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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

AÇÚCAR DEVE SER CONTROLADO ASSIM COMO ÁLCOOL E TABACO


Segundo artigo publicado nesta quinta-feira na conceituada Revista Nature, o açúcar deve ser controlado da mesma maneira que o álcool e o tabaco como forma de proteger a saúde pública. O relatório, feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, considerou que os prejuízos provocados pelo consumo exagerado do açúcar estão contribuindo para a pandemia global que se tornou a obesidade e, consequentemente, para o aumento da mortalidade por doenças crônicas não transmissíveis.

Os dados do relatório revelam que o consumo mundial de açúcar triplicou nos últimos 50 anos e que esse quadro é um dos grandes responsáveis pelo aumento do número de obesos. Mas, segundo os pesquisadores, a obesidade pode não ser um marcador para os danos provocados por efeitos tóxicos do açúcar, o que ajudaria a explicar o porquê de 40% das pessoas com síndrome metabólica, que pode levar ao diabetes, a doenças cardíacas e ao câncer, não serem clinicamente obesas.

CALORIAS E TOXIDADE

Os cientistas que desenvolveram o estudo formaram um grupo interdisciplinar composto por especialistas em endocrinologia, saúde pública e sociologia. Segundo os pesquisadores, os prejuízos do açúcar vão além do excesso de calorias e do ganho de peso. Se consumido em grande quantidade, o que não é incomum principalmente nos países ocidentais, ele pode alterar o metabolismo do indivíduo, aumentando sua pressão arterial, interferindo no funcionamento dos hormônios e provocando danos significativos ao fígado. Esses problemas de saúde, de acordo com o relatório, são semelhantes aos provocados pelo excesso de álcool.
 
“Assim como existem gorduras boas e más, há calorias boas e ruins. O açúcar, além de calórico, é tóxico. Mas, enquanto as pessoas o considerarem apenas como ‘caloria vazia’, não haverá resolução dos problemas vindos do seu excesso de consumo”, afirma Robert Lustig, professor da UCSF e um dos autores do estudo. “Porém, mudar padrões como esse é muito complicado”.

FORMAS DE CONTROLE

Os autores do relatório ainda chamam a atenção para o fato de que medidas individuais de redução de açúcar não são suficientes para que o problema acabe. Eles defendem que soluções ambientais e sociais, assim como as que foram tomadas em relação ao álcool e ao tabaco, são fundamentais. Medidas como cobrança de impostos sobre vendas, controle do acesso e maiores exigências em relação ao licenciamento de lugares que vendem alimentos com alto teor de açúcar em escolas, por exemplo, são algumas das sugeridas pelo documento.

“Não estamos falando de proibição e nem defendendo uma imposição maior do governo na vida das pessoas”, afirma Laura Schmidt, professora da UCSF e outra autora do estudo. “Nós estamos considerando maneiras suaves para tornar o consumo de açúcar um pouco menos conveniente. O que buscamos é aumentar as opções e o acesso a alimentos que não sejam tão carregados em açúcar”, diz a professora.

Fonte: Revista Veja

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

E O CONSUMO DE PEIXE CRU?

Em algumas culturas, comer peixe cru é uma tradição antiga. Mas certas pessoas têm maior risco de contrair doenças transmitidas por alimentos e devem evitar comer peixes e frutos do mar crus, diz a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula o comércio de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos.

Aqui está a lista dos principais grupos que devem ter cuidado no consumo de sashimis e sushis:
  • Idosos
  • Crianças muito pequenas
  • Mulheres grávidas
  • Qualquer pessoa com um sistema imunológico comprometido
  • Qualquer pessoa com baixos níveis de ácido do estômago

Fonte: IG
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terça-feira, 26 de abril de 2011

ENERGÉTICO + BEBIDA ALCOÓLICA É PIOR QUE ÁLCOOL PURO

Misturar bebidas energéticas com álcool é mais arriscado do que beber álcool sozinho, de acordo com um novo estudo norte-americano.

"Os jovens estão bebendo de uma maneira diferente da que bebiam no passado", disse Cecile A. Marczinski, professora de psicologia na Northern Kentucky University e autora do estudo. "Clássicas bebidas mistas, como rum e Coca-Cola, foram substituídas por drinques que misturam energético e vodca."

Os resultados do trabalho mostram que as substâncias estimulantes dos energéticos alteram a percepção cognitiva, aumentando a tendência a comportamentos de risco. "Um consumidor de bebida alcoólica age de forma impulsiva. No entanto, quem bebe álcool com energético se sente mais estimulado. Portanto, o consumo da combinação configura um cenário arriscado devido ao aumento da sensação de estímulo e dos níveis de impulsividade", diz Marczinski.

COMO FOI FEITO O ESTUDO

A professora e seus colegas separaram aleatoriamente 56 estudantes universitários, entre 21 e 33 anos, em quatro grupos. Um deles recebeu apenas álcool; o outro, as bebidas energéticas; o terceiro grupo recebeu os dois juntos; e o grupo final, uma bebida suave. Os participantes tiveram que relatar como se sentiam: estimulados, sedados, enfraquecidos ou intoxicado.

"Os resultados fornecem evidência laboratorial concreta de que a mistura de bebidas energéticas com álcool é mais arriscada do que o álcool sozinho", afirma Marczinski. O estudo será publicado na edição de julho da revista "Alcoholism: Clinical & Experimental Research".

Fonte: Folha Uol
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sexta-feira, 4 de março de 2011

QUE BEBIDA CAUSA A PIOR RESSECA?

Para muitos, o carnaval já começa hoje. Para não deixar que a resseca acabe com os seu dias de folia, saiba quais as bebidas são piores para o organismo:

Por ordem decrescente: conhaque, vinho tinto, uísque, vodca, gim, álcool puro, cerveja. As três primeiras estão na categoria de bebidas que, ao serem metabolizadas em nosso corpo, podem formar uma substância muito tóxica chamada formaldeído, que em altas quantidades pode provocar cegueira e até a morte.

Já a vodca e o gim são feitas à base de álcool (etanol) puro. Metabolizadas, elas formam o acetaldeído, que agride as mucosas intestinais, provocam desidratação e dor de cabeça — o conjunto de sintomas conhecidos como ressaca — mas de forma mais branda que as bebidas escuras.

"A cerveja, por conter mais água, causa uma ressaca mais branda em comparação com outras bebidas alcoólicas", afirma o médico fisiologista Renato Romani, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mas, em grandes quantidades, também deixa aquele gosto de cabo de guarda-chuva.

Fonte: Galileu
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CUIDADO COM A INTOXICAÇÃO ALIMENTAR NO VERÃO

Festas de fim de ano. Apesar de toda vez você jurar que não vai exagerar nas comidas, não tem jeito. Cada um da sua família se arrisca para fazer um prato especial para comemorar o Natal e o Ano Novo ao lado dos amigos e das crianças. Mas além do cuidado para que a receita dê supercerto, é preciso também ficar atenta com a manipulação e conservação das comidas, e evitar que uma intoxicação alimentar atrapalhe a alegria desta época tão esperada.
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A intoxicação alimentar é causada por alimentos contaminados por bactérias nocivas. Os sintomas mais comuns são vômitos, dores abdominais, diarreia e dores de cabeça e podem surgir de uma a 48 horas depois da ingestão do alimento, dependendo do tipo de bactéria. Ao contrário do que se acredita, os alimentos deteriorados não são a principal causa das intoxicações alimentares, pois a alteração do cheiro, do sabor e da aparência do alimento faz com que ele seja evitado. O maior risco, portanto, são os agentes que contaminam sem “estragar” o produto.
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E você pensa que isso acontece só fora de casa? Um estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou que 27% dos surtos de intoxicação acontecem com alimentos preparados e consumidos dentro de casa. Em restaurantes, padarias, lanchonetes e outros estabelecimentos esse índice é de 24%. “O cuidado na hora de preparar alimentos é fundamental para evitar intoxicações”, diz Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da Divisão de Doenças Transmitidas por Água e Alimentos do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria.
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Segundo a especialista, a temperatura dos alimentos preparados merece atenção. O ideal é deixá-los aquecidos a 70º ou dentro da geladeira. Em temperatura ambiente, pode haver o crescimento de bactérias ou de suas toxinas, por isso as refeições não podem ficar mais que duas horas fora de refrigeração. “Não é recomendável deixar sobras de comida em cima do fogão ou dentro de um forno desligado”, diz Bernadete. Para evitar a transmissão da bactéria Salmonella Enteritidis, responsável por 50% dos casos de gastroenterites, não ofereça à sua família ovos mal cozidos ou alimentos preparados à base de claras e gemas cruas.
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SAIBA COMO PREVENIR
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º É preciso conhecer a origem dos alimentos que vai oferecer à família, dentro ou fora de casa;

º Mantenha a cozinha sempre limpa;

º Lave as mãos antes de cozinhar, depois de ir ao banheiro ou trocar a fralda do bebê;

º Ferva a água para beber e cozinhar, caso o fornecimento de sua cidade não for confiável;

º Conserve os alimentos em local apropriado e, se possível, prepare a quantia exata de alimentos que a família for consumir, pouco antes da refeição;

º Não misture alimentos de origens diferentes, como carnes e verduras, em cima da pia;

º Não use a mesma faca durante a preparação de diferentes alimentos;

º Frutas e verduras devem ser lavados com água corrente antes do consumo. Caso vá ingerir os vegetais crus, deixe-os de molho por 15 minutos em hipoclorito de sódio. Vinagre doméstico não mata as bactérias! Veja: Vegetais mais limpos

º Cozinhe bem os alimentos (principalmente as carnes). Sempre aqueça as sobras antes de ingeri-las (a 70o);

º Lave latinhas de refrigerantes ou outras bebidas com água e sabão;

º Lave bem as mãos do seu filho depois de brincar ou cuidar dos animais de estimação (faça o mesmo);

º Confira o rótulo dos produtos antes de comprá-los. Além da data de fabricação, verifique se a embalagem está limpa e sem alterações;

º Em restaurantes, observe com atenção a higiene do local. Comidas em buffet, se não estiverem quentes ou refrigeradas de acordo, oferecem mais riscos de contaminação. O mesmo acontece com alimentos vendidos por ambulantes.
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Fonte: Revista Crescer
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

AGÊNCIA ATUALIZA LIMITES DE ADITIVOS EM ALIMENTOS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou duas resoluções (RDC 45 e RDC 46/2010) atualizando as regras para uso dos aditivos em alimentos industrializados. A medida harmoniza os regulamentos técnicos no âmbito do Mercosul, eliminando obstáculos gerados por diferenças nas regulamentações vigentes.
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A RDC 45/2010 traz a nova relação dos aditivos para uso segundo as Boas Práticas de Fabricação (BPF). Um aditivo é considerado BPF quando possui Ingestão Diária Aceitável (IDA) e seu uso é restrito à quantidade necessária para obter o efeito tecnológico necessário. Já as substâncias como alumínio e goma konjac, excluídos da lista BPF, tiveram novos limites estabelecidos na RDC 46/2010.
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O uso máximo do alumínio foi reduzido de 7 para 1 mg/kg de peso corpóreo. Os estabelecimentos terão o prazo de 180 dias para fazer as adequações necessárias ao Regulamento Técnico. Os novos estabelecimentos e aqueles que pretendam reiniciar suas atividades já devem atender na íntegra às exigências da legislação.
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O QUE SÃO ADITIVOS?
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Aditivo alimentar é todo e qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos sem propósito de nutrir e com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais, durante a fabricação, processamento, preparação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação de um alimento. A lista de aditivos alimentares está sujeita à atualização de acordo com o avanço dos conhecimentos técnicos e científicos.
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Fonte: CFN
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

EMBALAGEM A VÁCUO PODE SER ALTERNATIVA PARA REFRIGERAÇÃO

Imagem ilustrativa
A embalagem a vácuo, hoje encontrada em alimentos como carnes e laticínios, pode ser adotada pela indústria de ovos em breve. Resultado de um estudo da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal, em São Paulo, a nova embalagem é testada pelos pesquisadores como uma alternativa à refrigeração.
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Segundo a zootecnista Aline Scatolini Silva, que tem a pesquisa como projeto de doutorado, apesar de a refrigeração ser eficaz para a preservação dos produtos, o alto custo faz com que 92% do que é comercializado hoje seja transportado in natura. A refrigeração, inclusive, faz parte das recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a conservação de ovos no País e é adotada também no exterior.
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Os estudos, que começaram em 2008, mostraram que a embalagem a vácuo impede a proliferação de microorganismos como bactérias e fungos que provocam a deterioração do produto; os resultados obtidos são similares aos da refrigeração. Para tornar o processo mais eficiente, os pesquisadores utilizaram um sachê com propriedades de absorção de oxigênio. “Como o ovo é um produto muito delicado, não é possível retirar todo o ar só com a embalagem a vácuo”, afirma Aline.
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CUSTO ELEVADO
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Para José Roberto Bottura, diretor técnico da Associação Paulista de Avicultura (APA), o projeto pode trazer benefícios ao mercado, já que a refrigeração nos mercados nem sempre é a melhor opção. “Vivemos num País tropical. Se o consumidor compra o ovo gelado e fora do supermercado está fazendo calor, essa diferença de temperatura pode alterar o alimento”, diz.
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Para se tornar viável, porém, o projeto ainda precisa reduzir os custos de comercialização. Segundo a pesquisadora, a nova embalagem custaria de R$ 0,50 a R$ 0,70. “Hoje o preço da embalagem fica entre R$ 0,08 e R$ 0,10. “O custo da nova embalagem não poderia passar dos R$ 0,12”, diz Bottura. A redução de custos está nos planos da equipe da Unesp, que pretende também estender o prazo de validade do produto. Os ovos duram, em média, 30 dias. Com a nova embalagem, a qualidade dos ovos estaria garantida neste período.
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Outro ponto que ainda precisa ser aprimorado é o estojo plástico que abriga os ovos sob a embalagem a vácuo. Segundo Aline, os pesquisadores buscam um material mais resistente, já que o utilizado atualmente é suscetível a quebras. “Ainda precisamos de mais estudos para chegar à comercialização”, diz a pesquisadora. Se tiver sucesso, a equipe da Unesp tem um forte mercado pela frente. Conforme estimativas da APA, foram produzidos em 2009 cerca de 22,8 bilhões de ovos no País. “Para este ano, a expectativa é que este número chegue aos 23,5 bilhões”, afirma José Bottura.
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HORA DA COMPRA

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Enquanto as novas embalagens não chegam às prateleiras, os especialistas recomendam ao consumidor tomar alguns cuidados na hora da compra para obter ovos de qualidade. Segundo o diretor da APA, o ideal é que o transporte dos ovos seja feito nas primeiras horas da manhã ou no fim do dia, quando a temperatura não é tão alta. O local de armazenamento no mercado deve ser limpo e fresco.
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Bottura lembra que a embalagem dos ovos precisa ter a identificação do produtor, com endereço e telefone. “É fundamental também que tenha uma data de validade e um selo de inspeção”, diz. Sobre o aspecto visual, ele afirma que o ideal é que os ovos não estejam trincados ou com muitas manchas, características que podem indicar má conservação.
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Fonte: PróAlimento
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terça-feira, 15 de junho de 2010

ESTUDO INDICA QUE COZINHAS CONCENTRAM MAIS BACTÉRIAS DO QUE BANHEIROS

Estudo realizado mostra que cerca de dois terços dos banheiros têm alto nível de contaminação por bactérias nos rejuntamentos.
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Apesar desse dado, o trabalho revela que o banheiro não é o ambiente mais sujo da casa, como explica o virologista britânico John Oxford, professor da Escola de Medicina e Odontologia Queen Mary, da Universidade de Londres.
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ONDE EXATAMENTE ESTÃO OS MICRÓBIOS?
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Nos panos de prato, nas esponjas e, acredite, no interior da geladeira! A pesquisa foi conduzida em nove países. Em cada um, foram coletadas amostras em vinte domicílios de diferentes classes sociais e presença de crianças. Apesar do número limitado de amostras analisadas (o grupo pretende ampliar o estudo), Oxford explica que o estudo ajuda a detectar problemas de higiene nos lares e direcionar as recomendações para o público.
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Em todos os países, o rejuntamento do banheiro (também conhecido como “rejunte”) foi o campeão de sujeira. Além da E. coli, bactéria causadora de infecções intestinais, a presença de fungos também foi alta - a umidade é perfeita para esses micro-organismos, que ao serem inalados podem provocar alergias respiratórias.
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GELADEIRA
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A segunda área das residências com maior quantidade de micro-organismos, de acordo com a pesquisa, foi o interior da geladeira. Os exames acusaram grande quantidade de bactérias e fungos em quase metade dos lares. O problema é consequência do hábito de deixar a comida direto sobre a prateleira e também pela temperatura inadequada – ao abrir a porta com frequência, o ambiente se aquece e as bactérias e fungos se proliferam. A recomendação é limpar as superfícies pelo menos uma vez por mês.
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PANO E ESPONJA
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Outra fonte de micróbios da casa é o pano de prato: os testes acusaram excesso de bactérias em 36% das amostras. Para piorar, os pesquisadores encontraram E. coli, que tem origem fecal, em 6% delas, e Staphylococcus aureus, que se prolifera na pele e nas narinas, em 5%. Isso significa que muita gente não lava as mãos corretamente e depois utiliza a toalha para enxugar os pratos, contaminando a louça e a comida.
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O ideal é trocar o pano da cozinha todos os dias e lavá-lo com água quente. O aquecimento, aliás, também é útil para lavar a louça. Oxford também ressalta que as pessoas devem tomar cuidado com as esponjas na cozinha. Se não for possível trocá-las com frequência, ele recomenda que elas sejam desinfetadas todos os dias após a lavagem da louça.
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As pessoas devem dobrar os cuidados com a limpeza das mãos e das superfícies (como mesas, controles-remotos, telefones, teclado do computador etc) quando algum morador da casa estiver doente. “O vírus influenza, causador das gripes, sobrevive por cerca de duas horas nas mãos, por até 24 horas nas superfícies de plástico ou aço e até 48 horas na madeira”, ensina Oxford, que é considerado um dos maiores especialistas do mundo em gripe suína, ou H1N1. Pelo que mostram os estudos, as pessoas ficam mais doentes por problemas de higiene do que se imagina.
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Veja a matéria completa no site Uol
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segunda-feira, 31 de maio de 2010

AGROTÓXICOS SÃO A 4ª CAUSA DE INTOXICAÇÃO

Agrotóxicos ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações do País, atrás de medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza (saneantes). Em 2007, foram registradas 6.260 casos provocados por agrotóxicos.
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"As estatísticas identificam acidentes, intoxicações extremas. Não sabemos quantas pessoas adoecem pela exposição por meio do consumo de alimentos", diz a coordenadora do Sistema Nacional de Informação Tóxico Farmacológicas da Fiocruz (Sinitox), Rosany Bochner.
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Estudos em laboratório mostram o risco de algumas substâncias provocarem problemas hepáticos, doenças de pele, mais risco de câncer, problemas hormonais, neurológicos e reprodutivos.
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"Temos de ser realistas, não podemos considerar agrotóxicos como veneno, eles têm importância para produção", afirma o chefe do Laboratório Toxicológico da Escola Nacional de Saúde Pública, Sérgio Rabelo. Para ele, o problema não está no uso de todos os produtos, mas no emprego incorreto.
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Uma análise feita desde 2001 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, batizada de Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), acompanha os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos consumidos pela população. Além do abuso de defensivos, a pesquisa revela o emprego de produtos proibidos para algumas culturas. Dados da última avaliação, feita em 2008, revelam, por exemplo, que 64,36% das amostras de pimentão analisadas apresentavam uso de defensivos proibidos para a cultura - entre eles, endossultam e acefato, que estão sendo agora reavaliados.
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Fonte: O Estado de São Paulo
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

SAIBA MAIS SOBRE A MAIONESE

Toda criança ama. Não come salada: põe maionese que vai. Não come legume, idem. Mas esse molho quase mágico requer alguns cuidados. Ao contrário de muitos alimentos, a versão caseira não é a mais recomendada.
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A maionese feita em casa não é rigorosamente controlada, como a industrializada, e pode ter altos teores de gordura. Outro perigo é a bactéria Salmonela, por causa dos ovos crus que fazem parte da receita e que causam infecções graves.
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O lado bom é que a maionese industrializada tem óleos ricos em ômega-3, que conferem proteção indireta ao sistema cardiovascular, diminuindo os níveis de colesterol e triglicérides. Como se trata de um alimento muito calórico, prefira as versões light.
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É recomendável a partir dos 10 anos de idade, aproximadamente, pois crianças menores devem ser acostumadas a consumir alimentos menos gordurosos. As porções devem ser menores que uma colher de sopa, nos legumes e verduras, ao invés dos pães, que engordam mais. Ela é bastante calórica; por isso, use com cautela.
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VEJA ALGUNS MITOS E VERDADES
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* Industrializada e caseira: Os ingredientes que compõe a maionese são basicamente: óleo, ovo, água, suco de limão e vinagre. O processo de fabricação na maionese industrializada utiliza pressão para atingir a consistência desejada. Esse processo auxilia a diminuição de gorduras nocivas, como trans e saturada. A maionese caseira não é mais tão recomendada ao consumo, já que a quantidade necessária de óleo e ovos é bem maior.
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* Valor calórico: Hoje em dia estão disponíveis no mercado produtos com 0% de gordura, que têm menor valor calórico. É recomendado que seja feita uma comparação dos rótulos, para ter certeza de qual tipo de produto está sendo adquirido. Alguns tipos têm até menos gordura do que o requeijão e a margarina.
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* Cuidados: Se você quiser fazer sua receita caseira de maionese, é necessário muito cuidado com a qualidade dos produtos. A salmonela é um tipo de bactéria que pode contaminar todos os tipos de carnes e ovos, mas pode ser evitada com o cozimento correto. Como a receita usa ovos crus, todo precaução é necessária. A validade da maionese caseira não passa de dois, três dias. Já a maionese industrializada, não há o risco de contaminação por salmonela. Mas é preciso ficar atento com o prazo de validade e prestar atenção, pois depois de aberta o prazo é de 30 dias.
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* Maionese no cardápio: Então se o seu filho gosta de comer legumes com maionese, não há problema algum, mas fique atento a freqüência e a quantidade em que está consumindo, ou seja, não vale comer meio pote de maionese, ou consumir todos os dias. Como todos os outros nutrientes, é muito importante alternar seu consumo com outras coisas, como o queijo tipo polenguinho, que as crianças adoram!
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Fonte: Revista Pais e Filhos
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

AÇAÍ MAL LAVADO, MESMO CONGELADO, PODE TRANSMITIR CHAGAS

O protozoário causador da doença de Chagas sobrevive na polpa do açaí mal higienizado, mesmo que o produto seja congelado a -20°C. Somente a correta pasteurização - tratamento térmico que envolve aquecimento e rápido resfriamento -, que ainda não é obrigatória no Brasil, consegue eliminar o microrganismo, concluiu uma pesquisa inédita liderada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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Higienizar corretamente os frutos ainda é o método mais importante de prevenção, destacam os autores do trabalho, realizado via convênio com o Ministério da Saúde. Surtos de transmissão da doença aguda transmitida por meio de alimentos, acentuados a partir da metade da década passada no Norte do País, incentivaram a realização da pesquisa.
.O açaí industrializado, consumido nas grandes cidades, passa em teoria pelos processos, dizem os cientistas, e deve ser registrado no Ministério da Agricultura. A pasta informou que, apesar de a legislação nacional ainda não exigir a pasteurização, visitas de fiscais às fábricas têm demonstrado que a maioria das empresas possui máquinas para realizá-la, em razão de exigência do mercado externo. Por causa disso, informou ainda o ministério, o órgão “avalia a possibilidade de desenvolver estudos sobre metodologias de pasteurização” para a polpa de açaí. A pasteurização já defendida pelo Ministério da Saúde como método anti contaminação de alimentos in natura.
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Em nota, a Saúde destacou que o congelamento não é medida preventiva e que o resultado do estudo é preliminar. Disse também aguardar resultados sobre testes com temperaturas mais baixas. Por fim, destacou que todos os casos de doença de Chagas por transmissão oral já registrados tiveram origem no consumo do alimento preparado artesanalmente e que até o momento não houve associação com polpas de açaí industrializado. A reportagem não conseguiu localizar representantes dos produtores de açaí.
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Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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domingo, 17 de janeiro de 2010

CUIDADO COM OS ALIMENTOS CONSUMIDOS NA PRAIA

Verão, sol, praia... As intoxicações alimentares são muito comuns nesta época do ano, pois os alimentos ficam expostos por muito tempo ao sol e temperatura ambiente, aumentando o risco de proliferação bacteriana, responsável por causar a intoxicação.
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A melhor maneira de evitar que isto aconteça é dando preferência a alimentos industrializados, embalados e, de preferência, de marcas conhecidas e confiáveis. Evite comprar produtos de vendedores ambulantes, principalmente, após o meio da tarde, quando o vendedor já está com o produto exposto há muitas horas e, provavelmente com uma temperatura inadequada à manutenção do produto.
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Veja alguns cuidados ao consumir produtos na praia:
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SANDUÍCHE NATURAL: Tem altíssimo risco de contaminação, pois a maionese é a base do sanduíche e ela deteriora com poucas horas fora da geladeira, além dos outros itens que também são perecíveis. Mesmo que estejam acondicionados em gelo e em isopores o risco é alto, pois a temperatura ali dentro vai se reduzindo com o passar das horas, aumentando as chances de contaminação.
QUEIJOS: A maioria dos queijos é proveniente de leites não pasteurizados e produzidos de forma caseira, por isso pode conter vários micro-organismos causadores de toxinfecções alimentares.
FRUTOS DO MAR: A exposição solar acontece de maneira direta em cima da bandeja. Mesmo sendo submetidos à temperatura na hora do preparo, muitas bactérias ainda permanecem vivas e podem se multiplicar quando expostas ao sol.
PICOLÉS E SORVETES: Se for de marca confiável, são super seguros, pois são de empresas fiscalizadas constantemente pela Vigilância Sanitária. Evite comprar picolés de marcas desconhecidas, pois não se sabe a procedência dos produtos utilizados, como por exemplo, o tipo de água.
FRUTAS: Não se sabe como a fruta foi manipulada até chegar à praia, assim como, a higienização das frutas e da faca utilizada para picá-las. Além disso, as altas temperaturas da praia tornam as frutas o paraíso perfeito para a multiplicação de bactérias.
SALGADOS: Prefira recheios de queijo com tomate, deixando de lado os de presunto, calabresa, salsicha e carne que são mais sujeitos à contaminação.
MILHO: É uma boa opção pelo baixo risco de contaminação. Apenas verifique se o milho está totalmente imerso e a água em ebulição.
COCO: Ótima opção para garantir a reposição de líquidos e eletrólitos perdidos com o suor na praia, especialmente se você pratica algum tipo de atividade física. Procure tomar a água diretamente do coco e cuidado ao consumir a polpa, pois a faca utilizada para o corte deve estar limpa.
CERVEJAS E REFRIGERANTES: Não oferecem risco de contaminação, por ser alimentos embalados, fechadso e de empresa qualificada. Do ponto de vista nutricional, no entanto, não é tão nutritivo quanto um suco de fruta ou água de coco. Se desejar consumir a cerveja, prefira alternar com água de coco ou água e limite a ingestão, não exagerando.
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O melhor é sempre que possível consumir os alimentos industrializados, embalados e de empresas confiáveis como: bebidas, picolés e biscoitos, ao invés de comprar produtos de ambulantes. Procure fazer um café da manhã super-reforçado antes de sair de casa, para a fome não bater rapidamente. Levar lanches industrializados também é uma ótima opção.
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

DESVENDANDO RÓTULOS

Você sabe o que significa: glutamato monossódico, fenilalanina, acidulante, flavonóide? São as substâncias presentes nos alimentos industrializados e que constam nos rótulos dos produtos. De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os rótulos devem apresentar:
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• Nome do produto
• Peso
• Identificação de origem
• Lote
• Prazo de validade
• Instruções sobre preparo e uso
• Valor calórico
• Informação nutricional
• Lista de ingredientes
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O Código de Defesa do Consumidor garante o direito a uma informação clara e precisa nas embalagens dos alimentos. Várias pessoas possuem intolerâncias e alergias a algumas substâncias presentes nos alimentos, e a sua identificação nos rótulos é um passo importante para o diagnóstico desses casos. Abaixo, vamos “desvendar” os mistérios por trás desses nomes:
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CONTÉM FENILALANINA: A fenilalanina é um dos responsáveis pela produção de adrenalina, fundamental à nossa sobrevivência. Ela realça o humor e a disposição, diminui as dores, auxilia na memória e no aprendizado, e ainda reduz o apetite. A fenilalanina está presente no aspartame e na sacarina, edulcorantes que devem ser usados por tempo limitado por diabéticos, gestantes e pessoas com doenças auto-imunes, principalmente em temperaturas elevadas.
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CONTÉM GLÚTEN: Essa proteína, encontrada na semente de cereais (como trigo, cevada, aveia e centeio), é usada para dar consistência, elasticidade e leveza à massa dos alimentos, em geral bolos e biscoitos. Porém, o problema é que ela apresenta aminoácidos tóxicos em sua composição, o que pode provocar alguns danos à saúde. Muitas pessoas têm intolerância ao glúten, mas não percebem o problema, porque os sintomas (distensão abdominal, dor de cabeça e má digestão) são frequentemente confundidos com outros distúrbios.
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CORANTES: A tartazina, mais conhecida como corante amarelo, pode provocar reações alérgicas adversas em pessoas sensíveis. Asma, hiperatividade e até o aparecimento de cânceres são os efeitos mais graves.
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GORDURAS TRANS: As gorduras trans têm a finalidade de melhorar a consistência e aumentar a validade do produto, sendo vastamente encontradas no sorvete, na batata-frita, nos salgadinhos e bolos industrializados. Usado em excesso, podem causar aumento do colesterol total e do ruim, e redução do colesterol bom, o que favorece a ocorrência de problemas cardíacos. Esse tipo de gordura está sendo banida da indústria alimentícia.
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CONSERVANTES: Os conservantes são encontrados nos alimentos industrializados e são constituídos em sua maioria por ácidos orgânicos que impedem ou retardam alterações causadas por microrganismos. Podem provocar reações alérgicas semelhantes às dos corantes. O BHT, em especial, pode ser tóxico para o sistema nervoso.
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GLUTAMATO MONOSSÓDICO: Alguns condimentos são dignos de alerta. O glutamato monossódico, por exemplo, tem a finalidade de realçar o sabor dos pratos salgados. Em algumas pessoas às vezes provocam alergias, dores de cabeça e depressão com seu uso.
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PRODUTO NATURAL: Não são todos os naturais que são inocentes, tudo pode causar irritação. As pessoas acham que esses produtos são inofensivos. O mel, por exemplo, pode provocar alergia e estar contaminado com bactérias. Portanto, o importante é o consumo consciente!
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

MÁ CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS PODE CAUSAR INTOXICAÇÃO

Ovos na porta da geladeira, superfície de madeira para cortar a carne e o velho pano úmido na pia. É assim que funciona a cozinha da sua casa? Abra o olho, alertam especialistas. A falta de cuidados pode levar a Doenças de Transmissão Alimentar (DTA), problema que atinge gravemente idosos, gestantes, crianças e pessoas com baixa imunidade.
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Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, órgão da ONU), no ano passado 82 milhões de brasileiros (43% da população do País) foram internadas com intoxicação alimentar e mais de 6 mil morreram. Metade das contaminações ocorreu dentro de casa.
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Os ambientes perfeitos para a proliferação de bactérias, fungos e protozoários são os de temperatura próxima a 37 graus. "Mas a maioria desses micro-organismos se multiplica dentro da faixa entre 4 e 60 graus. Para impedir o problema, só submetendo os alimentos a temperaturas superiores a 70 graus", orienta a pesquisadora Tatiana Pastorello, do projeto Cuidar dos Alimentos, da Fiocruz. Depois de pronta, a comida não deve ficar mais de duas horas fora da geladeira.
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Contaminação Cruzada
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Na cozinha, nada de manipular diferentes alimentos sem lavar as mãos. "Leva-se micro-organismos de um para outro", explica Tatiana. Usar a mesma faca, sem lavar, para cortar produtos distintos é perigoso. "Em churrascos acontece muito: a faca que corta a carne crua é a mesma que fatia o alimento servido", diz. Alimento cozido não está livre do risco de ser contaminado, se tiver contato com alimento cru, que é onde os micro-organismos proliferam. O problema ocorre com facilidade ao se colocar, na mesma vasilha, carne crua e alimentos cozidos ou quando a mesma tábua de carne é usada, ainda suja, para cortar alimentos "in natura", como temperos e saladas.
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O ovo é um dos alimentos que mais recebe ressalvas. "Pode transmitir salmonella. Se a casca quebrar, há risco de contaminar a gema. Colocá-los na porta da geladeira é arriscado: o abre e fecha causa microfissuras que provocam o contágio", orienta o microbiologista Roberto Martins Figueiredo. "Comer ovo cru ou com a gema mole é perigoso", diz. Ele lembra ainda que alimentos folhosos devem ser bem lavados em água corrente.
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O Dia
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