionam porque vão mudar a sua alimentação e a dos outros filhos quando só um deles está obeso. Mas, se família toda come mal, todos precisam mudar, mesmo que não tenham problema de peso”, explica Claudia Lobo, nutricionista e autora do livro Comida de Criança (MG Editores). 

Se o seu filho está com alguns quilinhos a mais, você vai precisar mudar os hábitos e a rotina da família toda, sim, além de conversar com ele sobre o assunto – o que nem sempre é tão simples assim. Um estudo norte-americano recente mostrou que para alguns pais é mais difícil falar sobre obesidade e sobrepeso do que sobre álcool e drogas com os filhos. “Não é uma tarefa fácil, mas só com o apoio e o incentivo dos pais é que as crianças conseguem melhorar sua saúde”, diz Claudia Lobo. Abaixo, 8 dicas de como lidar com essa situação na sua casa: 

- ASSUMA A RESPONSABILIDADE: “É comum receber no consultório pais que falam que a criança não coopera, não come o que eles compram e não querem fazer dieta. Ou seja, eles transferem para o filho uma responsabilidade que é deles, de fazer escolhas saudáveis e ter uma alimentação mais regrada”, afirma a nutricionista Claudia Lobo. É por isso que vocês precisam estar juntos nessa empreitada. 

- APOSTE NA AUTOESTIMA DO SEU FILHO: Crianças que estão acima do peso têm mais problemas sociais e sofrem mais bullying, de acordo com novos estudos. Aproveite para falar das coisas positivas, como o sorriso lindo que ele tem. 

- COMECE COM PEQUENOS AJUSTES: A infância não é idade para se fazer regime, segundo os especialistas. Como as crianças estão em fase de crescimento e desenvolvimento, não podem deixar de receber os nutrientes e calorias necessárias. A ideia, então, é reorganizar a alimentação, ou seja, regular os horários, estipular dias específicos para comer as chamadas “bobagens” (por exemplo, doces e refrigerantes só aos finais de semana, ou duas vezes por semana) e diminuir a quantidade de alimento ingerida. 

- APRECIE A COMIDA: Um estudo mostrou que quando os pais comem vegetais e sorriem, as crianças ficam mais estimuladas a comê-los também. Quando estiverem almoçando juntos, por exemplo, elogie os alimentos saudáveis e faça cara de quem está gostando muito. Vale até dizer: “hummmm!” 

- FALE SOBRE O QUE ELE VAI COMER A MAIS: Em vez de dizer que seu filho não vai poder comer isso e aquilo, mostre a enorme quantidade de alimentos novos (e saudáveis) que estarão à disposição dele. Mostre que ele vai comer tudo o que comia antes, mas de um jeito diferente, em horários e dias diferentes. Inclua legumes, frutas e verduras que até então ele não conhecia e comece um trabalho para deixar esses alimentos em evidência, colocando os outros, menos saudáveis, em segundo plano. 

- NUNCA FALE QUE ELE ESTÁ GORDINHO: A criança sabe quando está acima do peso, principalmente se já vai à escola, porque percebe que é diferente dos colegas e pode até já ter ouvido alguma piadinha sobre seus quilos a mais. Em casa, puxe a conversa para o lado positivo e diga que vocês estão fazendo mudanças para cuidar da saúde, ter mais energia.

- PROPONHA ATIVIDADES DIVERTIDAS: Nada de obrigar seu filho a fazer um exercício só porque ele precisa perder peso. Opte por atividades mais lúdicas e que você possa fazer junto com ele. “O ideal é que a criança se movimente 30 minutos por dia, e pode ser brincando, jogando bola, correndo, pulando corda, subindo e descendo escada, dançando na frente da televisão. Tem que ser algo de que a criança goste e, de preferência, que os pais estejam presentes, nem que seja ao lado, incentivando a atividade”, conta Claudia Lobo. 

- NÃO PROÍBA OS DOCES E SALGADINHOS: Se ele vai à uma festa de criança, por exemplo, dê algo saudável para ele comer antes de saírem, sem falar nada sobre a restrição. Com o estômago cheio, ele vai ter menos apetite. Você também pode oferecer alternativas menos gordurosas, como os salgados assados no lugar dos fritos.


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terça-feira, 10 de abril de 2012

PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO CHOCOLATE PARA A SAÚDE

Se junto da satisfação de ganhar ovos de Páscoa vem a culpa por devorá-los, saiba que o chocolate é considerado um alimento saudável, mas só se consumido com moderação. Ele é fonte de vitaminas, de antioxidantes (que previnem o envelhecimento) e consegue até minimizar a tensão pré-menstrual (TPM).

Mas como todo exagero alimentar faz mal, o consumo em demasia pode também causar uma série de problemas. Para entender o lado bom e o ruim do consumo do chocolate, confira as dicas fundamentais para comer sem culpa e sem engordar.

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Todos são unânimes em dizer que a melhor opção é o chocolate amargo, rico em cacau. É no fruto que estão os principais benefícios do chocolate. Na versão ao leite a substância também aparece, só que mais tímida, enquanto no chocolate branco só lhe resta a manteiga de cacau – ou seja, apenas a gordura.

Segundo Daniel Magnoni, diretor de nutrição clínica do Hospital do Coração (HCor), a legislação brasileira afirma que um produto só pode ser considerado "chocolate" se tiver mais de 25% de cacau. Por isso, ele orienta a ler a embalagem antes de comer. “O chocolate amargo que tem mais de 70% de cacau é benéfico para a saúde cardiovascular porque tem flavonoides que atuam diminuindo o colesterol total e o ruim. Ele ainda melhora a elasticidade arterial que ajuda no controle da hipertensão e possui uma substância semelhante à cafeína que teria ação na prevenção da aterosclerose”, afirma o nutrólogo.

Por outro lado, se ultrapassar a quantidade de 50 gramas por dia – equivalente a um bombom ou um pouco mais – pode acarretar em uma série de problemas de saúde e engordar. “O chocolate tem em torno de seis calorias por grama, ou seja, uma barra de cem gramas vai ter 600 calorias. Pode propiciar obesidade. E no caso do chocolate ao leite, pode ter muita gordura saturada que vem do leite, ajudando a elevar o colesterol também," afirma Magnoni.

A nutricionista Michele Grilo Barone, do hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, faz a ressalva de que o chocolate amargo tende a ser menos aceito por ser menos doce e mais duro. No entanto, ela dá uma dica para quem acumular ovos de Páscoa: "já que um ovo de Páscoa tem, no mínimo, cem gramas, o ideal é dividir com a família ou comer aos poucos”. Para a nutróloga Sylvana Braga, mesmo o chocolate ao leite tem seus benefícios, que incluem uma injeção de ânimo em pessoas deprimidas e de foco para quem tem falta de atenção - desde que seja consumido com moderação.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

MULHERES ESGOTADAS E ENTEDIADAS PROFISSIONALMENTE TENDEM A COMER MAIS E PIOR


Você faz hora extra todos os dias e não consegue emagrecer? Saiba que a insatisfação profissional pode acabar com sua resistência a chocolates e guloseimas em geral. De acordo com pesquisadores do Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, mulheres que trabalham muito ou estão entediadas com a carreira são mais propensas a comer descontroladamente.

EXAUSTÃO PROFISSIONAL PODE LEVAR A COMPULSÃO

Publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o estudo analisou o comportamento de 230 mulheres profissionalmente ativas, com idades entre 30 e 55 anos, com relação ao trabalho e comida. Entre as voluntárias, 22% apresentavam algum grau de esgotamento no trabalho, que pode provocar estresse e exaustão. De acordo com os cientistas, estas mulheres são mais vulneráveis à compulsão alimentar e apresentam dificuldade em mudar este comportamento.

Segundo os pesquisadores, a vontade de comer descontroladamente seria reflexo do descontentamento com a carreira. A infelicidade, que pode beirar quadros depressivos, levaria mulheres insatisfeitas profissionalmente a comer de forma emocional. Neste caso, a comida se torna um dos poucos momentos de prazer no dia – e uma desculpa para comer cada vez mais guloseimas e alimentos calóricos.

COMER EMOCIONALMENTE É UM FATOR PARA OBESIDADE

Apesar do aumento na ingestão de guloseimas, o esgotamento profissional não provocou alterações no peso das mulheres pesquisadas. Ainda assim, os cientistas acreditam que comer emocionalmente (o que significa ingerir alimentos para aliviar estresse, ansiedade ou depressão e não para aliviar a fome) seja um risco potencial para desenvolver obesidade no futuro. A atitude também seria prejudicial à saúde, já que pessoas estressadas tendem a optar por doces ou comidas que ficam prontas rapidamente.

Fonte: gnt.globo

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domingo, 25 de março de 2012

COMO CONTROLAR O APETITE DURANTE A GRAVIDEZ


Você acha que o seu apetite aumentou agora que está grávida? Saiba que há dois fatores principais que interferem na sensação de saciedade da gestante. 

Segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, o primeiro é que o corpo passa a produzir mais peptídeos (substâncias responsáveis por mediar a sensação de fome); o segundo é que há diminuição dos movimentos peristálticos, que movimentam o alimento por meio do trato digestório.

“É como se o próprio corpo dissesse ‘você precisa comer mais’”, afirma. Mas essa quantidade é pequena: cerca de 300 calorias a mais do que as 2 mil geralmente indicadas para um adulto. No caso de gravidez de gêmeos, basta dobrar esse número. 

Mas o que fazer para saciar a fome sem exagerar? O principal é comer de 6 a 8 vezes por dia, intercalando as refeições principais com lanches leves. Queijo, leite, gelatina ou alguma fruta está liberado. Evite alimentos gordurosos e com excesso de sal. E inclua vegetais, legumes e um tipo de proteína, como carne vermelha magra, peixe ou frango na sua dieta. 

Lembre-se de que, ao controlar seu peso, você está preservando não apenas a sua saúde, mas também a do bebê. Estudos mostram que a obesidade da mãe aumenta o risco de o filho ter doenças congênitas.

QUANTO ENGORDAR? 

Não há consenso entre os obstetras. Enquanto alguns recomendam de 9 a 11 quilos, outros dizem que o ideal é de 11 a 15 quilos. Há ainda outra tabela que estima que a gestante deve engordar cerca de 15% do total do peso pré-gestacional. O melhor é mesmo é consultar o seu médico.
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