sexta-feira, 7 de maio de 2010

ALERGIA AO LEITE DE VACA

HOJE É O DIA NACIONAL DA PREVENÇÃO DA ALERGIA!
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A sugestão de postagem, muito bem vinda, foi enviada pela leitora *Ana Flávia Lacchia* - funcionária da Ketchum, agência que está assessorando a SUPPORT, divisão de nutrição médica da DANONE -, com o intuito de divulgar melhor a alergia à proteína do leite de vaca, um mal que acomete bebês e recém-nascidos e, na maioria das vezes, confundido com intolerância à lactose.
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Alergia alimentar é a reação adversa (despropositada, inesperada, anormal) do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) às proteínas dos alimentos. A ocorrência de alergia alimentar vem aumentando no mundo como um todo. Estima-se que 6% das crianças menores de três anos e 3,5% dos adultos apresentam algum tipo de alergia alimentar.
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Os oito alimentos mais alergênicos são: leite de vaca, soja, ovo, trigo, peixe, frutos do mar, amendoim e castanhas. Para os bebês que não têm leite materno disponível, a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a mais complicada de ser tratada, visto que o leite é o principal alimento nesta fase da vida, tendo um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento da criança. Na APLV o organismo da criança não reconhece uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) e reage a elas.
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A APLV é difícil de ser diagnosticada e, mesmo que o paciente possua um dos sintomas citados, não necessariamente a causa será a alergia alimentar. Há outras doenças cujos sintomas são parecidos e podem confundir com APLV, como por exemplo: refluxo, dermatite atópica e cólicas.
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Em casos de bebês com suspeita de APLV, recomenda-se a continuidade do aleitamento materno e que a própria mãe faça a dieta de exclusão. Neste caso, como a mãe retira da sua alimentação todos os alimentos que contêm leite, e o leite é uma importante fonte de cálcio, é importante que a mãe utilize um suplemento de cálcio. Caso a mãe não esteja amamentando, recomenda-se a substituição do leite materno por fórmulas ou dietas especializadas à base de proteínas extensamente hidrolisadas (contêm peptídeos) ou à base de aminoácidos.
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O tratamento da APLV consiste na realização da dieta de exclusão por no mínimo 6 meses. O sucesso do tratamento das alergias alimentares depende do adequado seguimento da dieta. Quase sempre a APLV tem cura! Grande parte dos pacientes desenvolve tolerância ao alimento após 2 anos de idade. Para verificar se houve este desenvolvimento de tolerância, novos testes orais deverão ser realizados a cada 6 a 12 meses. Portanto, seja paciente, apesar da dieta de exclusão ser muito difícil, ela poderá garantir a cura da doença e uma vida futura sem restrições alimentares.
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Veja mais sobre o assunto no site: Alergia à Proteína do Leite de Vaca
Veja também:
Alergia alimentar
Intolerância à lactose
Sem glúten
Intolerância à frutose
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Um comentário:

Ana Cláudia Silva disse...

Oi Christiane!
Tudo bem?
Também sou Nutricionista aqui em Divinópolis! Acompanho o Alimentarium há algum tempo, acho seu trabalho muito interessante. Me senti estimulada a iniciar um blog também! Estou começando agora, me formei a pouco tempo, e é sempre bom ver profissionais motivadas!
Abs!